domingo, 18 de outubro de 2015

RUANDA E BURUNDI: DOIS PEQUENOS PAÍSES ENCRAVADOS NAS MONTANHAS DA ÁFRICA

  Localizado no centro da África, a República de Ruanda e o Burundi são ex-colônias alemãs que passaram para o controle da Bélgica no final da Primeira Guerra Mundial (1918). Durante o período de dominação colonial alemã e mais tarde belga, formavam um só país, denominado Ruanda-Urundi.
  A pobreza e as rivalidades entre os grupos e clãs sempre foram grandes na região. Os colonizadores aproveitaram-se dessas divisões para melhor dominar, incentivando o ódio entre os diversos grupos.
  Embora sendo o grupo minoritário, os tutsis foram privilegiados com o acesso exclusivo à educação, às Forças Armadas e a postos na administração estatal. Essa política continuou sob o domínio belga, o que acarretava rivalidade e ressentimento entre as etnias.
  Quando o Burundi e Ruanda se tornaram independentes, em 1962, as rivalidades cresceram em todos os lugares e atingiram o ápice com o massacre de mais de 200 mil hutus no Burundi, em 1972.
  As tensões entre tutsis e hutus ficaram em equilíbrio instável até que um atentado, em 1994, matou o presidente de Ruanda, Juvenal Habyarimana, do grupo hutu. Começou então uma violenta perseguição aos tutsis, que em poucas semanas resultou na morte de mais de 800 mil pessoas, enquanto mais de 1 milhão fugiram do país. Foi um dos eventos mais trágicos do século XX.
Localização de Ruanda e Burundi
RUANDA
Mapa de Ruanda
  Ruanda é um pequeno país situado no centro-leste da África. O território onde está situado Ruanda foi dividido artificalmente pelos colonizadores europeus, no século XIX, que não consideraram as diferenças e os limites territoriais entre as etnias que lá viviam para estabelecer suas fronteiras.
  O hutus (cerca de 80% da população) e os tutsis (cerca de 18% da população) conviveram durante séculos em Ruanda, até que, ao final da Primeira Guerra Mundial, a Bélgica tomou posse do território, dominado anteriormente pela Alemanha, que foi derrotada naquele conflito.
  Ruanda recebeu uma atenção considerável devido ao genocídio ocorrido no país em 1994, no qual cerca de 800 mil pessoas foram mortas. Desde então, o país viveu uma grande recuperação social e, hoje em dia, apresenta um modelo de desenvolvimento que é considerado exemplar para países em desenvolvimento. Sua capital, Kigali, é a primeira cidade africana a ser premiada com o Habitat Scroll of Honor Award, em reconhecimento de sua "limpeza, segurança e conservação do modelo urbano"
  Em 2008, Ruanda tornou-se o primeiro país do mundo a eleger uma legislatura nacional na qual a maioria dos membros era formado por mulheres.
Ruhengeri - com uma população de 96.255 habitantes (estimativa 2015), é a quarta maior cidade de Ruanda
HISTÓRIA DE RUANDA
  Os mais antigos humanos que se conhecem em Ruanda são os pigmeus, que atualmente compreendem a cerca de 1% da população do país. Os hutus e os tutsis são povos bantus que provavelmente se instalaram na região durante a expansão bantu. A partir do século XV, os tutsis passaram a dominar a sociedade através de uma aristocracia que tinha como líder um Mwami (rei).
  Ao contrário dos seus vizinhos, o Reino de Ruanda, que era um reino centralizado, não foi partilhado na Conferência de Berlim (1885), e só foi entregue à Alemanha (juntamente com o vizinho Burundi) em 1890, numa conferência em Bruxelas, em troca de Uganda e da ilha de Heligoland. No entanto, as fronteiras desta colônia - que incluíam também alguns pequenos reinos das margens do Lago Vitória - só foram definidas em 1900.
Pigmeus - etnia que compreende a cerca de 1% da população de Ruanda
  O governo alemão deixou a autoridade nativa administrar a colônia, usando o sistema utilizado pelos britânicos nos reinos de Uganda. Depois da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, o protetorado foi entregue à Bélgica, por mandato da Liga das Nações. O domínio belga foi muito mais direto e duro que o dos alemães e, utilizando a Igreja Católica, manipulou a classe alta dos tutsis para reprimir o resto da população, incluindo a cobrança de impostos e o trabalho forçado, criando um fosso social maior do que já existia.
  Depois da Segunda Guerra Mundial, Ruanda tornou-se território "protegido" pelas Nações Unidas, tendo a Bélgica como autoridade administrativa. Através de uma série de processos, incluindo várias reformas, o assassinato do rei Mutara III Charles, em 1959, e a fuga do último monarca do clã Nyiginya, o rei Kigeri V para Uganda, os hutus ganharam mais poder e, na altura da independência, em 1962, os hutus eram políticos dominantes. Em 25 de setembro de 1960, a ONU organizou um referendo no qual os ruandeses decidiram tornar-se uma república. Depois das primeiras eleições, foi declarada a República de Ruanda, com Grégoire Kayibanda como primeiro-ministro.
Gisenyi - com uma população de 92.854 habitantes (estimativa 2015), é a quinta maior cidade de Ruanda
  Após vários anos de instabilidade, em que o governo tomou várias medidas de repressão contra os tutsis, em 5 de julho de 1973, o major general Juvenal Habyarimana, que era ministro da defesa, destituiu o seu primo Grégoire Kayibanda, dissolveu a Assembleia Nacional e aboliu todas as atividades políticas. Em dezembro de 1978 foram organizadas eleições, nas quais foi aprovada uma nova Constituição e confirmando Habyarimana como presidente, que foi reeleito em 1983 e em 1988, como candidato único mas, em resposta a pressões públicas por reformas políticas, Habyarimana anunciou, em julho de 1990, a intenção de transformar Ruanda numa democracia multipartidária.
  Nesse mesmo ano, uma série de problemas climáticos e econômicos geraram conflitos internos e a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), dominada por tutsis refugiados nos países vizinhos, lançou ataques militares contra o governo hutu, a partir de Uganda. O governo militar de Juvenal Habyarimana respondeu com ataques genocidas contra os tutsis. Em 1992, foi assinado um cessar-fogo entre o governo e a RPF, em Arusha, Tanzânia.
Byumba - com uma população de 78.386 habitantes (estimativa 2015), é a sexta maior cidade de Ruanda
  Em 6 de abril de 1994, Habyarimana e Cyprien Ntaryamira, presidente de Burundi, foram assassinados quando o seu avião foi atingido por fogo quando aterrissava em Kigali. Durante os três meses seguintes, os militares e milicianos mataram cerca de 800 mil tutsis e hutus, naquilo que ficou conhecido como o Genocídio de Ruanda. Entretanto, a RPF, sob a direção de Paul Kagame ocupou várias partes do país e, em 4 de julho entrou na capital Kigali, enquanto tropas francesas de "manutenção da paz" ocupavam o sudoeste, durante a "Operation Turquoise".
  Paul Kagame ficou como vice-presidente e Pasteur Bizimungu como presidente mas, em 2000, os dois entraram em conflito, provocando a renúncia de Bizimungu e Kagame assumindo a presidência. Em 2003, Kagame foi eleito para o cargo, no que foi considerado as primeiras eleições democráticas depois do Genocídio. Entretanto, cerca de 2 milhões de hutus se refugiaram na República Democrática do Congo, com medo de retaliação pelos tutsis. Muitos regressaram, mas conservam-se ali milícias que têm estado envolvidas na guerra civil daquele país.
Cyangugu - com uma população de 70.935 habitantes (estimativa 2015), é a sétima maior cidade de Ruanda
GEOGRAFIA DE RUANDA
  Ruanda é um país localizado no interior da África. Faz fronteira ao norte com Uganda, a leste com Tanzânia, a oeste com a República Democrática do Congo e a sul com Burundi. A fronteira com a República Democrática do Congo está estabelecida em grande parte pelo lago Kivu, sendo este parte do Vale do Rift. É um país muito acidentado, com muitas montanhas e vales, pelos quais é conhecido como o "país das mil colinas".
  Apesar de está localizado a dois graus ao sul da linha do Equador, a elevada altitude de Ruanda torna o clima temperado como o dominante no país. A temperatura média próxima ao lago Kivu, a uma altura de 1.463 metros é de 23°C. Durante as duas estações chuvosas (fevereiro-maio e setembro-dezembro), ocorrem enchentes prolongadas, alternadas com o tempo ensolarado. As médias pluviométricas anuais são de 800 milímetros, com maior intensidade nas montanhas ocidentais e do noroeste, e em menor intensidade nas savanas orientais.
Lago Kivu - Ruanda
  O território de Ruanda é bastante elevado, sendo que o ponto mais baixo é o rio Rusizi, a 950 metros acima do nível do mar, e o ponto mais elevado é o Monte Karisimbi, com uma altitude de 4.507 metros acima do nível do mar. As montanhas de Ruanda fazem parte da linha divisória de águas entre as bacias hidrográficas do rio Congo e Nilo, que atravessam Ruanda de norte a sul, com cerca de 80% da área do país drenado para o Nilo e 20% para o Congo através do rio Rusizi. O maior rio do país é o Nyabarongo, que nasce no sudoeste e flui para o norte, leste e sudeste antes de se fundir com o Ruvubu para formar o Kagera; este por sua vez, segue para o norte ao longo da fronteira leste com a Tanzânia. O Nyabarongo-Kagera eventualmente deságua no Lago Vitória, e sua nascente, na Floresta Nyungwe é uma das "candidatas" à nascente do Nilo.
Monte Karisimbi - ponto culminante de Ruanda
  Ruanda tem muitos lagos, sendo o maior deles o lago Kivu. Ele ocupa o piso do Rift Albertine ao longo da borda ocidental de Ruanda, e com uma profundidade máxima de 480 metros, é um dos vinte lagos mais profundos do mundo. Outros lagos importantes localizados no país são: Burera, Ruhondo, Muhazi, Rweru e Ihema, sendo este último uma série de lagos na planície oriental do Parque Nacional Akagera.
  O Parque Nacional Akagera abrange uma área de 1.200 km² e está localizado no leste de Ruanda, na fronteira com a Tanzânia. Foi fundado em 1934 para proteger os animais e a vegetação em três ecorregiões: savana, montanha e pântano. O parque ganhou esse nome devido a presença do rio Kagera, que flui ao longo de sua fronteira leste. O complexo sistema de lagos e pântanos compõem mais de um terço da área do parque e é a maior zona úmida protegida da África Central.
Girafas do Parque Nacional Akagera
  Em tempos pré-históricos, a floresta montanhosa ocupava um terço do atual território de Ruanda. Atualmente, a vegetação original está praticamente restrita aos três parques nacionais existentes no país (Parque Nacional Akagera, Parque Nacional dos Vulcões e o Parque Nacional da Floresta Nyungwe), já que o terraceamento para a agricultura domina todo o restante do país.
  O Parque Nacional dos Vulcões está localizado no noroeste de Ruanda. Faz fronteira com o Parque Nacional Virunga, na República Democrática do Congo e com o Gorilla Mgahinga National Park, em Uganda. O parque é conhecido como um paraíso para os gorilas da montanha. Abriga cinco dos oito vulcões das montanhas Virunga (Karisimbi, Bisoke, Muhabura, Gahinga e Sabyinyo), que estão cobertos de florestas e de bambu. A vegetação desse parque é composta predominantemente de bambus e charnecas, com pequenas áreas de floresta.
Parque Nacional dos Vulcões
  O Parque Nacional da Floresta Nyungwe, está localizado no sudoeste de Ruanda, na fronteira com Burundi, ao sul, e com o Lago Kivu e a República Democrática do Congo, a oeste. A Floresta Nyungwe é provavelmente a melhor floresta preservada nas montanhas ao longo da África Central. Ela está localizada no divisor de águas entre a bacia do rio Congo, a oeste, e a bacia do rio Nilo, a leste. Esse parque foi criado em 2004 e abrange uma área de aproximadamente 970 km² de floresta de bambu, prados, pântanos e brejos. Possui treze espécies de primatas, incluindo chimpanzés e macados arborícolas do gênero Colobus; estes últimos se movem em grupos de até 400 indivíduos, sendo assim a espécie que forma o maior bando dentre todos os primatas da África.
Parque Nacional da Floresta Nyungwe
ECONOMIA DE RUANDA
  A economia de Ruanda foi bastante afetada durante o genocídio de 1994, com uma enorme perda de vidas e da força de trabalho, incapacidade de manter a infraestrutura, saques e negligência de culturas agrícolas de importância econômica, provocando uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) e destruindo a capacidade de atrair investimentos privados externos. Após o fim dos massacres e as mudanças políticas, a economia do país tem-se fortalecido a cada ano, com um grande aumento na sua exportação. Os principais mercados de exportação são China, Estados Unidos e Alemanha. Em 2007, Ruanda aderiu à Comunidade do Leste Africano.
  Ruanda possui poucos recursos naturais, e a economia é baseada principalmente na agricultura de subsistência por parte dos trabalhadores locais, usando ferramentas simples. Os principais produtos agrícolas cultivados no país são: café, chá, piretro (inseticida e repelente natural obtido de flores secas), banana, feijão, sorgo e batata. Os principais produtos de exportação são o café e o chá. A maior parte da produção agrícola de Ruanda vem da agricultura familiar.
Colheita de chá em Ruanda
  A dependência das exportações agrícolas torna o país vulnerável a mudanças em seus preços. Na pecuária, os principais rebanhos são bovinos, caprinos, ovinos, suínos, aves e coelhos.
  O setor industrial é pequeno. As principais indústrias instaladas no país são de cimento, alimentos, bebidas, sabonetes, móveis, sapatos, plásticos, têxteis e cigarros. A mineração é um importante contribuinte para a indústria do país, sendo que os principais recursos minerais extraídos no seu território são: cassiterita, volframite, ouro e coltan, que é usado na fabricação de dispositivos eletrônicos e de comunicação.
Kibuye - com uma população de 53.325 habitantes (estimativa 2015), é a oitava maior cidade de Ruanda
  A partir de 2010, o setor terciário passou a ser o principal setor da economia, principalmente o de serviços. Os principais elementos desse setor são os bancários e de negócios, comércio atacadista e varejista, hotéis e restaurantes, transporte, armazenamento, comunicação, seguros, imobiliária, serviços de negócios e de administração pública, entre outros.
  O turismo é a atividade que mais cresce no país, graças as belezas naturais e aos parques nacionais existentes em Ruanda.
Rwamagana - com uma população de 52.414 habitantes (estimativa 2015), é a nona maior cidade de Ruanda
CONFLITO ENTRE TUTSIS E HUTUS EM RUANDA
  Ruanda foi colônia belga desde o final da Primeira Guerra Mundial até o início da década de 1960, quando se tornou independente. Durante esse período, os belgas fomentaram a rivalidade entre os dois grupos étnicos que ocupavam essa região africana - tutsis e hutus - como estratégia para manter o domínio sobre Ruanda. Os tutsis tinham privilégio na administração belga, tornaram-se funcionários públicos, membros do exército colonial e conquistaram inclusive cargos importantes.
  Na década de 1960, o governo belga, para manter o domínio sobre a colônia, incentivou a ascensão dos hutus, buscando diminuir as discrepâncias entre a elite dominante tutsi e a maioria hutu, excluída.
Garoto cobre o rosto por causa do mal cheiro provocado pela quantidade de cadáveres espalhados pelo chão em Ruanda, em 1994
  Em 1962, após a conquista da independência, sob a liderança dos hutus, os tutsis passaram a ser perseguidos, aumentando os ressentimentos e desencadeando vários conflitos. Exilados nos países vizinhos, formaram a Frente Patriótica Ruandesa (FPR), retornando a Ruanda em 1990 e dando início a uma guerra civil que arrasou o país e produziu mais de 800 mortes e cerca de 2 milhões de refugiados.
  Em abril de 1994, o presidente Juvenal Habyarimana, de etnia hutu, morreu num acidente aéreo. Habyarimana retornava da Tanzânia, onde realizou uma negociação de paz com os rebeldes tutsis da FPR, que controlavam uma parte do norte de Ruanda. A explosão do avião sobre a capital Kigali desencadeou a fase mais violenta e dramática da guerra civil ruandesa. As principais vítimas foram os tutsis, incluindo mulheres e crianças, mortas a facões, foices e pauladas.
Juvenal Habyarimana (1937-1994)
  As milícias hutus avançaram contra vilarejos e cidades por todo o país, matando tudo que viam pela frente. Postos de controle foram estabelecidos nas ruas. Pessoas identificadas como membros da minoria tutsi eram sumariamente executados. Mais de 500 mil pessoas foram massacradas entre 7 de abril e 15 de julho de 1994. Quase todas as mulheres foram estupradas. Muitos dos 5 mil meninos nascidos dessas violações foram assassinados.
  O genocídio só terminou quando a Frente Patriótica Ruandesa derrotou o governo e se instalou definitivamente no poder.
  Diante dessas atrocidades os governos europeus e norte-americano e a ONU adotaram posições pouco eficazes para resolver os conflitos entre os grupos políticos e o genocídio promovido peças forças militares e pelas tropas para tentar conter o homicídio em massa;  contudo, elas não foram efetivas e, diante do desinteresse internacional, a ONU logo se retirou de Ruanda.
Soldados da FPR passam pelo corpo de mulher morta pela milícia hutu
  Em 8 de novembro de 1994, através da resolução 955 do Conselho de Segurança da ONU, foi criado o Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) para julgar os principais responsáveis pelo genocídio.
  O primeiro-ministro do governo interino ruandês, Jean Kambanda, foi julgado culpado e condenado por genocídio pelo TPIR. Cerca de 75% dos membros do governo interino foram presos. Vários ministros desse governo foram considerados culpados de participação no genocídio ou estão em fase de julgamento. Em 2011, alguns antigos chefes militares foram considerados culpados de genocídio.
  Em 1995, uma nova investida da FPR tomou Kigali e apoiou a presidência de um hutu (Pasteur Bizimungu), que se opunha ao massacre no país e realizou uma política de reconciliação entre as duas etnias. Mas o conflito entre tutsis e hutus ultrapassaram as fronteiras de Ruanda, chegando aos campos de refugiados na República Democrática do Congo (antigo Zaire), no Burundi e na Tanzânia.
  Em 2000, Paul Kagame tornou-se o primeiro tutsi a assumir a presidência do país. No entanto, os problemas entre os dois grupos étnicos, amenizados neste início de século, estão longe da solução definitiva, dada a violência da guerra.
Kibungo - com uma população de 51.344 habitantes (estimativa 2015), é a décima maior cidade de Ruanda
AS MULHERES LIDERAM A RECONSTRUÇÃO DE RUANDA
  Após a matança e o exílio de muitos homens, as mulheres passaram a compor 70% da população ruandesa.
  Nos últimos cinco anos cerca de 1 milhão de ruandeses saíram da pobreza, mas o salário médio do país é pouco mais de US$ 1 por dia. A expectativa de vida média é de pouco mais de 60 anos.
  A Constituição pós-genocídio, promovida pelo partido governista RPF, garante uma cota de 30% para congressistas femininas e também determina a igualdade de gêneros na educação, na posse de terras e na economia. Em Ruanda, as mulheres têm poder de revisar leis e colocar em prática medidas de combate à discriminação. O país está no topo da lista como o que tem o parlamento formado em sua maioria por mulheres, onde mais de 55% dos parlamentares são do sexo feminino.
  Porém, apesar das mulheres serem maioria, a violência doméstica afeta ainda muitas mulheres no país. Para muitas mulheres, a percepção é de que elas podem ir longe.
Ruanda é o país do mundo com o maior percentual de mulheres no Parlamento
ALGUNS DADOS DE RUANDA
NOME: República de Ruanda
CAPITAL: Kigali
Centro de Kigali - capital de Ruanda
GENTÍLICO: ruandês (a)
LÍNGUA OFICIAL: kinyarwanda, francês e inglês
GOVERNO: República Semipresidencialista
INDEPENDÊNCIA: da Bélgica, em 1 de julho de 1962
LOCALIZAÇÃO: África Centro-Oriental
ÁREA: 26.338 km² (145º)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa 2015): 11.884.257 habitantes (76°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 451,22 hab./km² (15°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população total e a superfície de um determinado território.
CRESCIMENTO VEGETATIVO (ONU - Estimativa 2015): 2,76% (21°). Obs: o crescimento vegetativo, crescimento populacional ou crescimento natural é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma  determinada população.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativa 2015):
Kigali: 1.072.646 habitantes
Kigali - capital e maior cidade de Ruanda
Butare: 99.491 habitantes
Butare - segunda maior cidade de Ruanda
Gitarama: 97.285 habitantes
Gitarama - terceira maior cidade de Ruanda
PIB (FMI - 2014): US$ 6,950 bilhões (141º). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano).
PIB PER CAPITA (FMI 2014): US$ 698 (164°). Obs: o PIB per capita ou renda per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado lugar dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre toda a população. 
IDH (ONU - 2014): 0,506 (151°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo os países em quatro grandes grupos: baixo (de 0,0 a 0,500), médio (de 0,501 a 0,800), elevado (de 0,801 a 0,900) e muito elevado (de 0,901 a 1,0).
Mapa do IDH dos países
EXPECTATIVA DE VIDA (ONU - 2014): 60,1 anos (163º). Obs: a expectativa de vida ou esperança de vida, expressa a probabilidade de tempo de vida média da população. Reflete as condições sanitárias e de saúde de uma população.
TAXA DE NATALIDADE (ONU - 2014): 40,16/mil (20º). Obs: a taxa de natalidade é a porcentagem de nascimentos ocorridos em uma população em um determinado período de tempo para cada grupo de mil pessoas, e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE (CIA World Factbook 2014): 16,09/mil (23º). Obs: a taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em uma determinada região por um período de tempo e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook - 2014): 62,51/mil (198°). Obs: a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período, e é contada de menor para maior.
TAXA DE FECUNDIDADE (Nações Unidas - 2015): 3,62 filhos/mulher (48º). Obs: a taxa de fecundidade refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início ao fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é contada de maior para menor.
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2014): 71,1% (170°). Obs: essa taxa refere-se a todas as pessoas com 15 anos ou mais que sabem ler e escrever.
TAXA DE URBANIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2014): 18,5% (184°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
MOEDA: Franco Ruandês
RELIGIÃO: católicos (56,1%), protestantes (37,1%), muçulmanos (4,6%), outras religiões/sem religião (1,7%), religião tradicional africana (0,5%).
DIVISÃO: Ruanda está dividida em 5 províncias (intara), as quais estão divididas em 30 distritos (akarere), que por sua vez estão compartimentadas em 418 municípios (umujvi). As províncias são: Kigali, Norte ou Nord, Sul ou Sud, Oeste ou Ouest e Leste ou Est.
Províncias de Ruanda
BURUNDI
  Encravado entre a Tanzânia, a República Democrática do Congo e Ruanda, Burundi está situado na África Centro-Oriental, ocupando um planalto dividido por vários vales profundos. Burundi está entre os países mais pobres do mundo e tem sua economia baseada no setor primário.
Mapa de Burundi
HISTÓRIA DE BURUNDI
  Os habitantes originais de Burundi eram o Twa, um povo pigmeu que atualmente compõe apenas 1% da população do país.
  A história recente de Burundi começa em 1885, na Conferência de Berlim, quando as potências europeias partilharam a maior parte do continente africano. O território do atual Burundi foi entregue à Alemanha. A chegada dos colonos alemães, a partir de 1906, agrava as antigas rivalidades entre os hutus (que compreendia a maior parte da população) e a minoria tutsi, que exercia um poder monárquico. Assim como aconteceu em Ruanda, os tutsis ganharam em Burundi o status de elite privilegiada, com acesso exclusivo à educação, às Forças Armadas e a postos na administração estatal.
  Após a Primeira Guerra Mundial, Burundi é unificado com Ruanda, ficando sob tutela da Bélgica, que mantém as prerrogativas dos tutsis. Em 1946, a tutela passa para a Organização das Nações Unidas.
  Em 1962,o país torna-se independente, sob a monarquia tutsi. Com a saída da força militar belga, a luta pelo poder transforma-se em conflito étnico e alcança toda a sociedade.
Gitega - com 30.958 habitantes (estimativa 2015) é a quarta mais populosa cidade de Burundi
  Os ressentimentos acumulados desde o período colonial explodem em 1965, quando uma rebelião hutu é esmagada pelo governo. No ano seguinte, a monarquia é derrubada por um golpe de Estado liderado pelo primeiro-ministro Michel Micombero, que proclama a república e assume a presidência. As décadas seguintes são marcadas por uma sucessão de golpes de Estado e intrigas palacianas entre os tutsis e pela perseguição aos hutus. Rebeliões entre 1972 e 1988 causam a morte de dezenas de pessoas.
  Uma das piores matanças da história de Burundi teve início em outubro de 1993, quando oficiais tutsis fuzilaram o primeiro presidente eleito democraticamente, o oposicionista hutu Melchior Ndadaye, que estava no cargo há quatro meses. Os hutus reagiram, provocando uma guerra civil que dura até os dias atuais, na qual já morreram mais de 200 mil pessoas e provocou mais de 1 de refugiados, boa parte se refugiando em Ruanda, na Tanzânia e na República Democrática do Congo.
Ngozi - com uma população de 24.860 habitantes (estimativa 2015), é a quinta maior cidade de Burundi
  Em fevereiro de 1994, o hutu Cyprien Ntaryamira é escolhido para assumir a presidência. Dois meses depois, Ntaryamira e o presidente de Ruanda, Juvenal Habyarimana, são mortos num atentado que derrubou o avião em que viajavam. Isto foi o estopim para uma nova fase da violência em Burundi e, sobretudo, em Ruanda. Em setembro de 1994, é formado um governo de transição chefiado pelo hutu Sylvestre Ntibantunganya.
  Os embates prosseguem até que o Exército, dominado pelos tutsis, dá um golpe de Estado, em 1886, e nomeia presidente o major Pierre Buyoya, que já tinha governado o país de 1987 a 1993. Nações vizinhas impõem sanções econômicas e isolam o Burundi, piorando a situação econômica do país, cuja base econômica é a agricultura, que foi bastante arrasada pela guerra. O déficit público cresce e a dívida externa passa a consumir mais da metade  do valor das exportações. Em 1998, começam as negociações para um processo de pacificação no Burundi.
Rutana - com uma população de 24.152 habitantes (estimativa 2015), é a sexta maior cidade de Burundi
  Depois de vários cessar-fogo abortados, um plano de paz de 2001 incluía um acordo de partilha do poder que tem sido relativamente bem sucedida. Buyoya comandou um novo governo de transição para os primeiros 18 meses; depois de abril de 2003, um presidente hutu, Domitien Ndayizeye, assumiu o poder.
  Em agosto de 2005, o ex-líder rebelde hutu Pierre Nkurunziza foi eleito presidente pelo Parlamento. A transferência pacífica de poder de um líder eleito democraticamente parecia indicar que a guerra civil de 12 anos em Burundi havia chegado ao fim.
  Porém, no dia 20 de maio de 2015, Nkurunziza adiou as eleições parlamentares e municipais para 5 de junho, provocando protestos e confrontos entre a polícia e manifestantes. A estratégia do presidente é de disputar um terceiro mandato, que para os golpistas isso é inconstitucional.
Burundinenses protestam contra o desejo do presidente do país, Pierre Nkurunziza, de disputar seu terceiro mandato
GEOGRAFIA DE BURUNDI
  Burundi é um pequeno país interior da região dos Grandes Lagos africanos. É em geral, um país montanhoso, especialmente no lado ocidental, com um planalto que ocupa quase todo o leste, na fronteira com a Tanzânia. O país faz divisa ao norte com Ruanda, a leste com a Tanzânia, a noroeste com a República Democrática do Congo e com o lago Tanganica a oeste. A altitude mínima de Burundi é de 772 metros e o seu ponto culminante é o monte Heha, com uma altitude de 2.670 metros. A altitude média do país é de 1.700 metros.
Monte Heha - ponto culminante de Burundi
  O clima predominante em Burundi é o equatorial de altitude, com temperaturas médias anuais que variam entre 17 e 23 graus. A precipitação média anual é em torno de 1.500 mm, distribuída por duas estações úmidas (fevereiro-maio e setembro-novembro), intercaladas por duas estações secas (setembro-novembro e dezembro-janeiro).
  A vegetação predominante nos arredores do Lago Tanganica é a tropical, composta principalmente por palmeiras e bananeiras. No resto do país, a zona montanhosa apresenta uma vegetação exuberante, graças a presença de lagos, rios, colinas e bosques com muitos pinheiros. Quanto à fauna, destacam-se hipopótamos, cobras, crocodilos e macacos verdes.
Paisagem de Burundi
  Dentre as reservas florestais de Burundi destaca-se o Parque Natural Rusizi. Essa reserva natural está localizada a 15 quilômetros da capital Bujumbura e é o lar de crocodilos, hipopótamos e sitatungas (espécie de antílope). O parque é dividido em duas partes: a maior parte fica na margem oriental do rio Rusizi, enquanto que a parte inferior forma o delta do Rusizi, no ponto de entrada do lago Tanganica.
  Cerca de 50% do Parque Nacional de Rusizi é coberto por floresta, seguido por 23% de cobertura artificial, 18% de arbustos e 7% de pastagens.
Hipopótamos no Parque Nacional de Rusizi
  Outra reserva natural importante do país é a Reserva Natural do Lago Rweru. Esta reserva está localizada no norte do país, possuindo uma rica flora e fauna. O lago cobre uma área de 425 km²m e a área total protegida é de mais de 8000 km².
  A Reserva Natural do Lago Rweru é ocupada por 27% de floresta, 45% de vegetação arbustiva e 27% de pastagens. O restante é utilizado para fins agrícolas e para a pesca.
  O lago Rweru está localizado entre o norte de Burundi e o sul de Ruanda, possuindo uma área de 18 km² na direção norte-sul e uma largura de 14,5 km de leste-oeste.
Reserva Natural do Lago Rweru
  A hidrografia de Burundi é formada por lagos e rios. Além do lago Rweru, destaca-se também o lago Tanganica, que é o segundo maior lago da África e é partilhado, além de Burundi, pela Tanzânia, pela República Democrática do Congo e pela Zâmbia.
  O lago Tanganica está localizado no braço ocidental do Grande Vale do Rift, a uma altitude de 782 metros, estendendo-se por uma área de 673 km² no sentido norte-sul, e é o mais longo lago do mundo.
Lago Tanganica, em Bujumbura - Burundi
  Outro lago presente no país é o lago Cohoha, que é um pequeno lago partilhado pela Ruanda e por Burundi.
  Dentre os rios presentes no território de Burundi estão os rios Kagera, Ruvubu e o rio Ruzizi.
  O rio Kagera nasce no monte Heha e serve de fronteira entre Ruanda e Tanzânia  e entre a Tanzânia e Uganda, desaguando no lago Vitória. É o maior afluente do lago Vitória.
  O rio Ruvubu possui cerca de 300 km de comprimento e nasce no norte de Burundi, perto da cidade de Kavanza e, após um arco em direção sul do país, recebe as águas do rio Ruvyironza. A partir daí, segue em direção nordeste, através do Parque Nacional Ruvubu até a fronteira com a Tanzânia. Depois de um trecho ao longo da fronteira, o Ruvubu atravessa a Tanzânia, até desaguar no rio Nyabarongo, na fronteira entre a Tanzânia e Ruanda, onde forma o rio Kagera.
Encontro dos rios Kagera e Ruvubu, entre a Tanzânia e Uganda
  O rio Rusizi flui desde o Lago Kivu (na fronteira entre a República Democrática do Congo e Ruanda) até o lago Tanganica. Esse rio forma a fronteira sul entre Ruanda e a República Democrática do Congo, e, junto com o lago Tanganica, a fronteira entre a República Democrática do Congo e Burundi.
Rio Rusizi
ECONOMIA DE BURUNDI
  Burundi é um país interior (sem saída para o mar), com um setor industrial pouco desenvolvido. A economia do país é baseada no setor agropecuário, onde mais de 90% da força de trabalho concentra-se na agricultura, a maior parte da qual pratica a agricultura de subsistência.
  Burundi é um dos países mais pobres do mundo. Aliado à pobreza, os constantes conflitos internos e nos seus vizinhos contribuem para aumentar esse quadro deficitário econômico.
Bururi - com uma população de 22.819 habitantes (estimativa 2015), é a sétima maior cidade de Burundi
  Embora Burundi seja potencialmente capaz de tornar-se autossuficiente na produção de alimentos, a guerra civil, a superpopulação (em relação ao pequeno território) e a erosão do solo afastaram a tese da autossuficiência produtiva do país.
  O principal produto cultivado no país é o café, que é responsável por mais de 70% das exportações. A dependência em relação ao café aumentou a vulnerabilidade de Burundi devido às turbulências  econômicas internacionais. Além do café, o país exporta também banana e algodão cru.
Makamba - com uma população de 22.706 habitantes (estimativa 2015), é a oitava maior cidade de Burundi
  A atividade industrial se concentra somente na capital, Bujumbura, onde existe um pequeno setor de manufaturas. A ajuda externa é um grande complemento da renda do país, principalmente a ajuda oriunda da Bélgica, França e Alemanha.
  A falta de acesso a serviços financeiros é um problema grave para a maioria da população, especialmente nas áreas densamente povoadas: apenas pouco mais de 3% da população total do país possui contas bancárias, e menos de 1% utiliza os serviços de empréstimos bancários.
Kayanza - com uma população de 22.476 habitantes (estimativa 2015), é a nona maior cidade de Burundi
ALGUNS DADOS DE BURUNDI
NOME: República do Burundi
CAPITAL: Bujumbura
Rua de Bujumbura - capital de Burundi
GENTÍLICO: burundiano, burundinense, burundinês
LÍNGUA OFICIAL: francês, kirundi
GOVERNO: República Presidencialista
INDEPENDÊNCIA: da Bélgica, em 1 de julho de 1962
LOCALIZAÇÃO: África Centro-Oriental
ÁREA: 27.834 km² (143º)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa 2015): 10.590.085 habitantes (89°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 380,47 hab./km² (16°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população total e a superfície de um determinado território.
CRESCIMENTO VEGETATIVO (ONU - Estimativa 2015): 3,90% (2°). Obs: o crescimento vegetativo, crescimento populacional ou crescimento natural é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma  determinada população.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativa 2015):
Bujumbura: 425.408 habitantes
Bujumbura - capital e maior cidade de Burundi
Muyinga: 82.163 habitantes
Muyinga - segunda maior cidade de Burundi
Ruyigi: 44.457 habitantes
Ruyigi - terceira maior cidade de Burundi
PIB (FMI - 2014): US$ 2,530 bilhões (158º). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano).
PIB PER CAPITA (FMI 2014): US$ 303 (182°). Obs: o PIB per capita ou renda per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado lugar dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre toda a população. 
IDH (ONU - 2014): 0,389 (180°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo os países em quatro grandes grupos: baixo (de 0,0 a 0,500), médio (de 0,501 a 0,800), elevado (de 0,801 a 0,900) e muito elevado (de 0,901 a 1,0).
Mapa do IDH dos países
EXPECTATIVA DE VIDA (ONU - 2014): 53,6 anos (181º). Obs: a expectativa de vida ou esperança de vida, expressa a probabilidade de tempo de vida média da população. Reflete as condições sanitárias e de saúde de uma população.
TAXA DE NATALIDADE (ONU - 2014): 41,97/mil (15º). Obs: a taxa de natalidade é a porcentagem de nascimentos ocorridos em uma população em um determinado período de tempo para cada grupo de mil pessoas, e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE (CIA World Factbook 2014): 13,46/mil (36º). Obs: a taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em uma determinada região por um período de tempo e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook - 2014): 59,64/mil (187°). Obs: a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período, e é contada de menor para maior.
TAXA DE FECUNDIDADE (Nações Unidas - 2015): 5,66 filhos/mulher (6º). Obs: a taxa de fecundidade refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início ao fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é contada de maior para menor.
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2014): 67,2% (183°). Obs: essa taxa refere-se a todas as pessoas com 15 anos ou mais que sabem ler e escrever.
TAXA DE URBANIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2014): 10,8% (193°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
MOEDA: Franco de Burundi
RELIGIÃO: católicos (62,1%), protestantes (23,9%), muçulmanos (2,5%), outras religiões/sem religião (11,5%).
DIVISÃO: o Burundi está dividido em 17 províncias. As províncias subdividem-se em 117 comunas, e estas em 2.639 colinas. As províncias são: Bubanza, Bujumbura Mairie, Bujumbura Rural, Bururi, Cankuzo, Cibitoke, Gitega, Karuzi, Kayanza, Kirundo, Makamba, Muramyya, Muyinga, Mwaro, Ngozi, Rutana e Ruyigi.
Províncias de Burundi
FONTE: Silva, Ângela Corrêa da
Geografia: contexto e redes / Ângela Corrêa da Silva, Nelson Bacic Olic, Ruy Lozano. - 1. ed. - São Paulo: Moderna, 2013.

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