domingo, 2 de junho de 2013

TURQUIA: ENTRE O ORIENTE MÉDIO E A EUROPA

  A Turquia descende de um importante império do passado. Trata-se do Império Otomano, cujo núcleo se concentrava nos limites territoriais turcos atuais.
  Depois da Primeira Guerra mundial, o Império Otomano perdeu sua influência, o que repercutiu internamente. Em 1923 foi criada a República da Turquia, que pregava um estado laico, diferentemente da tradição islâmica otomana, na qual os líderes políticos eram escolhidos por razões religiosas e de consanguinidade.
Império Otomano
  Com um território de 783.562 km² (sendo o 36° maior país em território do mundo) e uma população de 78.785.548 habitantes (sendo o 17° país mais populoso do mundo). A densidade demográfica da Turquia é de 100, 54 hab./km², sendo o 75° mais povoado do mundo. A Turquia está em uma posição estratégica, pois permite a ligação terrestre entre a Europa e o Oriente Médio por meio de pontes sobre o estreito de Bósforo.
  Além das pontes, está prevista para esse ano (2013), uma linha férrea subterrânea, que vai aumentar ainda mais a capacidade de transporte de carga entre a Europa e o Oriente Médio.
Parte do Estreito de Bósforo
  Istambul, maior cidade do país, com mais de 13 milhões de habitantes na área metropolitana, é dividida pelo Estreito de Bósforo. Parte de seu território está localizada na Europa e parte na Ásia, o que dá à cidade um caráter muito particular.
  Ancara é a capital da Turquia, com mais de 4,5 milhões de habitantes. Assim como Istambul, apresenta atividades industriais, culturais e econômicas, mas em menor quantidade que Istambul, que constitui o polo econômico e cultural do país.
  A terceira maior cidade do país é Esmirna, onde em 2012 sua população era de 3.366.947 habitantes.
Cidadela de Ancara - construída entre os século VII e IX pelos Bizantinos
  Com relação às exportações, a Turquia se apresenta tipicamente como um país emergente, conseguindo vender alguns produtos industrializados, mas o maior volume de exportações é de recursos naturais. A pauta de exportação turca é bastante diversificada, o que constitui uma vantagem para o país, pois se algum produto tem seu preço diminuído, outro pode compensar com um eventual aumento do valor. O país destaca-se com a exportação de aço e de frutas.
Paisagem peculiar da Capadócia, onde serviu de cenas para a novela Salve Jorge
  Outro produto que merece destaque é o ouro, que chegava a 3% do total exportado. Mas o principal produto vendido foram os veículos de passeio, com 5,5% das exportações turcas, representando 1,2% do total comercializado entre países no mundo. A Turquia também se destaca com o comércio de roupas femininas, com 2,3% do total exportado pelo país no ano passado.
  De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2011, o PIB do país era de 778,089 bilhões de dólares, possuindo o 18° maior PIB entre os Estados analisados. O PIB per capita do país é de 10.522 dólares, possuindo o 62° maior PIB per capita do mundo.
Esmirna - terceira maior cidade da Turquia
  De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010, a expectativa de vida ao nascer na Turquia era de 72,96, ocupando a 91ª colocação no ranking mundial nesse quesito. Quanto à taxa de alfabetização, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento 2007/2008, essa taxa era de 88,7%, ocupando o país a colocação 101° no ranking mundial. Nesse levantamento a média de anos de estudo era de 6,5 anos, menos que o necessário para concluir o Ensino Fundamental, que em geral é de 8 anos. Apenas 27,1% das mulheres haviam concluído o Ensino Médio, enquanto entre os homens esse indicador chegava a 46,8%. A presença feminina na política era de 9,1% no Parlamento.
Istambul - maior cidade da Turquia
  Uma das dificuldades que o governo turco enfrenta internamente é o movimento separatista dos curdos.
  Os curdos, estimados em mais de 30 milhões de pessoas, lutam pela reconstrução de seu país, o Curdistão, que no passado situava-se em terras que hoje pertencem a Armênia, Azerbaijão, Geórgia, Irã, Iraque, Síria e Turquia. Na Turquia está a maior concentração de curdos, cerca de 15 milhões de pessoas. Os curdos são a maior nação sem território do mundo.
  Na Turquia, os curdos conseguiram algumas vitórias, como o ensino do curdo como língua opcional, ainda que o turco seja obrigatório para todos. Também foram autorizadas a produção e a veiculação de jornais, rádios e programas de TV falados em curdo.
Em rosa área habitada pelos curdos
  A Turquia aumentou seu poder regionalmente, mas a economia ainda depende da venda de recursos naturais, apesar de o país exportar carros e roupas em grande escala. Recentemente, uma série de eventos promoveu a aproximação do país com o Brasil.
  Em 2011, durante uma visita da presidente Dilma Rousseff à Turquia, foi emitida uma declaração conjunta que reafirmou um compromisso assumido no ano anterior de maior cooperação entre os dois países.
  Entre os setores que devem ser estimulados estão o de geração de energia, para exploração de petróleo no Mar Negro; o desenvolvimento científico e tecnológico dos dois países; e o aprimoramento dos sistemas educacionais.
  Consta também desse compromisso o apoio do Brasil para que a Turquia seja membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, e da Turquia para que o Brasil se torne um membro permanente desse Conselho.
  Brasil e Turquia são países que estão passando por mudanças internas que se refletem externamente. Os dois aumentaram sua atividade econômica, o que permitiu melhorar as condições de vida de suas populações. Apesar das diferenças culturais, ambos almejam ampliar sua influência nas decisões mundiais.
Dilma cumprimenta o presidente turco Abdullah Gül em 2011
  Apesar da Turquia ser um Estado secular sem religião oficial, a religião predominante da Turquia é o islamismo, com 96,1% de seguidores; 0,9% da população são Ateus; 2,3% são Agnósticos (visão de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade, mas também de outras reivindicações religiosas e metafísicas); 0,6% são Cristãos e 0,1% professam outras religiões.
Mesquita do Sultão Ahmet, conhecida como Mesquita Azul, em Istambul
FONTE: Ribeiro, Wagner Costa. Por dentro da geografia, 8° ano: mundo / Wagner Costa Ribeiro. 1. ed. - São Paulo: Saraiva, 2012.

sábado, 1 de junho de 2013

A TEMPERATURA DO AR ATMOSFÉRICO

  A superfície terrestre não recebe toda a energia enviada pelo Sol. Apenas parte dela (43%) chega até a superfície, que a retém por certo tempo sob a forma de calor, liberando-a depois para a atmosfera.
  A atmosfera é aquecida, em parte, pela radiação proveniente do Sol e pela radiação devolvida pela superfície (do solo para a atmosfera).
  Por isso, o aquecimento da atmosfera ocorre de forma direta e indireta. Esse aquecimento provoca um aumento na agitação das partículas dos gases que compõem a atmosfera. O estado de agitação das partículas é medido pela temperatura.
Esquema da radiação solar
  As temperaturas são registradas pelos termômetros ou termógrafos, e seus valores, expressos em graus. No Brasil, esses valores são comumente  divulgados em graus Celsius, cujo símbolo é °C.
  As temperaturas sofrem variações de um lugar para outro principalmente por causa das diferenças de latitude (distância ou proximidade do Equador), da altitude e do aquecimento desigual das terras e das águas.
Mapa da temperatura média anual no planeta
VARIAÇÕES DAS TEMPERATURAS CONFORME A LATITUDE
  Tendo por base a linha do Equador, conforme se distancia dessa linha, a latitude vai aumentando e as temperaturas vão diminuindo.
  Isso acontece porque, em razão da forma geoide da Terra, os raios solares atingem a superfície terrestre de forma diferenciada. À área próxima da linha do Equador, atingida mais diretamente, recebe maior quantidade de calor.
  À medida que se caminha em direção aos círculos polares, o aquecimento vai se tornando menor. Por causa da curvatura da Terra, essas regiões recebem os raios solares de maneira inclinada.
Incidência dos raios solares no planeta Terrra
A INFLUÊNCIA DA ALTITUDE SOBRE AS TEMPERATURAS
  A altitude é outro fator que provoca alteração nas temperaturas.
  A temperatura diminui com o aumento da altitude. A cada 200 metros, a temperatura diminui em média 1°C. É por isso que lugares situados na zona intertropical da Terra, mas com altitudes superiores a cinco mil metros, permanecem cobertos de neve. Isso ocorre porque à medida que a altitude vai aumentando, diminui a circulação de gases e, consequentemente, a temperatura. A altitude também influencia na vegetação e na precipitação.
Efeito da altitude na vegetação e na temperatura
AQUECIMENTO DESIGUAL DAS TERRAS E DAS ÁGUAS
  Outro fator que condiciona a alteração das temperaturas na superfície terrestre é a desigualdade no aquecimento das terras e das águas.
  Os continentes se aquecem mais rapidamente que os oceanos. Quando os continentes já estão liberando o calor recebido, os oceanos ainda estão se aquecendo, para depois liberar, por meio da irradiação, o calor recebido. Por causa dessa diferença de aquecimento entre as terras e as águas, ocorrem constantes trocas de ar quente e ar frio entre os continentes e os oceanos. Em razão desse fenômeno de troca de calor entre terras e águas, as regiões litorâneas apresentam menores variações de temperatura do que as regiões do interior dos continentes.
Efeito da continentalidade e maritimidade
FONTE: Lucci, Elian Alabi. Geografia: homem & espaço, 6° ano / Elian AlabiLucian, Anselmo Lázaro Branco. -  22. ed. - São Paulo: Saraiva, 2010.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A NOVA GUERRA DO GOLFO

  Na história recente do Iraque, houve dois conflitos armados relacionados à posse do petróleo e ao controle geopolítico da região: a Primeira Guerra do Golfo e a invasão do Iraque, também chamada de Segunda Guerra do Golfo.
  Após o fim da Guerra Irã-Iraque (1980-1989), o Iraque estava arrasado e bastante endividado. Boa parte de suas dívidas tinham como credor o Kuwait, país localizado ao sul do seu território.
  No início dos anos 1990, o Iraque pressionava a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para diminuir a produção petrolífera e aumentar o preço desse produto como forma de adquirir mais recursos para sua reconstrução, fato este atendido pela organização. Mas o Kuwait aumentou sua produção, não seguindo as cotas da OPEP, e ainda resolveu retirar petróleo dos campos iraquianos. Além disso, o Kuwait tinha uma infraestrutura portuária muito melhor que a iraquiana, que tivera grande parte dela destruída na guerra dos anos 1980.

  Assim, com o intuito de aumentar seu poder regional e obter uma saída para o Golfo Pérsico, o presidente iraquiano, Saddam Hussein, invadiu o Kuwait e anexou-o ao seu território.
Saddam Hussein (1937-2006) - ex-presidente iraquiano
  A resposta dos países árabes e dos Estados Unidos foi rápida, exigindo sanções da ONU, entre elas um embargo comercial e a autorização para o envio de tropas. No início de 1991, forças militares norte-americanas e aliadas invadiram o Kuwait para retaliar dali as tropas iraquianas. A invasão por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos foi conhecida como Operação Tempestade no Deserto e pôs fim à ocupação do Iraque no Kuwait. Vários países da região abrigaram tropas estadunidenses em seu território, principalmente o Kuwait, que permaneceu controlado pelos Estados Unidos por um bom tempo.
Operação Tempestade no Deserto
  Em 1991, ao fim da primeira Guerra do Golfo, a economia iraquiana estava arrasada e o país, submetido a forte bloqueio econômico. A ONU criou o programa "Petróleo por alimentos" em 1996. Essa iniciativa visava permitir que o Iraque vendesse petróleo para o mercado mundial em troca de alimentos, medicamentos e outras necessidades básicas. A intenção declarada era garantir as necessidades dos cidadãos iraquianos comuns, prejudicados pelo bloqueio econômico, mas não permitir que o país reestruturasse suas forças militares.
Caças norte-americanos e artilharia antiaérea iraquiana combatem na madrugada de 18 de janeiro de 1991 em Bagdá, capital do Iraque
  As primeiras entregas chegaram em março de 1998. O programa usava um sistema de depósito pelo qual o dinheiro da venda do petróleo do Iraque era pago pelo comprador em uma conta  não acessível pelo governo iraquiano. Desse dinheiro, uma parte servia para pagar indenizações por danos causados ao Kuwait, e outra parte era para ajudar no pagamento dos gastos das forças vitoriosas e outros gastos das Nações Unidas com o Iraque. O dinheiro restante - se houvesse - permanecia na conta.
  A intenção dos Estados Unidos e de seus aliados era enfraquecer o ditador Saddam Hussein, mas quem sofria era a população iraquiana. Ao final da primeira Guerra do Golfo, o país foi dividido com a criação de Zonas de Exclusão aérea no norte e no sul. Segundo os Estados Unidos e seus aliados - França e Reino Unido, principalmente -, elas visavam proteger as minorias iraquianas que eram contra Saddam Hussein, como os curdos, no norte, e os xiitas, no sul.
Mapa da divisão do Iraque entre os Estados Unidos e seus aliados
  Logo após a primeira Guerra do Golfo, os Estados Unidos iniciaram uma campanha internacional que acusava Saddam Hussein, ditador iraquiano, de possuir armas químicas e nucleares de destruição em massa, que colocavam em risco a segurança mundial.
  A pressão cresceu após o ataque às Torres Gêmeas (World Trade Center), e Saddam Hussein foi acusado pelos Estados Unidos de ajudar os terroristas. Finalmente, vendo que eram inúteis seus esforços para convencer a ONU a invadir o Iraque, os Estados Unidos, com 30 países aliados (Itália, Reino Unido, Espanha, Austrália e outros 26, com poucos soldados), iniciaram o ataque em março de 2003. Em poucas semanas as tropas iraquianas foram derrotadas, e o país foi ocupado pelas forças estrangeiras.
Blindados norte-americanos em Bagdá, em 2003
  Diferentemente da primeira Guerra do Golfo, esse conflito não teve apoio da ONU, o que acarretou muitas críticas. A principal acusa os Estados Unidos de usarem argumentos falsos (não foram encontradas armas de destruição em massa) para invadir um país riquíssimo em petróleo, pois sua economia é muito dependente desse recurso.
FONTE: Tamdjian, James Onnig. Estudos de geografia: o espaço do mundo II, 9º ano / James Onnig Tamdjian, Ivan Lazzari Mendes. - São Paulo: FTD, 2012.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A INDÚSTRIA NA REGIÃO NORTE

  A partir da década de 1960, houve um crescimento marcante da atividade industrial na região Norte, pois o governo passou a incentivar a instalação de indústrias no local.
  A atividade industrial foi estimulada com a criação de um distrito industrial localizado na cidade de Manaus (Amazonas), o qual recebeu o nome de Zona Franca. Esse nome deve-se ao fato de que as mercadorias nele produzidas são comercializadas sem a cobrança de impostos. A isenção de impostos, entre outros benefícios oferecidos pelo governo, atraiu para a Zona Franca muitas empresas nacionais e, principalmente, transnacionais. As indústrias mais importantes nessa área são as montadoras de aparelhos eletrônicos (computadores, televisores, relógios, aparelhos de som e vídeo), de motocicletas e bicicletas, e, ainda, as indústrias do setor madeireiro. Esses produtos abastecem sobretudo o mercado brasileiro, mas parte deles é exportada.
Visão noturna de Manaus - AM
  O gasoduto Coari-Manaus, leva o gás natural da província de Urucu em Coari até Manaus. A principal finalidade desse insumo é a produção de energia elétrica em termelétricas, que atende a capital e cidades vizinhas. A extração de petróleo e gás natural ocorre no campo de Urucu, em Coari, com o processamento e distribuição a partir da Refinaria Isaac Saabbá ou REMAN - Refinaria de Manaus, como é mais conhecida. A refinaria está localizada na área ribeirinha de Manaus e foi inaugurada às margens do Rio Negro com o nome de Companhia de Petróleo da Amazônia.
REMAN - Refinaria de Manaus
ZONA FRANCA DE MANAUS
  Criada com o objetivo de estabelecer um polo industrial na Amazônia brasileira, a Zona Franca de Manaus ampliou a atividade na região, atraiu grande número de empresas nacionais e estrangeiras e gerou milhares de empregos diretos e indiretos.
  Contudo, está previsto pela Emenda Constitucional n° 42, de 19 de dezembro de 2003, que, no ano de 2023, termina a vigência desse conjunto de estratégias, como incentivos fiscais (a exemplo da isenção de impostos) que deixarão de ser oferecidos às indústrias instaladas na Zona Franca. No entanto, há uma proposta em tramitação no Congresso Nacional de estender esse conjunto de estratégias por mais 50 anos.
  A intenção é transformar a Zona Franca de Manaus em um centro exportador. Atualmente, as empresas comercializam a maior parte de seus produtos no mercado interno. As empresas tanto podem permanecer em Manaus, como podem se transferir para outros locais. Sem essas indústrias, seriam extintos mais de 110 mil empregos diretos, o que comprometeria de maneira significativa a economia da região.
Zona Franca de Manaus
  Outro centro industrial importante da região localiza-se em Belém, no Pará. Nessa área destacam-se as indústrias alimentícias, têxteis, madeiras e de bebidas, além de fiações e tecelagens. Essa produção atende principalmente o mercado local e regional. Em Barcarena, nas proximidades de Belém, destaca-se também o complexo metalúrgico de Albras, empresa que transforma em alumínio a bauxita que é extraída na serra dos Carajás.
Belém - PA
  O Parque Industrial de Icoaraci, em Belém, abriga os ramos de pesca, madeira, palmito e marcenaria, principalmente. Porém, o que mais se destaca nesse distrito é o polo de artesanato em cerâmica, instalado no bairro de Paracuri, onde se produzem réplicas de vasos típicos de antigas nações indígenas, como a Marajoara e a Tapajônica. O Polo Siderúrgico de Marabá é um importante produtor de ferro gusa.
Visão noturna de Marabá - PA
  Em Rondônia, destacam-se as indústrias madeireira e de processamento de alimentos, com destaque para os Distritos Industriais de Porto Velho e Ji-Paraná. O Distrito Industrial de Porto Velho produz, principalmente, produtos elétricos e de alimentos. O Distrito Industrial de Ji-Paraná está em franco processo de expansão, onde se destacam as indústrias de laticínios, serrarias, beneficiamento de alimentos, entre outras.
Porto Velho - RO
  A indústria de Roraima é pouco expressiva, destacando-se apenas o Parque Industrial de Boa Vista, que produz principalmente refrigerantes, derivados do leite e de cereais.
  No Amapá, não existe uma grande economia industrial. Apenas na cidade de Santana há um distrito industrial com um número regular de empresas. Na capital, Macapá, há algumas indústrias de beneficiamento de minerais, como cassiterita e tantalita. Em Serra do Navio há um importante centro de beneficiamento do manganês e em Calçoene, de ouro.
Macapá - AP
  As indústrias localizadas no Acre é principalmente alimentícias, com destaque para a fabricação de queijos, manteiga, refrigerantes, a transformação rudimentar de farinha de mandioca e açúcar benguê. Também se destacam as indústrias de beneficiamento da borracha, madeireira e moveleira.
  Em Tocantins destacam-se produtos derivados da agroindústria, centralizada em seis distritos instalados em cinco cidades-polos: Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins. Palmas, possui quatro distritos industriais, sendo eles o Distrito Industrial de Palmas, o Distrito Industrial de Tocantins I, o Distrito Industrial de Tocantins II e o Distrito Industrial de Taquaralto.
Palmas - TO
FONTE: Geografia espaço e vivência: a organização do espaço brasileiro, 7° ano / Levon Boligian ... [et al.]. -- 4. ed. -- São Paulo: Saraiva, 2012

quarta-feira, 29 de maio de 2013

FORMAÇÃO DOS REINOS GERMÂNICOS

  A formação dos diversos reinos germânicos foi o resultado de um longo processo, que teve origem com a entrada dos diversos povos germânicos nos domínios do Império Romano do Ocidente.
O PERÍODO DAS MIGRAÇÕES
  O período das migrações corresponde àquele em que numerosos grupos germânicos entraram no Império de forma pacífica, fazendo acordos com o governo de Roma. Isso aconteceu nos séculos II e III, quando o governo romano estava militarmente enfraquecido.
  Nessa etapa, os germanos ocuparam terras reservadas para eles pelas autoridades romanas, e seus guerreiros tornaram-se soldados nas legiões de Roma. Alguns de seus chefes até mesmo ocuparam postos de comando.  Além disso, aos poucos, os germanos foram se integrando à sociedade romana por meio do trabalho e de casamentos.
Mapa dos reinos bárbaros
  Devido a esse contato entre os povos foi ocorrendo certa "germanização" do exército romano, assim como certa "romanização" de alguns grupos germânicos.
O PERÍODO DAS INVASÕES
  O período das invasões ocorreu entre os séculos IV e V, quando os germanos entraram no Império Romano de forma violenta.
  Um dos principais motivos que desencadearam essas invasões foi o avanço dos hunos sobre os territórios que os povos germânicos ocupavam há muito tempo, fora do Império Romano.
  Os hunos eram grupos de tribos nômades e seminômades originários da Ásia, grandes cavaleiros e guerreiros. Eles invadiram a Europa, atacando primeiramente os ostrogodos, em 375, e logo depois os visigodos.
Território do Reino dos Visigodos
  Para escapar ao ataque dos hunos, o chefe dos visigodos pediu permissão ao imperador romano Valente para que seu povo ocupasse os domínios de Roma. O imperador consentiu e milhares de visigodos atravessaram o rio Danúbio, refugiando-se no Império. Posteriormente, os visigodos passaram a saquear e pilhar aldeias e cidades romanas, iniciando o período das invasões.
  Em 455, Roma foi saqueada pelos Vândalos, outro povo de origem germânica. Depois eles abandonaram a cidade, incendiando tudo e escravizando milhares de prisioneiros romanos. Em 476, o último imperador romano foi deposto por Odoacro, líder dos hérulos. Era o fim do Império Romano do Ocidente. Esse episódio marca também o início da Idade Média.
Mapa da migrações na Europa entre os séculos II e V: Visigodos (castanho), Vândalos (verde), Lombardos (azul), Godos (vermelho), Ostrogodos (castanho-claro), Anglos (amarelo) e Hunos (preto).
FONTE: Cotrim, Gilberto, 1955 - Saber e fazer história, 6º ano / Gilberto Cotrim, Jaime Rodrigues. - 7. ed. - São Paulo: Saraiva, 2012.

terça-feira, 28 de maio de 2013

ASCENSÃO E QUEDA DO SOCIALISMO NO MUNDO

  Como sistema social, político e econômico, o socialismo foi implantado inicialmente na Rússia, em 1917, por meio de uma revolução que provocou a queda do antigo governo monarquista, e deu origem, em 1922, à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
  Da URSS, o socialismo também se estendeu para outros países do mundo. Por meio de revoluções que levaram governos autoritários ao poder, o socialismo foi implantado nos países do Leste Europeu (Hungria, Polônia, Romênia, entre outros), na China, em Cuba e também em alguns países da África e da Ásia.
Divisão contemporânea da Europa por regiões:
  Europa Setentrional
  Europa Ocidental
  Leste Europeu
  Europa Meridional
  O sistema de governo socialista caracterizou-se pelo excessivo controle do Estado na vida econômica, política e social do país. No campo econômico, esse controle foi exercido com a socialização dos meios de produção, ou seja, todas as empresas, incluindo indústrias, estabelecimentos comerciais, bancos e propriedades rurais passaram a ser controlados pelo Estado, a quem cabia também definir o valor do salário pago aos trabalhadores, o preço das mercadorias, os setores que deveriam receber mais investimentos etc.
  No plano político, o controle ocorreu com a centralização do poder por uma classe dirigente autoritária, que restringia, inclusive com o uso da força, a participação popular em movimentos organizados.
Moscou
  Após mais de 70 anos de conquistas sociais, que melhoraram de maneira significativa as condições de vida da população, o socialismo soviético começou a apresentar sinais de desgaste, com o agravamento de crises econômicas que se estenderam aos planos político e social.
  As crises econômicas foram provocadas, entre outros fatores, pelo atraso tecnológico que comprometeu seriamente a produtividade da indústria e do campo, gerando um sério problema de desabastecimento. Assim, até mesmo para comprar alimentos e produtos de primeira necessidade, a população era obrigada a enfrentar longas filas. A recuperação da economia, no entanto, foi diretamente afetada pela escassez de investimentos, comprometidos com enormes gastos na área militar durante o período da Guerra Fria.
C-47 no Aeroporto de Tempelhof em Berlim durante o Bloqueio de Berlim
  Além desses problemas, o enriquecimento de uma minoria da população, formada pelos altos funcionários do governo, associado à falta de liberdade política, desencadeou uma série de manifestações populares reivindicando reformas. Tais manifestações tornaram-se mais intensas após a queda do Muro de Berlim, em 1989, que selou a reunificação entre a Alemanha Ocidental (capitalista) e a extinta Alemanha Oriental (socialista).
O Muro de Berlim e ao fundo o Portão de Brandemburgo, em 9 de novembro de 1989
  Diante disso, o governo soviético, que desde o início da década de 1980 vinha promovendo mudanças muito tímidas, viu-se obrigado a implantar reformas mais profundas visando à abertura política e mudanças econômicas. Tais reformas acabaram culminando com a queda do socialismo soviético e o fim da União Soviética, desmembrada em 15 novos países. Esses países, com exceção da Letônia, Lituânia e Estônia, deram origem à Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
  Logo em seguida, vários outros países, sobretudo os do Leste Europeu, também abandonaram o socialismo, incorporando-se à economia capitalista. Atualmente, são poucos os países que ainda se declaram socialistas, entre eles China, Cuba, Coreia do Norte e Vietnã.
Divisão do mundo durante a Guerra Fria
  Primeiro Mundo: países capitalistas desenvolvidos
  Segundo Mundo: países socialistas
  Terceiro Mundo: países capitalistas subdesenvolvidos
 FONTE: Garcia, Valquíria Pires. Projeto radix: geografia / Valquíria Pires Garcia, Beluce Bellucci. -- 2. ed. -- São Paulo: Scipione, 2012. -- (Coleção projeto radix)

CIDADE DE SORRISO - MT

  O município de Sorriso, no Mato Grosso é, atualmente, o maior produtor de soja do país, seguido de perto pelos municípios de Lucas do Rio Verde, Sinop e Vera, que juntos constituem a maior área de produção de soja de Mato Grosso, o maior produtor nacional de soja.
  O município de Sorriso está situado na região norte do Estado de Mato Grosso, no km 742 da rodovia federal BR-163, Cuiabá-Santarém, a 412 km de Cuiabá. A sua fundação deu-se através de um projeto de colonização privada, com a maioria absoluta de sua população constituída por migrantes provenientes da região Sul do país.
  Em 26 de dezembro de 1980, foi elevada a categoria de Distrito, pertencente ao município de Nobres. Em 20 de março de 1982, foi instalada a Sub-Prefeitura do distrito de Sorriso. Em 13 de maio de 1986, a Assembleia Legislativa do Mato Grosso, aprovou, e o Governo Estadual, através da Lei 5.002/86, elevou o então Distrito de Sorriso à categoria de Município, desmembrando-o do município de Nobres.
Zona urbana de Sorriso - MT
  O município possui uma área de 9.345,755 km², e de acordo com o censo do IBGE 2010, sua população era de 75.000 habitantes.
  Sua formação administrativa atual é: Sorriso (sede), Boa Esperança, Caravágio e Primavera (distritos).
  Além da grande produção de soja, o município é um dos que mais têm desmatado suas florestas no país. Estimativas mais recentes apontam para uma taxa de desmatamento próxima de 90% e cerca de 600 mil hectares de lavouras cultivadas.
Área desmatada em Sorriso - MT
  O processo de ocupação de Sorriso inicia-se em 1975 com a chegada das primeiras famílias  de colonos provenientes do Rio Grande do Sul, sendo  Claudino Francia o pioneiro. A colonização se acelera rapidamente a partir de 1979 com a criação da Colonizadora Sorriso, que em parceria com o Incra, passa a assentar colonos oriundos  de antigas colônias de origem italiana do Rio Grande do Sul e, em parte, Santa Catarina.
  [...] Como de resto, em áreas de fronteira agrícola nas franjas da Bacia Amazônica, o extrativismo da madeira se constituiu na principal atividade econômica da região e sua primeira forma de inserção no mercado nacional.
Plantação de soja em Sorriso - MT
  Curiosamente ao extrativismo da madeira, não se seguiu a exploração de pastagens, como de praxe em outras regiões de fronteira. Tradicionais praticantes de uma agricultura diversificada no Sul, os colonos logo se dedicaram com o arroz, como cultivo comercial. [...] Nos três anos iniciais as safras eram boas, porém, a produtividade caía rapidamente com a perda crescente da matéria orgânica dos solos de cerrado. Assim, o cultivo do arroz seguia sempre em busca de terras virgens, na esteira deixada pelas madeireiras.
  Somente em meados dos anos 1980, o cultivo da soja veio constituir como alternativa viável para o arroz.[...]
  A conclusão do asfaltamento da BR-163 até Sinop, em 1984, interligou a região às vias de escoamento ligados aos portos do Centro-Sul do país, reduzindo os custos de transporte e elevando a lucratividade da cultura no entorno de Sorriso.
Colheita da soja em Sorriso - MT
  Ocupada a fronteira e descoberta sua vocação econômica, a região passou a atrair não mais os colonos de outrora, mas sim os tentáculos comerciais de grandes empresas nacionais e internacionais ligadas ao agronegócio.
FONTE: CAMPOS, Índio. Dinâmica da soja na BR-163: o caso de Sorriso / MT, dez. 2007. Disponível em:

domingo, 26 de maio de 2013

TIGRES ASIÁTICOS: PLATAFORMA DE EXPORTAÇÕES

  Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura não eram muito diferentes da maioria dos seus vizinhos asiáticos até a Segunda Guerra Mundial. Os dois primeiros, de maior extensão territorial, eram países agrícolas, com a maioria da população vivendo no campo e desenvolvendo uma agricultura arcaica, principalmente de arroz. Todos tinham população pouco numerosa, em sua maioria analfabeta, território reduzido, sem nenhuma reserva importante de recursos minerais ou combustíveis fósseis, e, portanto, um futuro econômico que parecia não promissor. No entanto, possuem atualmente algumas das economias mais dinâmicas e modernas do mundo.
Centro Financeiro de Seul, capital da Coreia do Sul
  A península da Coreia e Taiwan, foram ocupadas pelo Japão desde o fim da Guerra Sino-Japonesa (1894-1895) até o fim da Segunda Gerra Mundial. Hong Kong era um território chinês que foi cedido ao Reino Unido pelo Tratado de Nanquim (1842), que marcou o fim da Guerra do Ópio. Cingapura era um entreposto comercial da Companhia Britânica das Índias Ocidentais desde 1824. Essa pequena ilha, depois de pertencer ao Império Britânico, integrou a Federação da Malásia e a independência definitiva ocorreu apenas em 1965, quando foi criada a República de Cingapura.
Centro Financeiro de Cingapura
  Taiwan (ou República da China), com capital em Taipé, constituiu-se como Estado a partir da fuga dos membros do Partido Nacionalista (Kuomitang), após a Revolução de 1949.
  Durante a Segunda Guerra Mundial, todos esses territórios estiveram sob ocupação japonesa. No pós-guerra, especialmente a partir dos anos 1970, passaram por um rápido processo de industrialização, favorecidos pelos mecanismos da Guerra Fria: fizeram parte de um arco de alianças liderados pelos Estados Unidos para fazer frente ao avanço sino-soviético. Nas décadas de 1980 e 1990, apresentaram alguns dos maiores índices de crescimento econômico do mundo e, desde essa época, suas economias estão entre as que mais têm incorporado novas tecnologias ao processo produtivo. Além disso, vêm diminuindo as desigualdades sociais e melhorando seus indicadores socioeconômicos. Desde os anos 1980, ficaram conhecidos como Tigres Asiáticos, porque o forte empenho na busca de novos mercados no exterior levou suas economias a crescer, em média, 7,4% ao ano. Resultado do modelo plataforma de exportações.
Taipé - capital de Taiwan
INDUSTRIALIZAÇÃO E CRESCIMENTO ACELERADO
  Nos quatro Tigres Asiáticos foram implantados regimes políticos centralistas após a Segunda Guerra Mundial, e os dois mais importantes - Coreia do Sul e Taiwan - eram governados por ditaduras militares. Nessa época, o Estado teve um papel fundamental no planejamento estratégico para estimular a industrialização e as exportações. Entre outras medidas, destacam-se:
  • concedeu incentivos às exportações, como redução de impostos;
  • manteve uma política de desvalorização cambial;
  • tomou medidas protecionistas (tarifárias) contra os concorrentes estrangeiros;
  • fez maciços investimentos em educação e concedeu bolsas de estudos no exterior;
  • impôs restrições ao funcionamento dos sindicatos;
  • canalizou grandes investimentos para infraestrutura de transporte, energia etc.;
  • restringiu o consumo para elevar o nível de poupança interna via medidas fiscais (elevação de impostos) e controle das importações.
Visão noturna da ilha de Hong Kong
  O alto nível de poupança interna desses países, aliado à ajuda recebida do Tesouro dos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria, mais empréstimos contraídos em bancos no exterior (a taxas de juros fixas) possibilitaram a arrancada da industrialização.
  No início da industrialização, a mão de obra nesses países asiáticos era muito barata e relativamente qualificada e produtiva, por causa do bom nível educacional. Esse baixo custo, associado às medidas governamentais, como os subsídios às exportações e o controle da política cambial, tornava o produto dos Tigres muito baratos. Isso lhes garantiu alta competitividade no mercado mundial, alcançando elevados saldos comerciais, os quais eram reinvestidos a fim de alcançar maior capacitação tecnológica.
Hong Kong - uma das áreas mais densamente povoadas do mundo
  Desde os primórdios de seus processos de industrialização, as sociedades dos Tigres Asiáticos perceberam a importância de investir em educação, especialmente no nível básico, como condição fundamental para a formação de trabalhadores e pesquisadores qualificados, a geração de novas tecnologias e o aumento da produtividade. Principalmente a Coreia do Sul, a maior e mais moderna economia dentre os Tigres Asiáticos, desde o início deu muito valor à educação básica e a tomou como sustentação para seu desenvolvimento socioeconômico.
Mapa da Coreia do Sul
  Ao contrário dos países latino-americanos e africanos, os Tigres Asiáticos tinham um modelo vizinho bem-sucedido para se espelhar: seguiram de maneira quase integral os passos do Japão. Além disso, se beneficiaram de uma conjuntural liberal o suficiente, principalmente nos Estados Unidos, dispondo, assim, de amplos mercados para colocar seus produtos e converteram-se em verdadeiras plataformas de exportação. Mas recentemente, no entanto, o aumento da renda per capita e a elevação salarial, resultantes do crescimento da produtividade da economia, ocasionaram uma expansão qualitativa e quantitativa dos mercados internos, sobretudo na Coreia do Sul, o país mais populoso dos quatro.
Mapa de Cingapura e suas ilhas vizinhas
  Assim como investidores japoneses, norte-americanos e europeus, os empresários dos Tigres também têm construído filiais na Tailândia, na Malásia e na Indonésia, que, como os primeiros Tigres, também cresceram aceleradamente a partir da década de 1980. Por isso, esses três países são conhecidos como os Novos Tigres. Há ainda muitos investimentos sendo feitos na China, sobretudo por empresários de origem chinesa com empresas sediadas em Taiwan, Hong Kong e Cingapura.
  Apesar de muitos pontos em comum, principalmente quanto ao processo de industrialização, há contudo, muitas diferenças entre esses países, em particular quanto à estrutura industrial.
Arquitetura moderna de Seul e o Palácio Deoksugung
  A Coreia do Sul é o país mais industrializado dos Tigres Asiáticos. A economia sul-coreana é controlada por redes de grandes empresas, denominadas chaebols, a exemplo dos keiretsus japoneses. Fabricam uma enorme diversidade de produtos, desde aço e navios até artigos eletrônicos e automóveis, além de também atuarem no setor financeiro e no comércio. Os chaebols sul-coreanos cada vez colocam mais seus produtos mundo afora, figuram na lista das maiores empresas mundiais e já são responsáveis por algumas inovações tecnológicas. Entre elas se destacam: Samsung Eletronics, LG, a SK Holdings, a Hyundai Motor, Hyundai Heavy Industries, Samsung C&T, entre tantas outras. Com a crise financeira asiática de 1997, contudo, algumas empresas tiveram problemas por causa do seu alto grau de endividamento e foram obrigadas a se desfazer de parte de suas unidades operacionais ou foram incorporadas a outras, como, por exemplo, a Kia Motors, comprada pela Hyundai Motor em 1998.
Chaebols - grupo formado por grandes empresas sul-coreanas
  Cingapura cada vez mais se consolida como um grande entreposto comercial e importante centro financeiro internacional, possuindo uma das maiores bolsas de valores do mundo. É o país com o maior índice de logística e possui o porto mais movimentado do mundo. Além disso, tem procurado investir em indústrias de alto valor agregado, como a naval e a eletrônica. Está sediada no país a Flextronics International, segunda maior fabricante mundial de semicondutores, atrás apenas da Intel.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ac/Singapore_skyline_at_sunset_viewed_from_Gardens_by_the_Bay_East_-_20120426.jpg
Cidade de Cingapura com destaque para o Marina Bay Sands e a Cingapura Flyer - a maior roda gigante do mundo
  Cingapura e Taiwan formam os Tigres que menos sofreram com a crise financeira de 1997, graças ao baixo grau de endividamento de suas empresas e ao controle das contas públicas, exercido por seus governos. Já Hong Kong, poucos meses após sua reincorporação à China, sofreu os efeitos dessa crise. Em outubro daquele ano houve uma queda brusca no valor das ações de sua bolsa de valores (que estava operando em alta graças à especulação), agravando ainda mais a crise regional.
  A Coreia do Sul sofreu um duro golpe por causa do peso que os chaebols têm em sua economia, mas o país já se recuperou e voltou a crescer, beneficiado pela desvalorização da sua moeda (won), que favoreceu suas exportações.
  Apesar da crise, esses países, que, durante muito tempo, foram conhecidos como exportadores de bugigangas de baixa qualidade e de tecnologia banal, hoje estão vendendo produtos sofisticados como navios, automóveis, semicondutores, computadores, aparelhos eletrônicos domésticos etc.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8f/Seoul-Namdaemun-at.night-02.jpg
Namdaemun em Seul à noite
FONTE: Sene, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil, volume 2: espaço geográfico e globalização: ensino médio / Eustáquio de Sene, João Carlos Moreira. - São Paulo: Scipione, 2010.

ADSENSE

Pesquisar este blog