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domingo, 13 de outubro de 2019

AS CAVALHADAS DE PIRENÓPOLIS

  As Cavalhadas de Pirenópolis são uma atração turístico-cultural de Pirenópolis, município do estado de Goiás. Introduzidas pelo padre Manoel Amâncio da Luz, em formato de peça teatral intitulada "O Batalhão de Carlos Magno", é uma festa de origem portuguesa e uma encenação ao ar livre das batalhas entre mouros e cristãos. A encenação é apresentada após a Festa do Divino Espírito Santo, quando dois exércitos contendo doze cavaleiros cada, durante três dias, se apresentam para um público de milhares de pessoas.
Vídeo sobre as Cavalhadas
  Pirenópolis manteve forte esta tradição, uma vez que os primeiros colonizadores desta antiga cidade mineradora eram, em sua maioria, portugueses oriundos do norte de Portugal, local onde mais se resistiu à invasão moura. Porém, o que mais motiva a população de Pirenópolis a manter viva a "rixa" entre muçulmanos e cristãos é a beleza do espetáculo e o prazer pela montaria. Esta representação dramática foi introduzida sob autorização da Coroa pelos jesuítas, com o objetivo de catequizar os gentios e escravos africanos, mostrando nisto o poder da fé cristã.
Cavaleiros representando os mouros
  A cidade se mobiliza uma semana antes das encenações, para que tudo ocorra como dita a tradição. As tropas percorrem em cortejo, de casa em casa, acompanhadas pela Banda de Couro, convocando os cavaleiros para os ensaios. Tudo regado a muita música, comidas típicas, danças e orações.
  O belo espetáculo tem como palco o Campo das Cavalhadas, também conhecido como Cavalhódromo, que fica localizado no Centro de Pirenópolis. O campo é marcado com linhas brancas feitas de cal e, no campo dos cristãos, escondida em um arbusto, fica o espião mouro vestido de onça. Os Cristãos se vestem com as cores azul e branco, e se apresentam pelo lado do poente; os Mouros entram no campo pelo lado do nascente, vestidos de vermelho. Tais cavaleiros são prestigiados pela saudosa população, que apoia e se orgulha do trabalho que eles realizam a cada ano.
Cavaleiros representando os cristãos
  Outro personagem marcante das Cavalhadas são os Mascarados, ícones de alegria, algazarra, folclore e de liberdade artística. Eles cobrem todo o corpo para não serem identificados, e chegam até a mudar de voz. Suas roupas de cetim são coloridas e extravagantes. Usam máscaras tradicionais, feitas de papel, imitando caras de boi, onça e homem, enfeitadas com flores de papel. A figura do mascarado desperta curiosidade e tem importante participação nas Cavalhadas.
  Alguns dizem que a sua origem está ligada à Portugal, podendo, também, ser de influência africana. Os Mascarados saem às ruas, a pé ou a cavalo, a partir do sábado, sendo em totalidade, principalmente, no domingo do Divino, no Campo das Cavalhadas. Após apresentações folclóricas, são convidados a entrar no campo para cantar o Hino do Divino Espírito Santo, ficando, alguns, em pé sobre seus cavalos. Em seguida são convocados a se retirar do campo, para que os cavaleiros entrem e deem início ao primeiro dia da batalha.
Mascarados
  Alguns aproveitam o momento festivo e fazem manifestações, pequenos protestos ou críticas políticas, sem deixar de ser uma manifestação de alegria e descontração. Os Mascarados são símbolos vivos da cultura e tradição, representantes do folclore pirenopolino.
Vídeo da apresentação dos Mascarados
  Há também a Cavalhadinha da Vila Matutina, que é uma releitura infantil das "Cavalhadas" e da "Festa do Divino Espírito Santo". Em 1960, no Largo do Asilo, foi encenado seu primeiro formato, por meninos que, mais tarde, vieram a ser cavaleiros. A Cavalhadinha Matutina, a cada ano, cresce mais. Já está inclusa no Calendário de Festas Tradicionais de Pirenópolis e vem se tornando reconhecida e prestigiada pela população, ocupando lugar de destaque na cultura da cidade.
  Há também a Cavalhadinha Mirim, realizada desde 1997, e é um resumo das "Cavalhadas". A Cavalhadinha Mirim acontece graças à colaboração dos pais das crianças participantes e de diversas pessoas da cidade.
Meninos representando os mouros na Cavalhadinha Matutina
REFERÊNCIA: Moreira, João Carlos
Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização: ensino médio / João Carlos Moreira, Eustáquio de Sene. -- 3. ed. -- São Paulo: Scipione, 2016.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

GRANDE ADRIA: O CONTINENTE PERDIDO ESCONDIDO SOB A EUROPA

  Adria, ou Grande Adria, foi um continente que existiu onde hoje é o continente europeu. Pesquisadores na Europa estudaram por uma década rochas em uma vasta região, da Espanha ao Irã, em busca de pistas desse antigo continente. Há vestígios deste continente perdido em mais de 30 países. E aos poucos, eles conseguiram determinar o que aconteceu com ele.
  A massa terrestre já havia sido detectada por ondas sísmicas no passado, mas o estudo de seus vestígios e a reconstrução de sua história é novidade. Os únicos restos visíveis do continente são calcário e outros tipos de rocha em montanhas do continente europeu. Mas a maior parte do continente está "enterrada" no sul da Europa.
Rochas calcárias - Espanha
  Há 240 milhões de anos, a Terra era bem diferente do que conhecemos hoje. Os continentes estavam bem mais juntinhos e existiam até pedaços de terra que não estão mais lá. Esse é o caso da Grande Adria, um continente que desapareceu há 120 milhões de anos. Geólogos reconstruíram a história geológica da Terra e encontraram traços do continente perdido.
  A pesquisa foi publicada no periódico Gondwana Research. De acordo com Douwe van Hinsbergen, pesquisador e geólogo da Universidade de Utrecht, Holanda, as cadeias de montanhas estudadas pelos pesquisadores se originaram de um único continente que foi separado da África há mais de 200 milhões de anos e começou a se mover para o norte. Esse continente era a Gondwana, e reunia as terras que hoje compõem o hemisfério Sul: Antártida, Oceania, África e América do Sul.
Rochas calcárias nos Montes Tauru, na Turquia, são restos visíveis da Grande Adria
  Há 240 milhões de anos, um pedaço de terra do tamanho da Groenlândia se desprendeu da Gondwana e se deslocou para o sul da Europa. Esse deslocamento é resultado da movimentação das placas tectônicas. A Grande Adria fazia parte da placa Africana e foi aos poucos se aproximando do sul da placa Euroasiática, que abriga a maior parte da Europa e Ásia atualmente.
  Há 140 milhões de anos, essa massa terrestre ficou submersa no oceano, onde os sedimentos foram lentamente transformados em rochas. Em seguida, essas rochas iniciaram o processo de colisão com o que hoje entendemos como a Europa. Entre 120 e 100 milhões de anos atrás, as rochas foram se despedaçando e acabaram sendo, literalmente, soterradas pelo continente europeu.
  Apenas uma parte das rochas ficou na superfície da Terra, em uma área que vai de Turim, na Itália, e passa pelo Mar Adriático. Esses vestígios foram suficientes para que os geólogos iniciassem seus estudos sobre a região.
Vídeo sobre a Deriva dos Continentes
  Embora a colisão tenha ocorrido a velocidade de até 3 ou 4 centímetros por ano, essa pressão foi suficiente para destruir a crosta de 100 quilômetros de profundidade e empurrar o restante do continente para grandes profundidades no manto da Terra.
  Os cientistas apontam que partes da Grande Adria estão há cerca de 1,5 mil quilômetros de profundidade.
  Os pesquisadores estudaram a idade das rochas e identificaram a direção dos campos magnéticos contidos neles. Uma das maiores dificuldades no estudo do continente perdido é que as rochas estão muito espalhadas. E somente na última década os cientistas tiveram o software necessário para uma reconstrução geológica tão complexa, segundo Douwe van Hinsbergen.
Representação gráfica criada para o estudo sobre o continente Grande Adria
FONTE: Revista Super Interessante
super.abril.com.br

domingo, 29 de setembro de 2019

ENERGIA NUCLEAR

  Após o lançamento de bombas atômicas, em 1945, sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que levou à rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), sucedeu-se uma corrida armamentista e hoje diversos países dispõem de bombas atômicas. Entretanto, a energia nuclear também é utilizada para fins pacíficos: na produção de energia elétrica (eletronuclear), na medicina e em muitas outras atividades.
  A energia nuclear ou atômica é a energia produzida nas usinas termonucleares, que utilizam o urânio e outros elementos, como combustível. O princípio de funcionamento de uma usina nuclear é a utilização do calor (termo) para gerar eletricidade. O calor é proveniente da fissão dos átomos de urânio.
Esquema de uma usina nuclear com PWR (reator de água pressurizada)
  O urânio é um recurso mineral não renovável encontrado na natureza, que também é utilizado na produção de material radioativo para uso na medicina. Além do uso para fins pacíficos, o urânio também pode ser utilizado na produção de armamentos, como a bomba atômica.
  Por ser uma fonte de energia altamente concentrada e de elevado rendimento, diversos países utilizam a energia nuclear como opção energética. A usinas nucleares já respondem por 16% da energia elétrica produzida no mundo.
Descrição do ciclo do combustível nuclear, da extração da matéria-prima até o armazenamento do lixo nuclear
  Cinco países consomem mais da metade da produção mundial de eletricidade de fonte nuclear. Mais de 90% das usinas nucleares estão concentradas nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e na Rússia. O governo russo inaugurou em abril de 2018, a primeira usina nuclear flutuante do mundo, localizado no Mar Ártico.
  Em alguns países, como Suécia, Finlândia e Bélgica, a energia nuclear já representa mais de 40% do total de eletricidade produzida. A Coreia do Sul, China, Índia, Argentina e México também possuem usinas nucleares.
  No Brasil, há três usinas eletronucleares: Angra I, Angra II e Angra III, localizadas no município de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro.
  O acesso à tecnologia nuclear exige altos investimentos de capital e conhecimento científico. Com receio de que esses conhecimentos tecnológicos levem à construção de bombas atômicas, os países que os possuem não permitem que sejam transferidos para outros.
Imagem aérea da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis - RJ
Vantagens do uso de energia nuclear
  Apesar dos perigos, há vários pontos positivos na geração de energia nuclear. Um dos primeiros pontos a destacar é que a usina não é poluente durante seu funcionamento normal, desde que se cumpra as normas de segurança. Igualmente, não é necessário uma grande área para a construção de uma usina.
  Também o urânio é um material relativamente abundante na natureza, o que garante o abastecimento das usinas por muito tempo. As principais reservas de urânio estão na Índia, Austrália e Cazaquistão.
Usina nuclear na França. Essa fumaça é apenas o vapor de água
Desvantagens do uso da energia nuclear
  Entretanto, os riscos da utilização da energia nuclear são imensos. Além de sua utilização para fins não pacíficos, como a produção de bomba atômica, os resíduos gerados pela produção desta energia representam um perigo para a humanidade. Também existe o risco de acidentes nucleares e o problema do descarte do lixo nuclear (resíduos compostos de elementos radioativos, gerados nos processos de produção de energia). Além disso, a contaminação do meio ambiente provocam danos irreversíveis à saúde, como câncer, leucemia, deformidades genéticas, entre outros.
Fotografia aérea tirada da usina na cidade de Chernobyl, Ucrânia, em 27/04/1986, após a explosão do reator (no centro da imagem)
  É importante destacar ainda que a usina eletronuclear e o chamado lixo atômico representam ameaças muito sérias à população, caso a usina sofra avarias ou o lixo atômico não seja acondicionado corretamente em depósitos especiais. São exemplos de acidentes com a usina eletronuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e com a central eletronuclear da cidade de Fukushima, no Japão, em 2011, em decorrência de um tsunami; ambos causaram mortes e contaminaram pessoas, cidades, animais e alimentos.
Imagem de 16 de março de 2011 dos quatro prédios dos reatores danificados, na cidade de Fukushima, Japão
  Também o Brasil enfrentou o pior acidente nuclear de sua história, quando o material Césio-137 não foi descartado corretamente. Calcula-se que 1.600 pessoas tenham sido contaminadas e 4 pessoas morreram neste episódio, ocorrido na cidade de Goiânia, capital de Goiás.
  O acidente radiológico de Goiânia, amplamente conhecido como acidente com o Césio -137, foi um grave episódio de contaminação por radioatividade ocorrido no Brasil. A contaminação teve início em 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado em radioterapias foi encontrado dentro de uma clínica abandonada, no centro de Goiânia, em Goiás.
  O instrumento foi encontrado por catadores de um ferro-velho do local, que entenderam tratar-se de sucata. Foi desmontado e repassado para terceiros, gerando um rastro de contaminação, o qual afetou seriamente a saúde de centenas de pessoas.
Área que abrigava o ferro-velho da Rua 26-A, em Goiânia, Goiás
REFERÊNCIA: Adas, Melhem
Expedições geográficas / Melhem Adas, Sérgio Adas. - 3. ed. - São Paulo: Moderna, 2018.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

O MODO DE VIDA TRADICIONAL DOS POVOS NÔMADES NENETS DA RÚSSIA

  Os nenets são um povo de etnia samoieda que vive na Nenétsia, região autônoma do norte da Rússia. Estima-se que 42 mil nenets morem na Rússia.
  Após séculos de perseguição ao seu modo de vida, um povo de pastores do norte da Rússia, passaram a ser reconhecidos pelo governo como um povo autônomo. Isso garante aos nenets direitos exclusivos, como a permissão para percorrer rotas migratórias em território russo, prática milenar desse povo. A migração tem o objetivo de engordar as renas, base de alimentação nenet.
  As moradias dos nenets (chamada de chum), é bastante tradicional, e consiste em peles de renas costuradas e enroladas em postes de madeira organizados em círculo. No meio, há uma lareira usada para aquecer e manter mosquitos afastados.
Idosa nenet com seu neto
  Para muitas tribos como os nenets, contar histórias é uma das principais maneiras pelas quais a tradição e o patrimônio são transmitidos de geração em geração. Cada família nenets tem histórias próprias, que são bastante ricas: tradições no casamento, como é a vida em crescimento, a importância da preservação de sua cultura, a luta entre manter suas raízes tradicionais e prosperar em um mundo modernizado.
Mulheres nenets empacotam seus trenós
  Na tradição nenets, cintos de dentes de urso protegem as pessoas de maus espíritos e perigos. Os cintos nunca são enterrados com o proprietário, mas são passados de geração em geração.
  Certas tradições foram passadas de geração em geração em cada um dos clãs nenets. Essas tradições são muito importantes para cada membro da família e trabalham para mantê-las vivas.
Homem nenet
  Os nenets dependem muito de seus rebanhos de renas, usando-os para alimentação, roupas, ferramentas, transporte e muito mais. Todo nenet tem uma rena sagrada, que não deve ser aproveitada ou abatida até que não seja mais capaz de andar.
Homem Nenet com seu rebanho de renas
  Os pastores nenets se movem sazonalmente com suas renas, viajando por antigas rotas de migração. Durante o inverno, quando as temperaturas podem cair até -50 ºC, a maioria dos nenets pastam suas renas em pastagens de musgo e líquen nas florestas de taiga. Nos meses de verão, quando o sol da meia-noite transforma a noite em dia, eles deixam o lariço e os salgueiros para trás para migrar para o norte.
Aldeia Nenet e solo de permafrost
  A carne de rena é a parte mais importante da dieta dos nenets. É consumido cru, congelado ou fervido, juntamente com o sangue de uma rena recém-abatida, rica em vitaminas. Eles também comem peixes, como salmão-branco e muksun, um peixe branco de cor prateada, e recolhem amoras nas montanhas durante o verão.
Nenets com seus rebanhos de renas
Ameaça à vida dos nenets
  Com o colapso do comunismo, os jovens adultos começaram a deixar suas aldeias para as cidades, uma tendência que continua até hoje. Nos ambientes urbanos, eles acham quase impossível se adaptar à vida longe dos ritmos cíclicos da tundra, e sofrem com altos níveis de alcoolismo, desemprego e problemas de saúde mental.
  Os nenets enfrentaram os desafios de intrusões coloniais, guerra civil, revolução e coletivização forçada. Hoje, o modo de vida deles é novamente seriamente ameaçado. Para sobreviver como povo, os nenets precisam de acesso desobstruído a seus pastos e de um ambiente intocado por resíduos industriais. Para eles, a tundra está em casa e as renas são a própria vida.
Criadores de rena Nenets
  O Ártico está mudando rapidamente. À medida que a temperatura aumenta e o permafrost da tundra derrete, ele libera dióxido de carbono e metano, gases do efeito estufa, na atmosfera. Com o gelo derretendo no início da primavera e não congelando até muito mais tarde no outono, os pastores estão sendo forçados a mudar os padrões de migração seculares, já que as renas têm dificuldade para caminhar sobre uma tundra sem neve. O aumento da temperatura também afeta a vegetação da tundra, a única fonte de alimento para as renas.
Vegetação de tundra
  O derretimento do permafrost fez com que alguns dos lagos de água doce da tundra drenassem, o que levará a um declínio no suprimento de peixes para os nenets. À medida que o gelo marinho derrete, o oceano se abre para o tráfego marítimo. As rotas marítimas do Ártico atuam como potenciais porta de entrada para o comércio entre Ásia, Europa e América do Norte. Hoje, tubulações, torres de perfuração e estradas rodoviárias e ferroviárias estão transformando a tundra.
Linha ferroviária Obskaya-Bovanenkovo - ferrovia mais ao norte do mundo
REFERÊNCIA: Adas, Melhem
Expedições geográficas / Melhem Adas, Sérgio Adas. - 3. ed. - São Paulo: Moderna, 2018.

sábado, 31 de agosto de 2019

AS FORMAÇÕES VEGETAIS DE MONTANHAS E AS CONSEQUÊNCIAS DO AQUECIMENTO GLOBAL

  Vegetação de altitude (ou vegetação de montanha) reflete o fato de que o clima e a vegetação das áreas montanhosas variam conforme a altitude. Não apenas as temperaturas diminuem com o aumento da altitude, como também o aspecto (alinhamento da montanha em relação ao Sol) afeta as condições locais, resultando em diferentes padrões de vegetação e ditando as escolhas de áreas para cultivo e povoamento.
  A vegetação de altitude ocorre na América do Sul e na Europa, ou seja, na Zona Temperada (sul e norte). Na América do Sul, a vegetação de altitude aparece no Peru e na Bolívia, no Equador, no Chile e na Argentina. Já na Europa existe muito pouco, apenas no centro-oeste, na Alemanha. Pelo fato de estar situado em regiões de baixas latitudes, seu clima é subtropical.
Monte Aconcágua - localizado na Patagônia Andina (Argentina) é o ponto mais elevado da América
  Nas altas cadeias montanhosas, como os Alpes, os Andes e o Himalaia, a altitude tem papel fundamental no desenvolvimento das formações vegetais. Conforme a altitude aumenta, a temperatura diminui e o solo torna-se cada vez mais raso. A vegetação acompanha essas características. É por isso que nos Andes, mesmo em área equatorial, desenvolvem-se vegetações típicas das florestas temperadas e até, em altitudes muito elevadas, campos de tundra e gelo.
  Mesmo assim, o clima não deixa de exercer um papel significativo na vegetação de montanha. Nas montanhas das regiões temperadas, ocorre a neve por volta de 2.500 metros de altitude, enquanto nas regiões tropicais, somente por volta de 5 mil metros.
Monte Rosa - fronteira entre Itália e Suíça
  A altitude preferencial da maioria das espécies se deslocou para altitudes maiores ao longo do século. O pasto é substituído pela floresta, e esta vai se tornando mais rala até desaparecerem as árvores. Até certa altura deixa de existir qualquer vegetação.
  A mudança é conhecida dos ecologistas. Como o clima se altera à medida que subimos, diferentes espécies de vegetais ocupam cada nível da montanha. Espécies adaptadas ao frio ficam próximas ao pico, espécies adaptadas à temperaturas mais altas ficam próximas ao vale. A mesma distribuição ocorre horizontalmente quando viajamos pela região tropical em direção aos polos. Próximo aos trópicos predominam espécies adaptadas ao calor.
Perfil topográfico da vegetação de acordo com a altitude
  Nas montanhas europeias. esse fenômeno tem sido estudado há mais de cem anos. Cada espécie de árvore tem sua altitude preferencial. Para medi-la, o cientista sobe a montanha e mede a densidade (número de árvores por metro quadrado) de uma espécie de árvore a cada altitude. A densidade, que inicialmente é baixa, aumenta, chega ao máximo e finalmente diminui quando a temperatura fica muito baixa. A altitude preferencial é a altitude onde a densidade de árvores é máxima.
  Recentemente, um grupo de ecologistas coletou mais de 28 mil levantamentos do tipo para 160 diferentes espécies de plantas. Eles observaram que a altitude preferencial da maioria das espécies se deslocou para altitudes maiores ao longo do século passado e início deste século. Todas as árvores "subiram" a montanha. Na média elas estão subindo 30 metros por década.
Montes Urais, na Rússia
  Os cientistas acreditam que isso ocorreu por causa do aquecimento global. À medida que a temperatura aumentou, as árvores da faixa mais baixa não conseguiram sobreviver, mas em compensação as sementes que germinaram, em alturas antes inóspitas, agora encontraram um ambiente propício. Essa é mais uma consequência do aquecimento global: as árvores são obrigadas a subir as montanhas para escapar do calor.
  Outro fator que vem ameaçando a vegetação de montanhas é a urbanização. A construção de residências em áreas elevadas vem ocorrendo para fins de lazer, com o estabelecimento de moradias temporárias, condomínios de elevado padrão ou prédios, em geral ocupando também áreas de formação vegetal.
Construções em Banff - Canadá. Ao fundo as Montanhas Rochosas
REFERÊNCIA: Baldraia, André
Ser protagonista: geografia, 2º ano: ensino médio / André Baldraia .. [et al.]: organizadora: Edições SM: obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida por Edições SM: editor responsável Flávio Manzatto de Souza. 3. ed. - São Paulo: Edições SM, 2016. - (Coleção ser protagonista).

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

GROENLÂNDIA: A MAIOR ILHA DO MUNDO

  A Groenlândia é uma região autônoma da Dinamarca. O seu território ocupa a ilha com o mesmo nome, considerada a maior do mundo, além de diversas ilhas vizinhas, ao lado da costa nordeste da América do Norte.
  As suas costas são banhadas a norte pelo Oceano Glacial Ártico, a leste pelo mar da Groenlândia, a leste e sul pelo Oceano Atlântico e a oeste pelo mar do Labrador e pela baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Ártico Canadiano, da qual está separada pelo estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo Arquipélago Canadiano, a oeste, a ilha de Devon e a ilha de Baffin; a sudeste a Islândia; a leste a ilha de Jan Mayene e a nordeste o arquipélago de Esvalbarda, ambos possessões da Noruega.
Mapa da Groenlândia
HISTÓRIA
  Em tempos pré-históricos, a Groenlândia foi a residência de um certo número de culturas paleoesquimós. A partir de 984 a.C., foi colonizada por noruegueses estabelecidos em dois assentamentos na costa oeste sobre os fiordes perto da ponta sudoeste da ilha. Eles prosperaram durante alguns séculos, mas, após quase 500 anos de habitação, desapareceram por volta do século XV.
  Os dados indicam que, entre 800 e 1300 d.C., as regiões em torno dos fiordes do sul da Groenlândia enfrentaram um clima relativamente ameno em comparação com o de hoje. Árvores e plantas herbáceas eram comuns, o clima permitia o desenvolvimento da agricultura e a criação de gado. Quando os reis noruegueses converteram seus domínios ao cristianismo, um bispo foi instalado na Groenlândia, subordinado à Arquidiocese de Nidaros (à época parte da Igreja Católica, hoje parte da Igreja Luterana da Noruega). Os assentamentos parecem ter coexistido relativamente pacificamente com os inuítes, que haviam migrado do sul do Ártico para as ilhas da América do Norte por volta de 1200. Em 1261, a Groenlândia tornou-se parte da Noruega.
Cânion de gelo na Groenlândia
  Por volta dos séculos XIV e XV, os assentamentos escandinavos desapareceram, provavelmente devido à fome e conflitos crescentes com os inuítes. Outros motivos, como a erosão excessiva dos solos, devido à destruição da vegetação natural para a agricultura, a obtenção de relva e madeira e a uma diminuição da temperatura durante a chamada Pequena Era Glacial, também favoreceram o desaparecimento dos assentamentos. A condição dos ossos humanos encontrados por arqueólogos a partir deste período, indica que a população norueguesa era desnutrida. Sugeriu-se que as práticas culturais, tais como a rejeição de peixes como fonte de alimento e a utilização exclusiva de gado mal-adaptado ao clima da Groenlândia, poderiam ter causado a fome, e a degradação ambiental levou finalmente ao abandono da colônia.
Qaqortoq - com uma população de 3.388 habitantes (estimativa 2019) é a quarta maior cidade da Groenlândia
  Em 1500, o Rei D. Manuel I de Portugal, teria enviado Gaspar Corte-Real à descoberta de terras e de uma "Passagem do Noroeste para a Ásia" Corte-Real chegou à Groenlândia pensando ser a Ásia, mas não desembarcou. Fez uma segunda viagem à Groenlândia em 1501, com o seu irmão Miguel Corte-Real e três caravelas. Encontrando o mar gelado, mudaram a rota para o Sul, chegando à terra que se pensa ter sido Labrador e Terra Nova.
  Dinamarca-Noruega reafirmou a reivindicação latente da Groenlândia para a colônia em 1721. Após as Guerras Napoleônicas, separou-se a Noruega da Dinamarca por exigência do Congresso de Viena, através daquele que ficou conhecido como Tratado de Kiel (1814). A Noruega uniu-se, então, à Suécia, situação que perdurou até 1905. A Dinamarca manteve as colônias da Islândia, Ilhas Faroé e Groenlândia. Governou também a Índia Dinamarquesa (Tranquebar) de 1620 a 1869, a Costa do Ouro Dinamarquesa (Gana) de 1658 a 1850 e as Índias Ocidentais Dinamarquesas (Ilhas Virgens Americanas) de 1671 a 1917.
Aasiaat - com uma população de 3.152 habitantes (estimativa 2019) é a quinta maior cidade da Groenlândia
  Durante a Segunda Guerra Mundial, a ligação entre a Groenlândia e a Dinamarca foi interrompida em 9 de abril de 1940, por ocasião da ocupação da Dinamarca pelas tropas da Alemanha Nazista. A Groenlândia foi capaz de comprar mercadorias provenientes dos Estados Unidos e do Canadá, através da venda do criolito da mina de Iviqtut. Durante a guerra, o sistema de governo mudou. O governador Eske Brun governou a ilha através de uma lei de 1925 que permitia a governadores assumir o controle sob circunstâncias extremas. O outro governador, Aksel Svane, foi transferido para os Estados Unidos para liderar uma comissão de abastecimento da Groenlândia. A Sirius Patrol (Patrulha de Trenó), guardando a costa nordeste da Groenlândia usando trenós puxados por cachorros, detectou e destruiu várias estações meteorológicas alemãs, dando à Dinamarca uma posição melhor no tumulto pós-guerra.
Maniitsoq - com uma população de 2.925 habitantes (estimativa 2019) é a sexta maior cidade da Groenlândia
  A Groenlândia foi uma área protegida e muito isolada até 1940. O governo dinamarquês, que governava a sua colônia, acreditava que a sociedade iria enfrentar exploração do mundo exterior ou até mesmo a extinção se a região fosse aberta. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, a Groenlândia desenvolveu um senso de autoconfiança através do seu autogoverno e comunicação independente com o mundo exterior.
  Entretanto, uma comissão, em 1946 (com o maior conselho groenlandês, o Landsradet, como participante) recomendou paciência e nenhuma reforma radical no sistema. Dois anos mais tarde, o primeiro passo em direção à mudança de governo foi dado, quando uma grande comissão foi fundada. Em 1950, o relatório G-50 foi apresentado. A Groenlândia deveria ser uma afluente sociedade moderna com a Dinamarca como país patrono e exemplo. Em 1953, a Groenlândia se transformou em parte do território dinamarquês. A autonomia foi concedida em 1979.
Tasiilaq - com uma população de 2.024 habitantes (estimativa 2019) é a sétima maior cidade da Groenlândia
GEOGRAFIA
  A Groenlândia é uma região autônoma da Dinamarca. Ocupa a ilha do mesmo nome e ilhas adjacentes, ao largo da costa nordeste da América do Norte. É a maior ilha do mundo e possui uma costa de mais de 44 mil quilômetros. Possui a segunda maior reserva de gelo do planeta, sendo ultrapassado apenas pela Antártica.
  A vegetação é, em geral, esparsa, com uma pequena zona de floresta no município de Nanortalik no extremo sul, perto de Cabo Farewell. O Vale Qinngua é notável por ser a única floresta natural da Groenlândia. Ele possui aproximadamente 15 quilômetros de norte a sul, terminando no Lago Tasersuag.
Vale Qinngua
  O clima é ártico a sub-ártico, com verões secos e invernos muito frios. O território é pouco montanhoso, existindo uma camada de gelo de declive gradual que cobre quase toda a ilha. A costa é majoritariamente rochosa e com falésias. O ponto mais elevado é a Serra de Gunnbjorn, com 3.694 metros. O extremo norte da ilha é o cabo Morris Jesup, descoberto pelo Almirante Robert Peary, em 1909.
Gunnbjorn - ponto mais elevado da Groenlândia
  A fauna é composta por animais que vivem no Ártico, destacando-se: lebre-ártica, arminho, raposa-polar, lobo-polar, rena, boi-almiscarado e urso-polar. Nas áreas costeiras há a presença de focas, baleias e baleias-com-dentes. O cão-groenlandês é típico da ilha. Entre as aves, destacam-se: escrevedeira-das-neves, corvo, águia-rabalva e coruja-das-neves. No mar há muito bacalhau e camarão.
  Os principais recursos naturais tradicionais são o bacalhau e o camarão - base da pesca -, assim como as focas e as baleias - base da caça.
  Recursos minerais também são abundantes na ilha, como zinco, chumbo, minério de ferro, carvão, molibdénio, ouro, prata e urânio.
  O processo de aquecimento global em curso, vem provocando um derretimento sucessivo da calota de gelo que cobre a Groenlândia. Isso implica um deslocamento para o norte do camarão.
  A cada ano a Groenlândia perde 240 km³ de gelo. O nível médio do mar já subiu 0,5 cm. O modo de vida dos inuits está ameaçado.
Paamiut - com uma população de 1.698 habitantes (estimativa 2019) é a oitava maior cidade da Groenlândia
POPULAÇÃO
  A Groenlândia tem uma população de 55.992 habitantes, segundo estimativas da ONU para 2019, dos quais 88% são inuites ou oriundos da miscigenação entre inuítes e dinamarqueses. Os 12% restantes são de origem europeia, principalmente dinamarqueses. A maioria da população é cristã da Igreja Luterana. Quase todos os groenlandeses vivem ao longo dos fiordes, no sudoeste da ilha principal, que possuem um clima relativamente ameno.
  Os inuítes possuem antenas parabólicas, rádio, telefone e internet.  Como o urso-polar, o homem inuít sofre por causa das mudanças bruscas do clima e da política ambiental mundial. Os groenlandeses inuítes recebem uma ajuda econômica da Dinamarca, país de onde vieram os primeiros colonizadores europeus.
Crianças inuítes
ECONOMIA
  A economia da Groenlândia é uma das menores da América do Norte, especialmente por causa de sua pequena população e adversidade climática. No entanto, caracteriza-se por ser uma sociedade com elevado desenvolvimento e por possuir um IDH muito elevado.
  Recursos minerais na ilha são abundantes, principalmente zinco, chumbo, minério de ferro, carvão mineral, molibdênio, ouro, platina, urânio e petróleo. A descoberta de petróleo, zinco e ouro em 1994, transformou a economia, que antes era bastante dependente da Dinamarca, país pelo qual é responsável pela defesa e pelas relações externas da ilha.
Narsaq - com uma população de 1.692 habitantes (estimativa 2019) é a nona mais populosa cidade da Groenlândia
  A pesca e a caça à baleias e focas é a principal atividade desenvolvida pelos groenlandeses. A caça à foca marca a vida dos habitantes do norte. A Groenlândia hoje é criticamente dependente da pesca e das exportações de pescado, sendo que a indústria da pesca de camarões é a atividade mais rentável.
  O turismo é uma atividade que vem crescendo muito nos últimos anos, porém, os recursos ainda são limitados, devido essa atividade ser desenvolvida mais no verão.
Nanortalik - com uma população de 1.518 habitantes (estimativa 2019) é a décima cidade mais populosa da Groenlândia
  O setor público, incluindo empresas públicas e municípios, desempenha um papel predominante na economia da Groenlândia. Cerca de metade das receitas governamentais vêm de subsídios do governo dinamarquês - um importante complemento ao PIB.
  A Groenlândia sofreu uma recessão econômica no início da década de 1990, se recuperando a partir de 1993. O governo tem adotado uma política de aperto fiscal desde o final dos anos 1980, o que contribuiu para criar um superávit orçamentário e manter a inflação baixa. Desde 1990, quando foi fechada a última mina de chumbo e zinco, a Groenlândia registra déficit na balança comercial.
Uummannaq - com uma população de 1.362 habitantes (estimativa 2019) é a 11ª cidade mais populosa da Groenlândia
ALGUNS DADOS SOBRE A GROENLÂNDIA
NOME: Groenlândia
AUTONOMIA: da Dinamarca desde 1 de maio de 1979
Autogoverno: 21 de junho de 2009
CAPITAL: Nuuk
Porto de Nuuk
GENTÍLICO: groenlandês
LÍNGUA OFICIAL: groenlandês
GOVERNO: Democracia Parlamentar Integrada numa Monarquia Constitucional
LOCALIZAÇÃO: América do Norte
ÁREA: 2.166.086 km² (11º)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa para 2019): 55.992 habitantes (187°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 0,026 hab./km² (211°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população total e a superfície de um determinado território.
CRESCIMENTO POPULACIONAL (ONU - Estimativa 2019): 0,6% (154°). Obs: o crescimento vegetativo, crescimento populacional ou crescimento natural é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma  determinada população.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativa para 2019):
Nuuk: 17.902 habitantes
Nuuk - capital da Groenlândia
Sisimiut: 5.839 habitantes
Sisimiut - segunda maior cidade da Groenlândia
Ilulissat: 4.817 habitantes
Ilulissat - terceira maior cidade da Groenlândia
PIB (FMI - 2018): US$ 2,173 bilhões (194º). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano).
PIB PER CAPITA (FMI 2018): US$ 43.365 (22°). Obs: o PIB per capita ou renda per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado lugar dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre toda a população. 
IDH (ONU - 2018): 0,927 (11°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo os países em quatro grandes grupos: baixo (de 0,0 a 0,500), médio (de 0,501 a 0,800), elevado (de 0,801 a 0,900) e muito elevado (de 0,901 a 1,0).
  Muito alto
  Alto
  Médio
  Baixo
  Sem dados
Mapa do IDH
EXPECTATIVA DE VIDA (OMS - 2018): 71,83 anos (109º). Obs: a expectativa de vida refere-se ao número médio de anos para ser vivido por um grupo de pessoas nascidas no mesmo ano, se a mortalidade em cada idade se mantém constante no futuro, e é contada da maior para a menor.
TAXA DE NATALIDADE (ONU - 2018): 16,01/mil (126º). Obs: a taxa de natalidade é a porcentagem de nascimentos ocorridos em uma população em um determinado período de tempo para cada grupo de mil pessoas, e é classificada do maior para o menor.
TAXA DE MORTALIDADE (CIA World Factbook - 2018): 8,6/mil (100º). Obs: o índice de mortalidade reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em uma determinada região em um período de tempo e é contada da maior para a menor.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook - 2018): 9,83/mil (78°). Obs: a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período, e é classificada do menor para o maior.
Mapa da taxa de mortalidade infantil no mundo
TAXA DE FECUNDIDADE (CIA World Factbook - 2018): 1,97 filhos/mulher (122°). Obs: a taxa de fecundidade refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início ao fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é classificada do maior para o menor.
Mapa da taxa de fecundidade no mundo
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2018): 100% (1º). Obs: essa taxa refere-se a todas as pessoas com 15 anos ou mais que sabem ler e escrever.
Mapa da taxa de alfabetização no mundo
TAXA DE URBANIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2018): 84,4% (26°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
Mapa da taxa de urbanização no mundo
MOEDA: Coroa Dinamarquesa
RELIGIÃO: cristianismo (96,6% - a maioria protestantes), sem religião (2,2%), religiões étnicas (0,7%), outras religiões (0,5%).
DIVISÃO: administrativamente, a Groenlândia está dividida desde 2009 em quatro municípios: Kujalleq, Qaasuitsup, Qeqqata e Sermersooq. O gigantesco Parque Nacional do Nordeste da Groenlândia não pertence a nenhum deles (é uma área não-incorporada). A Base Aérea de Thule (Pituffik), localiza-se num enclave do município de Qaasuitsup, e também não pertence a nenhum dos municípios.
Mapa da divisão administrativa da Groenlândia
REFERÊNCIA: Martinez, Rogério
#Contato geografia, 2º ano / Rogério Martinez, Wanessa Pires Garcia Vidal. - 1. ed. São Paulo: Quinteto Editorial, 2016. - (Coleção #contato geografia)