ALDANN CONSTRUÇÕES

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

DIFERENÇAS NO NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO ENTRE OS PAÍSES

  A ampliação de mercados, o maior contato entre as nações e o aumento dos fluxos comerciais no âmbito internacional fizeram parte do desenvolvimento do capitalismo desde sua origem. Com a anexação de novos territórios, o capitalismo se fortaleceu, e como consequência, foi se tornando cada vez mais clara a diferenciação dos países, uma vez que eles assumiam papéis diversos na produção, circulação e consumo de mercadorias.
  O capitalismo é um sistema político, econômico e social, baseado em vários princípios. Os principais deles, são:
  • predomínio da propriedade privada dos meios de produção, onde as pessoas, individualmente ou reunidas em sociedade, são donas dos meios de produção;
  • a  transformação da força de trabalho em mercadoria, onde quem não é dono dos meios de produção é obrigado a trabalhar em troca de um salário;
  • a acumulação de capital, onde o dono do capital objetiva produzir pelo menor custo e vender pelo maior preço possível. Quanto maior o lucro, melhor para a empresa. Para diminuir os custos, os donos dos meios de produção procuram pagar o mínimo possível pelas matérias-primas, salários e outras despesas;
  • a definição dos preços é feita pelo mercado, com base na lei da oferta e da procura. Quando um produto tem muito no mercado, a tendência é o preço cair; já quando esse produto no mercado é escasso, a tendência é o preço subir. Com base nisso, existe a livre concorrência, em que àqueles que não oferecerem um produto de qualidade ou com um preço acima do oferecido pelo mercado, tende a perder competitividade e, assim, ficar excluído desse processo.
Pôster da Industrial Workers of the World, de 1911, mostrando a pirâmide do sistema capitalista
  Com o término da Segunda Guerra Mundial, teve início o processo de independência das colônias europeias na África (Líbia, Sudão, Marrocos, Uganda, Somália, entre outras dezenas de países) e na Ásia (Índia, Paquistão, Filipinas, entre outros). A descolonização afro-asiática evidenciou o fracasso da "missão civilizadora" empreendida pelo colonizador europeu. Em 1951, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou que, nos novos países, vivia 68% da população mundial, que controlava apenas 17% da renda global. Além disso, metade da população mundial se concentrava em países onde a renda anual por habitante era inferior a 100 dólares. Esses dados mostram as diferenças de desenvolvimento existentes entre os países do mundo. Com o processo de globalização, intensificado a partir dos anos 1980, essa desigualdade aumentou, onde os ricos ficaram mais ricos e os mais pobres.
Nível de Desenvolvimento dos países, segundo a ONU e o FMI
  Economias avançadas
  Economias emergentes
  Economias subdesenvolvidas

PAÍSES COM MENOR DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL
  Geralmente, como herança do Período Colonial, muitos países que se encontram nessa situação apresentam atividades industriais e tecnológicas deficientes e defasadas, o que os torna, principalmente, fornecedores  de matérias-primas e consumidores de produtos industrializados. As matérias-primas são exportadas, transformadas na indústria dos países ricos e recompradas por eles por preços muito mais elevados. A desvantagem econômica leva ao endividamento internacional, por meio de empréstimos tomados em bancos e outras instituições de crédito ligadas aos países ricos ou desenvolvidos.
  Como devedores, costumam facilitar a instalação de empresas estrangeiras em seu território, de modo que a economia passa a ser cada vez mais controlada por empresas transnacionais. Apesar de beneficiar o país onde se instalam - gerando empregos e, às vezes, associando-se a empresas nacionais -, as transnacionais ficam com a maior parcela dos lucros.
Algumas das principais empresas transnacionais
  Em muitos países menos desenvolvidos, a agricultura apresenta baixa produtividade, utiliza técnicas pouco eficientes ou inadequadas e ocupa muita mão de obra; o investimento em ciência e tecnologia é reduzido. Como os rendimentos da população são pequenos, o mercado consumidor é restrito; a infraestrutura das cidades é deficiente; há subnutrição, altas taxas de mortalidade infantil e analfabetismo; a expectativa de vida é baixa; há grande porcentagem de população rural e as famílias geralmente são bastante numerosas.
A má distribuição de renda leva famílias a viverem em submoradias, como na imagem acima
  Há, porém, diferenças entre os países com menor desenvolvimento social e econômico. Alguns chegam a ter em determinadas regiões de seus territórios certas características de país desenvolvido, como agricultura intensiva e predomínio da população urbana sobre a rural. É o caso do Brasil, da Argentina e do México, chamados também de países emergentes, juntamente com a China, a Índia, o Chile e a África do Sul.
Área de fronteira agrícola no Cerrado brasileiro
PAÍSES COM MAIOR DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONÔMICO
  A evolução do capitalismo possibilitou o enriquecimento dos países da Europa Ocidental, da América Anglo-Saxônica, do Japão, da Austrália e da Nova Zelândia, que hoje apresentam uma economia mais desenvolvida. Além disso, as diferenças sociais não são muito significativas, pois a maioria da população usufrui de benefícios sociais como saúde, educação e moradia. A mortalidade infantil e o analfabetismo são insignificantes, e as pessoas em geral vivem mais de 75 anos de idade.
Mapa do mundo que mostra os países por PIB (nominal) e PPC (Paridade do Poder de Compra)
  Em vários desses países, a agricultura é muito produtiva e possibilita a exportação de grande quantidade de alimentos, as atividades rurais ocupa pouca mão de obra e se utilizam de máquinas e técnicas modernas. Os investimentos em ciência e tecnologia são elevados, o que favorece a constituição de um parque industrial poderoso e diversificado, de onde saem produtos da indústria microeletrônica, satélites artificiais, armamentos sofisticados, tecnologias ambientais e biotecnologia.
Vale do Silício, nos Estados Unidos - considerado o maior tecnopolo do mundo
  Nesses mercados fortes constituíram-se grandes corporações internacionais, que instalam suas filiais em países latino-americanos, africanos e asiáticos, dos quais obtêm lucros  e alteram profundamente a estrutura econômica, social e espacial local. Os lucros são remetidos aos países de origem  e boa parte é investida no aprimoramento tecnológico para melhorar ainda mais  o desempenho produtivo.
Düsseldorf - importante cidade industrial da Alemanha
  Nos países com maior desenvolvimento social e econômico, parte dos lucros é destinada a impostos, revertidos em benefícios sociais - transporte coletivo, hospitais, escolas, creches - e melhorias voltadas para a própria atividade econômica, como rodovias, usinas geradoras de eletricidade, sistemas de telecomunicações etc.
  Apesar de a maioria de sua população ter boas condições de vida, eles também apresentam problemas econômicos e sociais, como elevadas taxas de desemprego e não raro altas dívidas externas em alguns países. Nos Estados Unidos, a desigualdade de oportunidades fez surgir um grupo de mais de 30 milhões de pessoas consideradas pobres.
A cada ano aumenta o número de pobres nos Estados Unidos
FONTE: Moreira Igor.  Mundo da geografia: 8º ano / Igor Moreira; ilustrações Antônio Éder, Divo. Curitiba: Positivo, 2012.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A TERRA NO SISTEMA SOLAR

  A Terra é um ponto minúsculo na imensidão do Universo. Junto com outros sete planetas - Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Netuno e Urano - faz parte do Sistema Solar e, como eles, recebe luz e calor do Sol.
  No entanto, outras condições favoráveis, como a presença de água em estado líquido, oxigênio e temperaturas adequadas, fazem da Terra o único planeta, entre os conhecidos, que permite e existência de formas de vida tal qual conhecemos.
Planeta Terra visto do Universo
  O Sistema Solar é constituído pelo conjunto de corpos celestes que orbitam o Sol e que estão sob sua influência gravitacional. Dentre esses corpos, os maiores são os oito planetas, seguidos pelos cinco planetas anões (Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris), vários satélites naturais (Lua, satélite da Terra, Genímedes e Titã, satélites de Júpiter Saturno, respectivamente, entre outros), e inúmeros corpos menores (objeto astronômico que orbita diretamente o Sol), como asteroides e cometas.
Sistema Solar
  A Terra é o terceiro planeta em ordem de afastamento do Sol. É também o quinto maior planeta do Sistema Solar em tamanho, atrás e Júpiter (o maior deles), Saturno, Urano e Netuno.
  Além dos planetas, outros corpos celestes participam do Sistema Solar, a exemplo de cometas e satélites. Alguns planetas possuem satélites naturais - corpos que, pela ação da gravidade, orbitam ao redor deles.
A Lua parcialmente obscurecida e as camadas mais altas da atmosfera terrestre
OS SATÉLITES ARTIFICIAIS E NATURAL DA TERRA
  Existem os satélites naturais e os artificiais. Quando da origem e evolução do Universo, formaram-se os satélites naturais, como é o caso da Lua - satélite natural da Terra - e também de satélites (luas) em outros planetas. Júpiter até agora possui 61 satélites conhecidos; Urano, 21; Marte, 2.
Principais luas do Sistema Solar
  A Lua é a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem sobre a Terra, em seguida vem o Sol, com uma participação menor. É por meio do efeito de maré na Terra que os oceanos acompanham o movimento orbital da Lua, sendo que esse efeito causa um atrito com o fundo  dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra cerca de 0,002 s por século e, como consequência, a Lua se afasta do nosso planeta em média 3 cm por ano.
  A Lua é, proporcionalmente, o maior satélite natural do Sistema Solar. Sua massa é tão significativa em relação à massa da Terra que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua encontra-se muito longe do eixo central de rotação da Terra.
Lado visível da Lua
  As partes mais próximas de um objeto em órbita em volta de um planeta sofrem uma atração gravitacional maior deste (porque estão a uma menor distância dele) do que as mais distantes. Isso faz com que gere um binário que leva o objeto a acabar por ficar orientado no espaço de modo a parte com uma maior massa fique voltada para o planeta. É esse efeito que explica o porque da Lua assumir uma taxa de rotação estável que mantém sempre a mesma face voltada para a Terra.
Lado oculto da Lua
 Os satélites artificiais são construídos pelo ser humano. Lançados e colocados na órbita da Terra por meio de foguetes espaciais, são destinados a cumprir vários objetivos, entre eles o de facilitar as telecomunicações - as transmissões das Olimpíadas, da Copa do Mundo, as notícias jornalísticas do mundo, e outros eventos que estão ocorrendo  no mesmo momento, graças aos satélites de telecomunicações.
  Alguns satélites artificiais têm a finalidade de obter dados da atmosfera, como os deslocamentos das massas de ar. Os dados são enviados para centros meteorológicos onde são estudados e transformados em mapas do tempo, com o uso de programas de computador.

Animação de uma órbita geoestacionária
  Existem também satélites artificiais que têm a missão de fotografar a Terra com a finalidade de fornecer dados  sobre recursos naturais (florestas, minerais etc.) ou sobre queimadas, localizar o deslocamento de tropas militares e navios, controlar o espaço aéreo contribuindo para a segurança das aeronaves, realizar espionagem e até reprimir o contrabando.
Sputnik I - lançado pela ex-União Soviética, em 4 de outubro de 1957, foi o primeiro satélite artificial lançado na órbita terrestre
FONTE: Adas, Melhem. Expedições geográficas / Melhem Adas, Sérgio Adas. - 1. ed. - São Paulo: Moderna, 2011.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

NATUREZA ASIÁTICA E POPULAÇÃO

  A posição geográfica da Ásia, com enorme extensão norte-sul, propicia o surgimento das mais variadas paisagens climatobotânicas.
  Essa situação é potencializada pelas grandes cadeias montanhosas, que se estendem na região central da Ásia e formam uma verdadeira barreira no sentido oeste-leste.
  Essa barreira impede que as massas de ar frio vindas do Ártico atinjam o sul do continente com muita força e que as massas de ar quente da região equatorial atravessem o continente no sentido norte.
Mapa do relevo da Ásia
  O Himalaia é a cadeia montanhosa que atinge as maiores altitudes em todo o mundo. É partilhada por seis países: Afeganistão, Paquistão, Índia, Nepal, Butão e China. Com mais de dois mil quilômetros de extensão, é uma verdadeira muralha cujos picos comumente ultrapassam os 6 mil metros. Nessa cordilheira fica o Monte Everest, o ponto culminante do planeta terra, com 8.848 metros de altitude. Por causa das altitudes elevadas, a região é muito fria e apresenta áreas totalmente congeladas. Durante o curto verão, o degelo intenso dá origem a gigantescos rios, que correm em direção ao sul.
Monte Everest - ponto culminante do planeta
  A presença do Himalaia e de outras cadeias montanhosas altera totalmente a dinâmica do clima da região.
  Durante o verão, no sul da Ásia, o ar quente sobre o continente fica mais leve e sobe, pois o ar é menos denso. O ar que está sobre o oceano também se aquece, e a evaporação forma nuvens que se dirige para o continente. No continente, há uma zona de baixa pressão atmosférica, onde as nuvens carregadas com a umidade do oceano avançam sobre ele, provocando chuvas torrenciais no sul e no sudeste da Ásia. Esse sistema é denominado de monções. As chuvas de monções é essencial para a agricultura, pois os rios trazem bastante matéria orgânica das montanhas, ajudando a fertilizar as várzeas dos rios e contribuindo para o cultivo agrícola, principalmente do arroz, o principal produto agrícola do continente.
  Em função dessa característica marcante, as regiões sul e sudeste do continente asiático também são conhecidas como Ásia das Monções.
Esquema de monções na Ásia
  Porém, em virtude das alterações que estão ocorrendo na atmosfera terrestre por causa da poluição e da destruição do meio ambiente, as monções podem sofrer com mudanças bruscas, prejudicando toda a cadeia produtiva existente na região.
  Quando as monções são mais fracas do que o normal, a irrigação fica comprometida. Isso afeta de forma aguda a população da Ásia, encarecendo os alimentos e ocasionando fome e desnutrição nas várias regiões do continente em que a renda é muito baixa.
Mapa climático da Ásia de acordo com a classificação de Köppen-Geiger
  Tanto as chuvas abundantes da região influenciada pelos climas equatorial e tropical quanto a grande quantidade de neve derretida das altas montanhas favorecem a existência de grandes rios, que correm em quase todas as direções do continente asiático. Esses rios possuem várias vertentes:
  • Vertente do Pacífico - alguns deles têm grande volume de água devido às monções de verão. Dentre esses rios, destacam-se os rios Huang-ho (ou rio Amarelo), o Si-kiang (ou rio das Pérolas) e o Yang-tsé-kiang (ou rio Azul), todos localizados na China, além do rio Mekong, localizado na península da Indochina;
  • Vertente do Índico - alguns deles também são monçônicos e tornam-se muito volumosos durante o verão. Dentre os rios dessa vertente, destacam-se os rios da Bramaputra, o Ganges e o Godovari, localizados entre a Índia e o Bangladesh, e o rio Indo, que corta grande parte do Paquistão;
  • Vertente do Oceano Glacial Ártico - esses rios congelam-se durante grande parte do ano. Como o degelo ocorre a partir dos seus altos cursos, as águas, ao chegarem ao médio curso, encontram barreiras de gelo, e espalham-se por vastas extensões de suas margens, provocando frequentes inundações. Dentre os rios dessa vertente, destacam-se o Obi, o Ienissei e o Lena, localizados na Rússia;
  • Vertente do Golfo Pérsico - dentre os rios dessa vertente, destacam-se o Tigres e o Eufrates, que cortam o território do Iraque e formam a planície da Mesopotâmia;
  • Rios da Ásia Centro-Oriental - são rios que deságuam em lagos. Dentre eles, destacam-se o Sir Daria e o Amu Daria, que deságuam no mar de Aral, além de outros que desaparecem dentro do deserto. O represamento das águas dos rios Sir Daria e Amu Daria, provocou um grande dano ambiental na região, pois está provocando a redução do mar e consequentemente uma expansão de área desértica na região.
O mar de Aral deu lugar a um Aralkum, um deserto de sal e poluentes sólidos
  A Ásia apresenta poucos lagos, embora de grande extensão, como o Baikal e o Balkhash, localizados na Rússia. Porém, o continente é formado por muitos mares, com destaque para o mar Vermelho, que limita as costas africanas e asiáticas, e os mares da Arábia, da China Meridional Oriental, o de Andamá, o Amarelo, o da Indonésia, de Java, de Timor, de Okotsk, do Japão, entre outros. No limite com a Europa, aparece o maior mar fechado do mundo, o mar Cáspio.
Mar Cáspio em Turkmenbachi, no Turcomenistão
  As formações vegetais do continente também são bastante variadas.
  No extremo norte, junto ao pólo norte, não há condições para a existência da vegetação, devido às baixas temperaturas durante praticamente o ano todo. Porém, mais ao sul, na planície Siberiana, começam a surgir formações de tundra. Em direção ao sul, à medida que o clima polar se torna menos intenso e o frio se estende por um número menor de meses, aparece a vasta região da taiga, quase totalmente no território russo.
  O maior destaque da vegetação no continente, são as estepes, que ocupam grandes extensões da Ásia Central, em áreas do clima semiárido.
  Os arquipélagos situados na Ásia Meridional apresentam-se recobertos por florestas equatoriais e tropicais. Essas formações ocorrem também no centro-sul, onde ocorrem também a presença de savanas.
  As florestas temperadas ocorrem em extensões consideráveis do Extremo Oriente, e nas áreas de clima desértico e semi-áridas, ocorrem a presença de plantas xerófilas.
Paisagem típica da Sibéria, com destaque para a taiga siberiana
  A distribuição da população resulta da evolução das diversas sociedades desse continente. Há milhares de anos, as populações asiáticas ocupavam as margens dos grandes rios, onde a disponibilidade desse recurso e dos solos irrigados facilitava a atividade agrícola.
  Durante séculos, a disponibilidade de água esteve relacionada a uma relativa fartura de alimentos, em sociedades cuja principal característica era a dedicação às atividades rurais.
  Historicamente, as sociedades agrárias tinham como traço distintivo as altas taxas de natalidade. Assim, mesmo com o aumento da mortalidade em determinados períodos (guerras, epidemias), mantinha-se o grande crescimento vegetativo da população.
Rio Bhagirathi, uma das nascentes do Ganges, na Índia
  Nas últimas décadas, a economia mundial criou diversas regiões industriais. Na Ásia esse fenômeno é bem recente, exceto no Japão, onde a industrialização é mais antiga. Alguns países industrializaram-se somente nas décadas de 1980 e 1990.
  Isso mudou o espaço geográfico da Ásia, que antes era marcado pelas atividades agrárias. Hoje as cidades crescem e se multiplicam, criando verdadeiros "formigueiros humanos". Anualmente, em toda a Ásia, milhões de pessoas deixam o campo e vão para as cidades.
Mapa da distribuição da população mundial. As maiores concentrações populacionais encontram-se no continente asiático
  As cidades da Ásia são as que mais crescem no mundo, e muitas delas são megacidades - centros urbanos que possuem mais de 10 milhões de habitantes. Essas cidades passaram, e ainda passam, por um grande crescimento populacional nas últimas décadas. A qualidade de vida nelas é extremamente baixa, existindo enormes dificuldades no transporte e no saneamento.
  Em oposição à situação de concentração de população, na Ásia existem também espaços poucos habitados, geralmente situados nas regiões mais frias do continente e nas áreas montanhosas.
Mapa das maiores cidades do mundo
FONTE: Tamdjian,  James Onnig. Estudos de geografia: o espaço do mundo II, 9º ano / James Onnig Tamdjian, Ivan Lazzari Mendes. - São Paulo: FTD, 2012.

sábado, 22 de junho de 2013

A EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA E O DESMATAMENTO

  A fronteira agrícola é o avanço da unidade de produção capitalista sobre o meio ambiente, terras cultiváveis e/ou terras de agricultura familiar. A fronteira agrícola está ligada à necessidade de maior produção de alimentos e a criação de animais sob a demanda internacional de importação destes produtos. Além disso, seu crescimento acelerado também está ligado pela ausência de políticas públicas eficazes onde a terra acaba sendo comprada barata e o controle fiscal é inoperante.
  O Brasil possui 850 milhões de hectares em seu território. Estima-se que 350 milhões são de terras agricultáveis. A cana-de-açúcar, com 22 milhões, e a soja, com 8 milhões, são os produtos agrícolas com maior área plantada no país. Já para a criação de gado, cerca de 211 milhões de hectares são destinados para a pastagem extensiva. Apesar do grande espaço utilizado para a produção de soja, cana-de-açúcar e criação de animais, a produtividade por cabeças de boi por hectare é baixa. Para aumentar a produção de cereais e carne, agricultores e pecuaristas estendem a fronteira de suas fazendas, adquirindo cada vez mais terras, a chamada fronteira agrícola. Esse processo contribui para o aumento da concentração fundiária no país.
Plantação de soja em Goioerê - PR
  As áreas que correspondem aos domínios naturais do Cerrado e da Amazônia, estavam relativamente pouco alteradas até meados da década de 1970, uma vez que as atividades econômicas praticadas pelas populações locais eram desenvolvidas em pequena escala e de modo tradicional. Até então, as técnicas empregadas eram transmitidas ao longo dos tempos pelas gerações, como o caso dos povos indígenas, das populações ribeirinhas e dos grupos que habitavam o Sertão. Atividades como o extrativismo vegetal, a caça, a pesca e a agricultura em pequenas áreas já eram praticadas secularmente na região sem, no entanto, afetar intensamente o equilíbrio ambiental.
Mapa do desmatamento na Amazônia
  A expansão agrícola no território brasileiro em áreas das regiões Norte e Centro-Oeste foi incentivada por planos governamentais a partir da década de 1970. Tal expansão foi facilitada pela construção de extensas rodovias - tais como a Transamazônica, Belém-Brasília, Cuiabá-Santarém e Cuiabá-Porto Velho - contribuindo, assim, para que migrantes de outras partes do país ocupassem terras nessas duas regiões. Por meio dos projetos de colonização, a migração avançou floresta adentro, efetivando a ocupação da terra com o cultivo de arroz, milho, feijão e cacau, diferentemente da prática agrícola tradicionalmente organizada pelos povos indígenas e pela população local.
Mapa da produção agropecuária no Brasil
  A partir da década de 1970, o Governo Federal, por meio do Incra (Instituo Nacional de Reforma Agrária), criou alguns programas de colonização e desenvolvimento regional, incentivando a ocupação territorial das regiões Centro-Oeste e Norte. Dentre eles, destaca-se o Programa de Integração Nacional (PIN), que se caracterizou pela abertura de grandes rodovias e pela instalação de agrovilas em meio à Floresta Amazônica. O fracasso do modelo veio à tona, pois as famílias não foram assentadas em áreas que dispusessem de infraestrutura de energia, transportes e serviços públicos de educação e saúde. Além disso, os locais não ofereciam condições de comercialização viável da produção.
Tratores fazem terraplenagem em trechos da Transamazônica na década de 1970
  Ao longo do tempo, os projetos de colonização e, mais tarde, os grandes latifúndios agropecuários, ligados a empresas que cultivam soja e introduzem pastagens, desmataram extensas áreas do Domínio Amazônico e do Cerrado. O resultado foi um grande impacto ambiental, com a perda de recursos vegetais e animais originalmente presentes nesses domínios naturais.
Mapa dos animais ameaçados de extinção no Brasil
  Nas áreas de floresta, a ocupação agropecuária tem provocado a deterioração do solo, em virtude das constantes queimadas para a retirada da vegetação. Com as frequentes chuvas, características do clima equatorial, ocorre a perda de nutrientes no solo. Assim, as terras ficam inférteis e inadequadas para a prática de atividades agropecuárias após uma década de uso.
  A degradação ambiental provocada por práticas agropecuárias inadequadas  em áreas do Domínio Amazônico tem agravado as condições de vida da população residente na região.
  Contribuem para agravar os problemas sociais e ambientais na região a dificuldade de obter meios de transporte e comunicação e a precária condição de vida nas cidades por causa da má qualidade dos serviços urbanos, como educação, tratamento de esgoto e moradia.
Imagem de satélite mostrando queimadas e desmatamento em Rondônia
  No Domínio do Cerrado, as monoculturas extensivas, intensamente mecanizadas, empregam a técnica de nivelamento do solo. O nivelamento facilita o trabalho de semear a terra com as máquinas.
  Essa prática agrícola de preparo do solo com o nivelamento faz com que as chuvas no verão atinjam a superfície com mais intensidade, provocando perda maior de nutrientes e sedimentos. Assim, o solo fica mais sujeito à erosão, além de aumentar o assoreamento dos rios, uma vez que grande quantidade de sedimentos é transportada pela água das chuvas para os leitos dos rios.
Mapa do desmatamento no Cerrado
FONTE: Giardino, Cláudio. Geografia nos dias de hoje, 7° ano / Cláudio Giardino, Lígia Ortega, Rosaly Braga Chianca. - 1. ed. - São Paulo: Leya, 2012.- (Coleção nos dias de hoje)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O ISLAMISMO

  A construção de um Estado árabe ocorreu juntamente com a criação do islã ou islamismo, religião monoteísta fundada por Maomé (570-632). Os seguidores do islamismo são chamados de muçulmanos (do árabe muslim, que significa "entrega a Deus").
  Quando jovem, Maomé era um comerciante de Meca, como muitos outros árabes do seu tempo. Ele trabalhava em caravanas e, em suas viagens pela península, encontrava frequentemente pessoas que seguiam religiões monoteístas, como judeus e cristãos.
  Conhecendo bem sua comunidade e os costumes dos povos vizinhos, Maomé era um crítico das pessoas que só se preocupavam em acumular riquezas na Arábia daquela época.
Profeta Maomé recitando o Alcorão em Meca (gravura do século XV)
  Pela versão tradicional dos muçulmanos, um anjo (chamado Gabriel) apareceu a Maomé quando este, com idade de 40 anos, meditava nas proximidades de Meca. O anjo lhe teria dito que ele (Maomé) era um emissário de Alá (palavra árabe que significa "o Deus", ou seja, o único e verdadeiro Deus).
  Maomé iniciou, então, suas pregações religiosas. Ele dizia que as representações de divindades (os ídolos) existentes na Caaba deviam ser destruídas, porque Alá era o único Deus.
Gravura otomana retratando o momento da revelação pelo anjo Gabriel do Alcorão para o profeta Maomé
  Isso provocou a reação de sacerdotes, pois Maomé atacava as religiões representadas por eles, e comerciantes da cidade, porque esse ataque podia prejudicar seus negócios, já que as cerimônias politeístas atraíam muita gente a Meca, beneficiando o comércio.
  Por causa desse conflito, Maomé foi obrigado a deixar Meca em 622 e refugiar-se em Yatreb, que mais tarde passou a ser chamada de Medina, a "cidade do profeta". Esse episódio marca o início do calendário muçulmano e é conhecido como Hégira - palavra de origem árabe que significa fuga ou emigração.
Maomé nos braços da mãe, Amina, em miniatura turca
A FORMAÇÃO DA ARÁBIA ISLÂMICA
  Maomé, porém, não se rendeu. Ele e seus seguidores difundiram a nova religião em Medina, onde construíram a primeira mesquita de que se tem notícia. Também organizaram um exército composto de fiéis.
  Em 630, esse exército invadiu e conquistou Meca. Os ídolos da Caaba foram destruídos e ela foi transformada em um centro de orações, onde passou a ser proibido adorar os deuses antigos. Desde aquele momento até hoje, o único objeto sagrado mantido dentro do templo é a Pedra Preta, mas só Alá pode ser cultuado.
  A partir de então, o islamismo difundiu-se por toda a Arábia, e seus habitantes foram se unificando em torno da nova religião. Assim, por meio dessa identidade religiosa, criou-se uma nova organização política e social entre os árabes. Era o primeiro Estado muçulmano a ser formado.
Mesquita de Quba, a primeira mesquita construída por Maomé em sua chegada à Medina
FUNDAMENTOS DO ISLAMISMO
  A religião islâmica prega a submissão dos fiéis à vontade de Alá. Essa submissão é chamada de islã ou islão.
  Os fundamentos do islamismo encontram-se no Corão. Este apresenta Alá como criador do Universo, bom e justo, a quem as pessoas devem obedecer sem questionamentos. Mas elas também podem ignorar seus mandamentos e seguir o caminho do mal, induzidas por Satã (Iblis, o anjo caído).
  Segundo o Corão, a recompensa aos bons e o castigo aos maus virão no dia do Juízo Final, quando todos os mortos ressuscitarão e serão julgados pelo que fizeram em suas vidas. Os maus irão para o inferno e os bons para o paraíso, onde permanecerão por toda a eternidade.
Alcorão - livro sagrado do islamismo
  De acordo com os ensinamentos básicos do islamismo, todo fiel deve:
  • crer em Alá e em Maomé (o grande profeta);
  • fazer cinco orações diárias com o rosto voltado para Meca;
  • ser generoso com os pobres e fazer caridade;
  • ir em peregrinação à Meca pelo menos uma vez na vida;
  • cumprir o jejum religioso durante todos os dias de determinado mês do Ramadã. Esse jejum vai do nascer ao pôr do sol.
  O Corão também inclui normas jurídicas, morais e políticas que orientam a vida dos muçulmanos.  Por ele, os fiéis estão proibidos de comer carne de porco, consumir bebidas alcoólicas, praticar jogos de azar, entre outros. O roubo deve ser severamente punido.
Jabal al-Nour, em Meca - local onde Maomé teria recebido a primeira revelação de Deus.
  Com relação à escravidão, o Corão proibiu o muçulmano de escravizar outra pessoa da mesma religião. Assim, a partir do século VII, os escravos que se convertiam ao islamismo eram libertos. Isso criou uma rede de fraternidade entre os membros do islamismo.
  Mas a escravidão continuou a existir entre os árabes, pois estes passaram a escravizar não muçulmanos, como os negros da África ao sul do Saara. Além disso, os ex-escravos convertidos ao islamismo mantiveram-se em uma condição social inferior, subordinados aos seus antigos senhores.
A peregrinação (hajj) a Meca, é um dos cinco pilares do islamismo
SUNITAS E XIITAS
  Com a morte de Maomé, em 632, o Estado muçulmano passou a ser governado por califas. Isso provocou desacordos políticos e religiosos entre os muçulmanos, provocando uma divisão entre os islâmicos.
  Os principais grupos muçulmanos são os sunitas e os xiitas.
  • Sunitas - defendem que o chefe de Estado muçulmano (o califa) deve ser homem honrado e trabalhador e respeitar as leis. Além do Corão, aceitam como fonte de ensinamentos religiosos os atos e as palavras atribuídos a Maomé e seus companheiros. Esses atos e palavras foram transmitidos pela tradição (denominada Suna) e seu registro é chamado de hadic ou hadith.
  • Xiitas - defendem que o Estado muçulmano só pode ser chefiado por um descendente legítimo ou aparentado de Maomé. Acreditam que o Corão deve ser a única fonte sagrada da religião. Afirmam ainda que os chefes das comunidades  islâmicas (aiatolás) são inspirados diretamente por Alá, sendo que todos os fiéis devem obedecê-los.
  Atualmente, os xiitas vivem principalmente em países como o Irã, Iraque e o Iêmen. Nas outras regiões do mundo islâmico predominam os sunitas, que correspondem a aproximadamente  84% dos muçulmanos.
Nações que têm o islamismo como religião estatal:
  Islamismo (Sunita ou Xiita)
  Sunitas
  Xiitas
LUGARES SAGRADOS DOS MUÇULMANOS
  Além de Meca, que é o principal centro sagrado dos muçulmanos, outros lugares são considerados santos por eles, e que estão vinculados de alguma maneira a essa cidade.
  Um desses lugares é Jerusalém, que teria sido visitada pelo próprio Maomé graças a um milagre de Alá. De acordo com o islamismo, enquanto Maomé rezava na Caaba, ele teria sido transportado para Jerusalém pelo anjo Gabriel. Depois de pousarem num templo, teriam subido até o céu e encontrado os outros profetas: Adão, Jesus, Moisés e Abraão.
Miniatura persa que retrata a ascensão de Maomé ao céu
  Após a morte de Maomé, um califa quis marcar exatamente o lugar onde o profeta islâmico esteve em Jerusalém. Para isso, mandou construir o Domo ou Templo da Rocha, também conhecido como Mesquita de Omar.
  A crença no caráter sagrado do território de Jerusalém está presente também no judaísmo e no cristianismo. Essa semelhança entre essas três religiões, fez com que Jerusalém seja disputada por seus seguidores ao longo dos séculos, desde a Idade Média até os dias atuais.
Parte antiga de Jerusalém, com destaque para a Cúpula da Rocha e o Muro Ocidental
A EXPANSÃO ISLÂMICA
    Após o falecimento de Maomé, os árabes muçulmanos deram início a um processo de expansão que excedeu os limites da península Arábica. Sob a liderança dos califas, promoveram diversas guerras com outros povos, deixando de ser senhores apenas do território onde viviam.
  Entre os motivos que estimularam essa expansão, destacam-se:
  • o crescimento populacional;
  • a busca de terras férteis;
  • o interesse em ampliar o comércio;
  • a luta contra os que não seguiam o islamismo, a guerra santa (jihad) contra os "infiéis".
Al Masjid e Al-Haram, em Meca - considerado o maior centro de peregrinação do mundo
TERRITÓRIOS CONQUISTADOS
  Inicialmente, os exércitos muçulmanos guerrearam contra os habitantes do Império Bizantino e conquistaram a Síria, a Palestina, o Egito e outras regiões do norte da África.
  Em uma segunda etapa, dirigiram-se para o Oriente e dominaram a Pérsia, parte da Índia, da China e da Ásia Central. Avançaram, também, sobre a Europa, dominando quase toda a península Ibérica.
  Quando tentaram estender-se em direção ao Reino dos Francos, foram detidos pelos soldados comandados por Carlos Martel, na Batalha de Poitiers, em 732.
  Os invasores se mantiveram, porém, na península Ibérica, onde sustentaram uma dominação que durou cerca de 700 anos. Nesse período, muitos aspectos da cultura muçulmana foram transmitidos aos habitantes dessa região. O principal centro econômico, político e artístico era a cidade de Córdoba, onde viviam cerca de 200 mil pessoas durante o século X.
Mapa da expansão do islamismo
  Expansão até a morte de Maomé, 622-632

  Expansão durante o Califado Rashidun, 632-661

  Expansão durante o Califado Omíada, 661-750


AS ATIVIDADES ECONÔMICAS
  Os conquistadores árabes também desenvolveram inúmeras atividades econômicas nas diversas regiões ocupadas, implantando suas técnicas e conhecimentos.
  Uma delas referem-se às obras de irrigação, transformando terras estéreis e pobres em áreas produtivas. Desenvolvendo uma agricultura variada, cultivaram produtos adaptados ao clima de cada região, como trigo, algodão, arroz, linho, cana-de-açúcar, café, azeitona e diversos tipos de frutas (laranja, tâmara, banana, figo e damasco).
Tâmara - uma das frutas mais apreciadas pelos árabes
  Ao mesmo tempo em que ampliavam seus territórios e promoviam uma centralização política, os muçulmanos expandiram seus negócios, levando a um crescimento do comércio. Eles dominaram, durante muitos séculos, as rotas comerciais terrestres e marítimas que uniam territórios da Índia à Espanha, passando pelo norte da África e pelo mar Mediterrâneo.
  Comerciantes habilidosos, os árabes criaram diversos recursos usados até hoje na realização dos negócios: cheques, letras de câmbio, recibos e sociedades comerciais.
Porcentagem da população muçulmana por país
  Com o crescimento do comércio, desenvolveu-se também a produção artesanal. O artesanato é uma das principais mercadorias comercializadas pelos árabes. Várias cidades ou regiões dominadas pelos muçulmanos destacaram-se pela criação de distintos produtos, como:
  • Bagdá - onde os artesãos faziam joias, vidros, cerâmicas e sedas;
  • Damasco -  onde se fabricavam armas e ferramentas de metal, além de tecidos de seda e linho (um dos quais tomou emprestado o nome da cidade);
  • Toledo - onde se produziam espadas cobiçadas pelos cavaleiros medievais - inclusive os que lutariam nas Cruzadas contra os próprios muçulmanos.

Bagdá - capital do Iraque
OS CALIFADOS INDEPENDENTES
  Iniciado no século VII, a expansão muçulmana atingiu seu apogeu no século XI. No entanto, desde o século VIII o poder central já enfrentava crises internas nas várias áreas que tinham sido conquistadas.
  Uma das causas dessas crises eram as rivalidades entre os califas. Com o tempo, essas disputas levaram à divisão do Estado muçulmano, criado por Maomé e seus seguidores, em vários califados independentes, como o de Córdoba (Espanha) e o de Cairo (Egito). Isso aos poucos foi enfraquecendo o império muçulmano.
Córdoba - Espanha
O DECLÍNIO DO DOMÍNIO ISLÂMICO
  A Idade Média da civilização islâmica corresponde, mais especificamente, ao período entre os séculos XI e XIV, quando há um declínio no domínio islâmico.
  Nesse período, diversos povos nômades passaram a atacar áreas dominadas pelos seguidores do islamismo. Entre esses povos, destacaram-se:
  • os berberes - originários do deserto do Saara, conquistaram o norte da África;
  • os turcos - vindos da Ásia Central, controlaram áreas antes dominadas por bizantinos e árabes, como o Egito, a Mesopotâmia (atual Iraque), a Síria, a Palestina e a Ásia Menor, formando um império que sobreviveu até o século XX;
  • os mongóis - liderados por Genghis Khan, saquearam Bagdá (a principal cidade muçulmana desse período).
Genghis Khan
  Nessa época, também aconteceram reações dos povos conquistados contra a dominação muçulmana. Um desses exemplos ocorreu na península Ibérica, onde os cristãos se uniram para expulsar os muçulmanos, em um movimento que ficou conhecido como Reconquista.
  No século XIV, o mundo muçulmano também viveu uma crise semelhante à sofrida pelas populações da Europa cristã no mesmo período:
  • o poder político se fragmentou, formando-se vários Estados muçulmanos independentes e inimigos;
  • seus governantes se envolveram em guerras;
  • milhões de pessoas foram levadas à morte por epidemias, o que provocou uma diminuição da população do Oriente Médio e do norte da África.
  No entanto, apesar das perdas mencionadas, governantes muçulmanos ainda lideraram seus exércitos em novas conquistas em direção à Índia e sobre os territórios ocupados pelas populações negras do sul do Saara (África).
A Mesquita Azul, em Istambul - Turquia
FONTE: Cotrim, Gilberto, 1955 - Saber e fazer história, 6º ano / Gilberto Cotrim, Jaime Rodrigues. - 7. ed. - São Paulo: Saraiva, 2012.