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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A FORMAÇÃO E EXPANSÃO TERRITORIAL DOS ESTADOS UNIDOS

  As guerras entre monarquias europeias atuaram como fator decisivo para as independências na América. A Guerra dos Sete Anos (1756-1763) envolveu a França e a Grã-Bretanha na disputa entre colonos franceses e ingleses da América do Norte pelo domínio sobre as terras situadas entre os Montes Apalaches e o Rio Mississipi. A vitória dos colonos ingleses foi o estopim da independência dos Estados Unidos. A insurreição teve início como reação pelo aumento dos impostos cobrados pela Metrópole. Os colonos argumentavam que deviam ser compensados pela ajuda que haviam prestado à Coroa Britânica na luta contra os franceses.
Pintura que retrata a Guerra dos Sete Anos entre franceses e ingleses
  As elites comerciais e os proprietários de terra das Treze Colônias fundadas pelos ingleses na América do Norte, unidos na rejeição aos impostos e às taxas metropolitanas que sugavam a riqueza colonial, declararam a independência dos Estados Unidos, em 04 de julho de 1776.
  A invasão da Espanha pelas tropas francesas de Napoleão, em 1810, deflagrou o processo das independências na América Espanhola. As elites das colônias hispânicas, estimuladas pelas ideias vindas da república independente dos Estados Unidos, e aproveitando-se da situação da metrópole, aderiram ao movimento de libertadores, como Simón Bolívar, e apoiaram os movimentos de independência.
Simón Bolívar - líder do movimento de independência da América Espanhola
AGLUTINAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO
  Após as independências, o processo de formação dos Estados nacionais da América seguiu um caminho divergente: de um lado, aglutinação; de outro fragmentação.
  A América Anglo-Saxônica, colonizada pelo Reino Unido e pela França, exibe apenas dois estados nacionais, cujas áreas ocupam a segunda e a quarta posições no mundo: Canadá e Estados Unidos. Essa dinâmica revela-se também na América Portuguesa, que se manteve unida sob a forma do Brasil independente, o quinto país do mundo em área territorial.
  A América Espanhola se subdividiu em dezoito Estados independentes, alguns bastante extensos, como a Argentina e o México, outros muito pequenos, como o El Salvador.
América Espanhola
  Na América Anglo-Saxônica, o traçado das fronteiras completou-se durante o século XIX.
  Na América Latina, o século XIX e o período que vai de 1900 a 1945 representaram as duas fases de definição dos traçados. As fronteiras brasileiras, que delimitam a América Portuguesa, já estavam praticamente definidas em 1900. Na América Espanhola, onde a definição dos limites fronteiriços se prolongou pela primeira metade do século XX, permanecem diversos focos de conflitos.
A EXPANSÃO TERRITORIAL DOS ESTADOS UNIDOS
  No final da guerra de independência, o território dos Estados Unidos abrangia as áreas originais das Treze Colônias, entre os Montes Apalaches e o Atlântico. As terras conquistadas pelos colonos ingleses no conflito com os franceses eram as situadas entre os Apalaches e a margem esquerda do Mississípi.
As Treze Colônias - EUA
  As sete décadas seguintes à independência registrariam um poderoso movimento de incorporação pelos Estados Unidos de territórios britânicos, franceses, espanhóis e mexicanos, estendendo a jovem república ao Golfo do México, ao sul, e ao Pacífico, a oeste.
  A Louisiana, antiga possessão espanhola anexada pela França em 1800, foi comprada pelos Estados Unidos em 1803. A França napoleônica, que já estava em guerra com o Reino Unido e enfrentava a revolta dos escravos do Haiti, preferiu abrir mão da Louisiana por uma quantia irrisória.
  Em 1819, a Espanha abriria mão da Flórida, também vendida para os Estados Unidos por um preço irrisório.
Mapa da expansão territorial dos Estados Unidos
  Essa atividade expansionista em áreas de influência francesa e espanhola, originou diretamente a Doutrina Monroe, que ganhou esse nome por ter sido pronunciada pela primeira vez em uma mensagem do presidente James Monroe ao Congresso dos Estados Unidos, em 1823. Nela, o presidente alertava as potências europeias de que qualquer tentativa de recolonização ou de ingerência delas nos assuntos do continente americano seria considerada uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. A frase "A América para os americanos" sintetizava o significado dessa doutrina.
James Monroe - ex-presidente dos Estados Unidos
  O traçado noroeste da fronteira foi completado em 1846, quando o Reino Unido cedeu parte do atual estado de Oregon, e em 1867, quando o Alasca foi comprado da Rússia. A expansão prosseguiu rumo ao sudoeste, sobre terras mexicanas. Entretanto, foi preciso vencer a resistência mexicana pela força das armas. Derrotado, o México perdeu o Texas, o Arizona, o Novo México e a Califórnia.
Texas - estado norte-americano que foi tomado do México
  A república estadunidense se expandiu sob uma base econômica desigual. Os estados do Norte baseavam sua economia no trabalho livre e na propriedade familiar.  Esse padrão expandia-se para as Planícies Centrais, povoadas por colonos europeus.
  Os estados do Sul baseavam sua economia no trabalho escravo e na grande propriedade senhorial. Esse padrão expandia-se na direção do Texas.
  Esses dois modelos de sociedade se enfrentaram na Guerra de Secessão (1861-1865). A derrota do Sul solidificou a unidade territorial dos Estados Unidos em torno do ideário das colônias do Norte. Começava a história de uma grande potência.
Guerra de Secessão - o Norte contra o Sul dos Estados
FONTE: Araújo, Regina. Observatório de geografia: 8° ano: fronteiras e nações / Regina Araújo, Ângela Corrêa da Silva, Raul Borges Guimarães. - São Paulo: Moderna, 2009.
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