domingo, 21 de fevereiro de 2016

MALI: UM DOS PAÍSES MAIS POBRES DO MUNDO, MAS QUE JÁ FOI UM DOS MAIORES E MAIS PODEROSOS REINOS DA ÁFRICA

  Mali é um país interior do continente africano, sendo cortado no meio pelo deserto do Saara. Faz divisa com sete países: Argélia ao norte, Níger ao leste, Mauritânia e Senegal a oeste, Costa do Marfim, Guiné e Burkina Fasso ao sul. É formado por oito regiões e seus principais recursos naturais são ouro, urânio e sal. O atual território do Mali foi sede de três impérios da África Ocidental que controlava o comércio transaariano: o Império de Gana, o Império de Mali (que deu o nome ao país), e o Império Songhai.
  No final do século XIX, o Mali ficou sob o controle da França, tornando-se parte do Sudão Francês. Em 1960, conquistou a independência, juntamente com o Senegal, tornando-se a Federação do Mali. Um ano mais tarde, a Federação do Mali se dividiu em dois países: Mali e Senegal. Atualmente, quase a metade de sua população vive abaixo da linha de pobreza, com menos de 1 dólar por dia.
Mapa de localização de Mali
HISTÓRIA
  Com uma antiga história de ricos reinos africanos, entre os quais o famoso Império de Gana e Império de Mali, o Mali foi ocupado pelos franceses no final do século XIX, fazendo parte do Sudão Francês, em 1890, com um governador estacionado em Kayes.
  O Reino de Mali se consolidou quando o príncipe Sundiata Keita, por volta de 1230, tornou-se o soberano de Mali, fixando a capital em Niani. Ampliando progressivamente seus domínios, no início do século XIV esse reino já alcançava a costa do Atlântico e o interior do Saara e controlava várias cidades e as rotas comerciais saarianas. Ficaram famosas, pelo luxo e riqueza das caravanas, as peregrinações de seus governantes a Meca, a terra santa dos muçulmanos. O Reino de Mali também se destacou pela fundação de mesquitas e centros de estudos que contavam com arquitetos trazidos do Oriente Próximo.
  A sociedade do Império do Mali foi dividida em trinta grandes clãs, alguns de artesãos, outros de guerreiros, outros de homens livres. Os casamentos eram regulados por castas, sendo proibidos casamentos entre castas diferentes. O Império Mali era agrícola, com o domínio da cultura do algodão e do amendoim.
Mapa do Império Mali
  O apogeu do Império do Mali teve início no século XIV com o governo de Mansa Mussa. O governo de Mansa Mussa, foi o responsável por converter todo o império ao islamismo. Em sua peregrinação à Meca, Mansa Mussa teve o acompanhamento de cerca de 15 mil homens, 100 camelos e uma quantidade expressiva de ouro. Nessa peregrinação, ele trouxe para Mali vários mercadores e sábios que ajudaram na divulgação da religião islâmica. Trouxe também o poeta-arquiteto Abu Issak, conhecido também como Esseheli, que planejou a grande mesquita Djingareiber.
  Quando retornou ao seu Império, Mansa Mussa determinou a construção de escolas islâmicas na capital do Império, Niani. Assim, a capital, que era conhecida por ser um grande centro comercial, ficou conhecida também como um grande centro de estudos religiosos.
Grande Mesquita de Djingareiber, em Tombuctu - Mali
  A queda do Império do Mali está relacionada às lutas internas pela posse do trono, o crescimento do Império de Gao e os levantes dos reinos vassalos. Os Peules, iniciaram um movimento de resistência liderados por Djadjé, no começo do século XV, ao mesmo tempo em que povos do Tekrur se aliaram aos estados Volofos, e as províncias do leste eram anexados por Gao.
  No século XVI, em razão de frequentes invasões e saques, o Reino de Mali foi sobrepujado pelo Reino de Songai, até então seu vassalo. O Império Songai ganhou a independência do Império Mali gradualmente, abrangendo a extremidade oriental deste império. Sua queda foi resultado de uma invasão berbere em 1591, marcando o fim do papel regional da encruzilhada comercial. Após o estabelecimento de rotas marítimas pelas potências europeias, as rotas comerciais transaarianas perderam sua importância.
Rotas transaarianas entre os séculos XV e XVI
  Na era colonial, Mali ficou sob o controle francês no fim do século XIX. Em 1905, todo o seu território estava sob o controle francês, fazendo parte do Sudão Francês. No início de 1959, Mali e Senegal se uniram formando a Federação do Mali, que conquistou sua independência em 20 de agosto de 1960. A retirada da Federação Senegalesa permitiu que a ex-república sudanesa formasse a Federação do Mali, em 22 de setembro de 1960. Modibo Keita, que foi primeiro-ministro da Federação do Mali até sua dissolução, foi eleito o primeiro presidente. Keita estabeleceu o unipartidarismo, adotando uma orientação africana independente e socialista, com fortes laços com a União Soviética, realizando uma ampla nacionalização dos recursos econômicos.
Modibo Keita (1915-1977) - primeiro presidente do Mali
  Em 1968, como resultado de um crescente declínio econômico, o mandato de Keita foi derrubado por um sangrento golpe militar liderado por Moussa Traoré. O regime militar subsequente, sob a liderança de Traoré, realizou amplas reformas econômicas. Seus esforços, porém, foram frustrados pela instabilidade política e uma devastadora seca que ocorreu entre 1968 e 1974. O regime de Traoré enfrentou distúrbios estudantis que começaram no final dos anos 1970, além de três tentativas de golpes de Estado. As divergências foram suprimidas no final da década de 1980.
  O governo tentou implantar reformas econômicas, mas sua popularidade entre a população diminuiu cada vez mais. Em resposta à crescente demanda por uma democracia pluripartidária, Traoré consistiu uma liberalização política limitada, mas negou a marcar o início de um pleno sistema democrático.
Moussa Traoré - ex-presidente do Mali
  Em 1990, começaram a surgir novos movimentos de oposição coerentes, mas estes processos foram interrompidos pelo aumento da violência étnica no norte do país, devido ao retorno de vários tuaregues que estavam exilados.
  Novos protestos contra o governo ocorreram em 1991, levando a um novo golpe de Estado, que seguiu-se a um governo de transição e a realização de uma nova Constituição. Em 1992, Alpha Oumar Konaré venceu as primeiras eleições democráticas do país. Após sua reeleição, em 1997, Konaré impulsionou reformas político-econômicas e lutou em combater a corrupção. Em 2002, Konaré foi substituído por Amadou Toumani Touré, general que liderou um outro golpe de Estado contra os militares e impôs a democracia.
  O Mali vinha sendo um dos países mais estáveis da África no âmbito político e social. Em outubro de 2011, porém, rebeldes da etnia tuaregue lançaram uma rebelião, após conseguirem armas na Líbia. Em 21 de março de 2012, um golpe militar derrubou o governo do presidente Touré. Meses depois, grupos islâmicos capturaram Timbuktu, Kidal e Gao, que estavam sob o controle dos tuaregues, e começaram a destruir lugares e manuscritos sagrados para os muçulmanos, além de imporem a sharia, como é chamada a lei islâmica.
Koutiala - com uma população de 120.564 habitantes (estimativa 2016), é a quarta maior cidade do Mali
  Em janeiro de 2013, a França enviou tropas ao Mali para combater radicais islâmicos, que haviam capturados diversos territórios no norte do país. Um dos locais capturados pelos extremistas ligados à rede terrorista Al-Qaeda, foi a antiga cidade de Timbuktu, que fica no deserto e é um centro histórico do estudo do islamismo.
  Em 20 de novembro de 2015, durante um cerco, mais de 170 pessoas foram feitas reféns e dezoito foram mortas em um hotel na capital do país, Bamako. A Al-Qaeda do Magreb Islâmico e um de seus ramos na região, o grupo radical islâmico Al-Murabitoun, reivindicaram a autoria do atentado.
  Jihadistas radicados no deserto, frequentemente lançam ataques com foguetes e mísseis contra as bases da ONU (Organização das Nações Unidas), especialmente quando a lua está cheia, pois a maior luminosidade ajuda na identificação dos alvos nos campos.
Kayes - com uma população de 118.272 habitantes (estimativa 2016) é a quinta maior cidade do Mali
GEOGRAFIA
  Mali é um país sem saída para o mar, situado na África Ocidental. Possui 7.243 km de fronteiras com sete países que limita: Argélia ao norte e a leste, Mauritânia e Senegal ao oeste, Níger a leste, Burkina Fasso a sudeste, Costa do Marfim ao sul, e Guiné a sudoeste. A maior parte do país é cortado pelo deserto do Saara, o que faz com que Mali tenha um clima quente, sendo comum a ocorrência de tempestades de poeira que se formam durante o período de secas.
  O território do Mali é essencialmente plano, com algumas regiões montanhosas. O relevo do país é formado por planícies e planaltos, sendo que o ponto culminante é o monte Hombori Tondo, com uma altitude de 1.155 metros acima do nível do mar, que está localizado no sudeste de Mali. No nordeste, está situado o Adrar des Ifoghas, um grande complexo maciço de rochas areníticas, rico em restos arqueológicos, em especial desenhos inscritos nas rochas e restos humanos dos habitantes de eras anteriores. No sudoeste, encontram-se as montanhas Bambouk.
Monte Hombori Tondo - ponto culminante do Mali
  Os recursos naturais do país são consideráveis, sendo que o ouro, o urânio, o fosfato, o caulim, o sal e o calcário são os mais explorados. Devido à intensa exploração dos recursos naturais, o Mali vem enfrentando graves problemas ambientais, como a desertificação, o desmatamento, a erosão do solo e a contaminação das águas.
  Dois importantes rios africanos, fazem parte da hidrografia do Mali: os rios Senegal e Níger. O clima varia de subtropical no sul, ao árido no norte. A estação chuvosa vai do final de junho a dezembro. Durante este período, é comum ocorrerem inundações do rio Níger em parte da região que ele drena. A vegetação da parte mais ao sul é a savana e na parte coberta pelo deserto do Saara, predomina a vegetação desértica.
Área degradada no Mali
DEMOGRAFIA
  Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,419, o Mali é um dos países com uma das piores qualidades de vida do planeta. O país apresenta uma baixa expectativa de vida (49,99 anos), elevada taxa de mortalidade infantil (109,08/mil pessoas nascidas vivas) e uma taxa de analfabetismo bastante alta (72,3%).
  A população do Mali abrange um grande número de grupos étnicos da África Subsaariana, dos quais a maioria tem concordâncias histórico-culturais, linguísticas e religiosas. O maior grupo étnico do país é o bambara, que corresponde a cerca de 39,5% da população. Outras etnias importantes do país são: peul (17%), voltaic (12%), songhai (8%), tuaregue (8%), moor (5%). Outros grupos compõem o resto da população, como o soninke, o khassonké, o malinka, entre outros. Historicamente, o Mali tem tido boas relações interétnicas, mas existem tensões entre os songhais e os tuaregues.
  A língua oficial do Mali é o francês, mas existem vários dialetos locais. Cerca de 80% da população do Mali se comunica na língua Bambara, que é a principal língua veicular e de comércio do país.
Ségou - com uma população de 112.311 habitantes (estimativa 2016) é a sexta maior cidade do Mali
ECONOMIA
  O Mali é um dos países mais pobres do planeta. A agropecuária é responsável por empregar aproximadamente 70% da PEA (População Economicamente Ativa), em especial no cultivo do algodão, que é o principal produto cultivado no país. Porém, devido ao intenso processo de desertificação, a agricultura vem sendo bastante prejudicada nas últimas décadas. Além do algodão, o Mali produz arroz, legumes e milho. O setor industrial é pouco desenvolvido, cujo principal produto desse setor é o têxtil. Os principais recursos naturais com potencial econômico do país são o urânio e o ouro.
Gao - com uma população de 105.574 habitantes (estimativa 2016) é a sétima maior cidade do Mali
  Mali implementou um programa de ajuste econômico que resultou no crescimento de sua economia e a redução dos salários negativos. O plano de aumento das condições socioeconômicas permitiu que o país ingressasse na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 1995. A partir do ingresso do país nessa organização, o seu produto interno bruto (PIB) aumentou significativamente.
  Em 1991, com a ajuda da Associação Internacional de Desenvolvimento, o país facilitou a implementação dos códigos de mineração. O ouro é extraído na região sul, que também conta com a extração de outros produtos, como o caulim, o fosfato, o sal e o calcário. O surgimento do ouro como o principal produto de exportação no final da década de 1990, ajudou a atenuar o impacto negativo da crise do algodão.
Nioro du Sahel - com uma população de 95.145 habitantes (estimativa 2016) é a oitava maior cidade do Mali
  O Mali é muito dependente da ajuda externa e sua economia é bastante vulnerável às flutuações dos preços do algodão nos mercados mundiais. Em 1997, o governo implementou um programa de ajustamentos em sua economia. Com a entrada do país na OMC, várias empresas transnacionais se instalaram no país, principalmente as mineradoras, que buscavam explorar uma das suas principais riquezas naturais, o ouro.
Markala - com uma população de 65.211 habitantes (estimativa 2016) é a nona maior cidade do Mali
CULTURA
  As tradições musicais malianas derivam de griots (ou Djeli), conhecidas como "Guardiões da Memória", que exercem a função de transmitir a história do país. A música do Mali é diversificada e possui diferentes gêneros. Alguns músicos são bastante influentes, como Toumani Diabaté e Mamadou Diabaté, intérpretes de um instrumento musical chamado kora; o guitarrista Ali Farka Touré, que combinava a música tradicional do Mali com um gênero vocal denominado blues; grupos musicais tuaregues, como Tinariwen e Tamikreste; artistas como Salif Keita, Amadou Samp, entre outros.
  A maioria dos habitantes de Mali usam trajes coloridos e fluídos chamados de boubou, típico da África Ocidental. Os malienses participam frequentemente de festas, bailes e celebrações tradicionais. O arroz e o milho são os principais alimentos do país, cuja culinária se baseia em grãos de cereais, que são preparados com salsas feitas de folhas.
Kolokani - com uma população de 59.187 habitantes (estimativa 2016) é a décima maior cidade do Mali
ALGUNS DADOS DO MALI
NOME: República do Mali
CAPITAL: Bamako
Centro de Bamako
GENTÍLICO: maliano (a), malinês (a), malês (a).
LÍNGUA OFICIAL: malês
GOVERNO: República Semipresidencialista
INDEPENDÊNCIA: da França, em 22 de setembro de 1960
LOCALIZAÇÃO: África Ocidental
ÁREA: 1.240.192 km² (23º)
POPULAÇÃO (ONU - Estimativa 2016): 18.131.520 habitantes (63°)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 14,62 hab./km² (176°). Obs: a densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre a população total e a superfície de um determinado território.
CRESCIMENTO VEGETATIVO (ONU - Estimativa 2015): 3,02% (12°). Obs: o crescimento vegetativo, crescimento populacional ou crescimento natural é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma  determinada população.
CIDADES MAIS POPULOSAS (Estimativa 2016):
Bamako: 2.191.551 habitantes
Bamako - capital e maior cidade do Mali
Sikasso: 150.154 habitantes
Sikasso - segunda maior cidade do Mali
Mopti: 138.458 habitantes
Mopti - terceira maior cidade do Mali
PIB (FMI - 2015): US$ 9,603 bilhões (125º). Obs: o PIB (Produto Interno Bruto), representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano).
PIB PER CAPITA (FMI 2015): US$ 656 (167°). Obs: o PIB per capita ou renda per capita é o Produto Interno Bruto (PIB) de um determinado lugar dividido por sua população. É o valor que cada habitante receberia se toda a renda fosse distribuída igualmente entre toda a população. 
IDH (ONU - 2015): 0,419 (179°). Obs: o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais, variando de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e PIB per capita. A classificação é feita dividindo os países em quatro grandes grupos: baixo (de 0,0 a 0,500), médio (de 0,501 a 0,800), elevado (de 0,801 a 0,900) e muito elevado (de 0,901 a 1,0).
  acima de 0,900
    0,850-0,899
   0,800-0,849
   0,750-0,799
   0,700-0,749
  0,650–0,699
   0,600–0,649
   0,550–0,599
   0,500–0,549
   0,450–0,499
  0,400–0,449
   0,350–0,399
   0,300–0,349
   abaixo de 0,300
   Sem dados
EXPECTATIVA DE VIDA (ONU - 2015): 49,99 anos (184º). Obs: a expectativa de vida ou esperança de vida, expressa a probabilidade de tempo de vida média da população. Reflete as condições sanitárias e de saúde de uma população.
TAXA DE NATALIDADE (ONU - 2015): 49,61/mil (2º). Obs: a taxa de natalidade é a porcentagem de nascimentos ocorridos em uma população em um determinado período de tempo para cada grupo de mil pessoas, e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE (CIA World Factbook 2015): 16,89/mil (18º). Obs: a taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em uma determinada região por um período de tempo e é contada de maior para menor.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (CIA World Factbook - 2015): 109,08/mil (220°). Obs: a taxa de mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período, e é contada de menor para maior.
TAXA DE FECUNDIDADE (CIA World Factbook - 2015): 6,06 filhos/mulher (3º). Obs: a taxa de fecundidade refere-se ao número médio de filhos que a mulher teria do início ao fim do seu período reprodutivo (15 a 49 anos), e é contada de maior para menor.
TAXA DE ALFABETIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2015): 27,7% (201°). Obs: essa taxa refere-se a todas as pessoas com 15 anos ou mais que sabem ler e escrever.
TAXA DE URBANIZAÇÃO (CIA World Factbook - 2015): 32,5% (154°). Obs: essa taxa refere-se a porcentagem da população que mora nas cidades em relação à população total.
MOEDA: Franco CFA
RELIGIÃO: islamismo (80,7%), crenças tradicionais (16,3%), cristianismo (2,7%), sem religião ou ateus (0,3%).
DIVISÃO: o Mali está dividido administrativamente em oito regiões e um distrito (o Distrito da Capital - Bamako). As regiões do Mali são: Gao, Kayes, Kidal, Koulikoro, Mopti, Segou, Sikasso e Timbuktu. As regiões estão subdivididas em 49 Circles (Círculos).
Divisão administrativa do Mali
FONTE: Vicentino, Cláudio
História geral e do Brasil / Cláudio Vicentino, Gianpaolo Dorigo. - 2. ed. - São Paulo: Scipione, 2013.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

AS PRINCIPAIS ATRAÇÕES TURÍSTICAS DA PARAÍBA

  O turismo é uma fonte de divisas que contribui para o desenvolvimento de uma região. Na Paraíba, esta atividade vem se desenvolvendo devido, principalmente, às suas potencialidades, graças a uma diversidade de paisagens que varia desde praias de águas mornas e areias brancas, "onde o sol nasce primeiro no Brasil", até as serras e depressões sertanejas.
  João Pessoa e Campina Grande, as duas maiores cidades paraibanas, são também as que mais investem no turismo, principalmente em serviços e infraestrutura, como estrutura viária, hotelaria e lazer.
Bananeiras - PB
  Dentre as principais atrações turísticas da Paraíba, destacam-se:
Jardim Botânico Benjamin Maranhão
  O Jardim Botânico Benjamim Maranhão, popularmente conhecido como Mata do Buraquinho, está situado em João Pessoa, e foi criado por meio do decreto-lei nº 21.264, de 28 de agosto de 2000 pelo governo do Estado da Paraíba. Possui 515 hectares e é a maior floresta semi-equatorial nativa plana densamente cercada por área urbana do mundo. Em 1856, a Mata do Buraquinho era chamada de Sítio Jaguaricumbe. O rio Jaguaribe, atravessa a reserva e corta 23 bairros da capital paraibana.
  Além de área de lazer, o Jardim Botânico tem o objetivo de estudar espécies da fauna e flora, já que o parque conta com espécies animais e vegetais típicas da Mata Atlântica. Na área do parque são desenvolvidas atividades de educação ambiental e preservação do patrimônio genético das plantas.
  Dentre as principais espécies de plantas encontradas no parque estão a sucupira, massaranduba, cajazeira, copiúba, dendê, pau-pombo, várias espécies de orquídeas e bromélias, entre outras. Entre os animais, destacam-se os saguis, tamanduá-mirim, cutia, raposa, preá, bicho-preguiça, borboletas, cobras e varias espécies de pássaros.
Jardim Botânico Benjamin Maranhão, em João Pessoa
Barra de Mamanguape
  Barra de Mamanguape é um distrito da cidade paraibana de Rio Tinto. Com o intuito de proteger o peixe-boi-marinho e o ecossistema de manguezal, foi criada em 1993 a Área de Proteção Ambiental da Barra do Rio Mamanguape. O lugar onde o rio Mamanguape encontra o mar é um dos trechos mais bonitos do litoral paraibano, onde conjunto de corais podem ser vistos quando a maré está baixa.
  Na Barra do Rio Mamanguape, o Ibama realiza um importante projeto de preservação ambiental, o Projeto Peixe-Boi-Marinho, um animal que, por causa da caça indiscriminada, é uma das espécies mais ameaçadas de extinção do Brasil.
Barra do Rio Mamanguape, em Rio Tinto - PB

Parque Estadual Mata do Pau-Ferro
  O Parque Estadual Mata do Pau-Ferro é uma unidade de conservação e está situado no Sítio Vaca Brava, no município de Areia, e tem como objetivo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais da região, além de possibilitar a realização de estudos, pesquisas e trabalhos de interesses científicos e oferecer condições  para recreação, turismo e realização de atividades educativas e de consciência ecológica.
  Este parque foi criado por meio do decreto nº 14.832, de 19 de outubro de 1992, pelo Governo do Estado, possuindo uma área de 600 hectares. Em 4 de agosto de 2005, por meio do decreto nº 26.098, o Parque Estadual da Mata do Pau-Ferro foi recategorizada como parque estadual.
  O parque é formado por fragmentos de um tipo específico de Mata Atlântica, denominada de brejos de altitude, e apresenta algumas plantas endêmicas, como a Erythroxylum pauferrense, uma espécie comum no parque, popularmente conhecido como pau-ferro.
  A unidade abriga ainda uma diversidade significativa de aves, e é reconhecida como Área Importante para Preservação de Aves (IBA), além de proteger mananciais de alguns afluentes da bacia do rio Mamanguape. No parque encontra-se a barragem Vaca Brava, que abastece parte da região do Brejo Paraibano.
    Visão geral do Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, em Areia - PB
Parque Estadual Pico do Jabre
  O Pico do Jabre está localizado no município de Matureia e, com uma altitude de 1.197 metros acima do nível do mar, é o ponto culminante da Paraíba e um dos mais elevados do Nordeste. O Parque Estadual Pico do Jabre foi criado para proteger a fauna e a flora da região e possui uma área aproximada de 500 hectares.
  O Pico do Jabre caracteriza-se pela presença de afloramentos rochosos (granitos e gnáissicos) e pela vegetação semicaducifólia e subxerófila, conhecida como "mata serrana", com elementos florísticos característicos da mata úmida e da caatinga. Durante as frentes frias que chegam do Polo Sul no inverno, a temperatura chega a poucos graus positivos, com sensação térmica inferior a zero grau.
  O entorno do Parque Estadual do Pico do Jabre abrange cinco municípios, que têm como principal atividade econômica a agricultura e a pecuária extensiva.
Pico do Jabre, em Matureia - PB: ponto culminante da Paraíba
Floresta Natural da Restinga de Cabedelo
  Conhecida popularmente como Mata da AMEM, a Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo, é uma Unidade de Conservação Federal, vinculada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Possui uma extensão aproximada de 123 hectares e está localizada entre os municípios de João Pessoa e Cabedelo. Essa unidade de conservação abriga um dos últimos fragmentos de mata atlântica em restinga da Paraíba.
  Essa unidade de conservação foi criada em junho de 2004 com o objetivo de preservar os manguezais e a vegetação herbácea de restinga. No entorno dessa unidade de conservação encontra-se o estuário do rio Paraíba.
  As principais ameaças para a conservação da biodiversidade do parque estão relacionadas a expansão urbana, ao isolamento do fragmento e a poluição por esgotos domésticos e gases oriundos do transporte urbano.
Floresta Natural da Restinga de Cabedelo, em Cabedelo - PB
Estação Ecológica do Pau-Brasil
  A Estação Ecológica do Pau-Brasil é uma unidade de conservação que está situada no município de Mamanguape, e tem como objetivo principal conservar um fragmento específico de Mata Atlântica. A estação foi criada através do Decreto Estadual nº 22.881, de 25 de março de 2002, devido a importância e abundância da espécie Cesalpinia echinata, popularmente conhecida como pau-brasil, árvore símbolo do país.
  A administração dessa estação ecológica está a cargo da Sudema, que busca recursos financeiros e humanos para efetivar sua implantação, já que a área vem sofrendo com um conflito pela posse da terra entre posseiros, fazendeiros e o Governo da Paraíba.
  A estação é uma das áreas protegidas mais restritivas entre as existentes na Paraíba, sendo permitida a visitação de estudantes e pesquisadores autorizados.
Estação Ecológica do Pau-Brasil, em Mamanguape - PB
Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha
  O Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha está localizado no município de Cabedelo e apresenta uma área de 230 hectares, tendo sido criado por meio do decreto estadual nº 21.263 de 28 de agosto de 2000.
  O ponto central do parque é a ilha de Areia Vermelha, que é um banco de areia de cerca de dois quilômetros de comprimento por um de largura, em frente à praia de Camboinha.
  O parque tem como objetivos: proteger e preservar integralmente os recursos naturais do ecossistema (coroa, recifes, piscinas naturais), a fauna e a flora marinha; despertar nos visitantes a consciência ecológica e conservacionista; controlar e ordenar o turismo sustentável e as demais atividades econômicas compatíveis com a conservação ambiental; gerenciar e fiscalizar a área para a utilização racional do espaço; controlar e fiscalizar as atividades degradadoras, e; garantir a integridade da paisagem.
Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo - PB
Serra do Teixeira
  A Serra do Teixeira é uma formação montanhosa localizada na microrregião da Serra do Teixeira. A denominação da serra é atribuída a Francisco da Costa Teixeira, que visitou a região em 1761. A principal cidade da região é Teixeira. O Pico do Jabre, ponto culminante da Paraíba, faz parte dessa serra.
  Por possuir um clima mais ameno e úmido em relação às áreas circunvizinhas e por possuir um solo bastante fértil, a partir de 1830 foram feitas algumas tentativas de produção de trigo, sendo que em alguns locais obteve-se êxito.
  A serra apresenta no seu relevo altitudes médias em torno dos 700 metros, e é uma área que serve como divisor de águas dos rios que correm em direção às bacias do norte (Piranhas-Açu), sul (São Francisco) e leste (Paraíba).
Serra do Teixeira, em Teixeira - PB
Serrote do Espinho Branco
  O Serrote do Espinho Branco está localizado no município de Patos, e é uma elevação do tipo inselbergue. A área onde a elevação se encontra é protegida como reserva legal, cuja retirada de árvores e a caça só são permitidas se for realizada de forma sustentável, mediante o desenvolvimento de um plano de manejo da área, aprovado por órgão competente. Tal legislação promove a preservação da mata do inselbergue e a do rio da Cruz, que corta seu sopé. Esse serrote é um dos locais mais visitados por praticantes de escaladas e pessoas que praticam trilhas ecológicas.
Serrote Branco, em Patos - PB
Serra das Espinharas
  A Serra das Espinharas está localizada na divisa da microrregião do Seridó Ocidental Paraibano com o Rio Grande do Norte. Esse contraforte serve de divisor de águas entre as bacias dos rios Piranhas-Açu e Paraíba, e no seu sopé encontra-se a nascente do rio Espinharas. Localizado no extremo noroeste do Planalto da Borborema, a Serra das Espinharas é um dos últimos contrafortes desse planalto antes da Depressão Sertaneja.
Serra das Espinharas, em São José de Espinharas - PB
Unidade de Conservação Estadual da Mata do Xem-xem
  A Unidade de Conservação Estadual da Mata do Xem-Xem, popularmente conhecida como Mata do Xem-xem, é uma área de proteção ambiental estadual localizada no município de Bayeux. Xem-xem tem sido utilizada pelo Centro de Treinamento do 16º Regimento de Cavalaria Mecanizado para atividades de treinamento diversas, bem como pelas comunidades do entorno e escolas, que fazem uso do local para lazer, recreação e educação ambiental.
  Esse parque estabeleceu-se como unidade de conservação em 28 de agosto de 2000, pelo decreto estadual nº 21.252, e possui uma área de 181,22 hectares. Xem-xem está localizada numa área de tabuleiros costeiros, correspondentes a baixos planaltos com altitudes que variam de 35 a 45 metros em relação ao nível do mar. No entorno do parque encontram-se várias nascentes, como do rio Marés, que abastece parte de João Pessoa.
  A reserva do Xem-xem apresenta vegetação de Mata Atlântica, com trechos de floresta subcaducifólia e cerrado. Associada a esses tipos de vegetação, encontra-se mata de restinga, vegetação típica de solo arenoso, com predominância de espécies arbustivas.
Mata do Xem-xem, em Bayeux - PB
Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Almas
  A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Almas está localizada no município de São José dos Cordeiros e uma pequena parte no município de Sumé, é a quarta maior RPPN do bioma Caatinga do Brasil e a maior da Paraíba. Possui uma área de 3.505 hectares (a Fazenda Almas possui 5.247 hectares) e a reserva foi criada em 1990. Desde o ano de 2006, a Associação de Plantas do Nordeste (APNE), em conjunto com a UFPB/DSE (Universidade Federal da Paraíba/Departamento de Sistemática e Ecologia) vem atuando ativamente na gestão e na conservação da reserva, mediante um acordo com o proprietário. Além de ações de proteção, delimitação, infraestrutura e fiscalização, vêm sendo realizados estudos e pesquisas para caracterizar e avaliar a biodiversidade presente na área.
  A vegetação local varia entre uma caatinga arbórea densa e uma caatinga arbórea mais aberta, entremeada de lajedos com uma flora característica. O objetivo dessa reserva é preservar as espécies animais e vegetais existentes na região.
    Fazenda Almas, em São José dos Cordeiros - PB
Fazenda Acauã
  Com 300 anos de história, o Sítio Acauã é a mais antiga fazenda de gado e algodão do Sertão da Paraíba. Está localizada no município de Aparecida e sua fundação data de 1757. A Capela da Imaculada Conceição é um monumento barroco da maior importância, que mantém ainda seu aspecto físico interior, com altar e nicho talhados em madeira.
Fazenda Acauã, Aparecida - PB
Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Pacatuba
  A Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Pacatuba é uma área de conservação particular situada no distrito de Santa Helena, município de Sapé, e possui uma área de 2.600 hectares, sendo que 266,53 hectares estão dedicados à conservação. A reserva tem como objetivo a conscientização ambiental e a preservação das espécies animais e vegetais da Mata Atlântica da região. A unidade representa um importante bolsão protetor para a fauna e flora.
Fazenda Pacatuba, em Sapé - PB
Orla de Cabo Branco
  Cabo Branco é um bairro nobre localizado no extremo da Zona Leste da cidade de João Pessoa. Sua avenida principal recebe o seu nome, Avenida Cabo Branco, e fica paralela à praia, onde se localiza a maior parte do seu comércio. É também muito utilizada para atividades esportivas, como corridas, caminhadas e ciclismo. É considerado um bairro tranquilo para seus moradores, apesar de nele se situar uma das praias mais frequentadas pelos turistas da cidade, em virtude de sua orla possuir grande quantidade de hotéis, pousadas, bares e restaurantes.
  Na praia são realizados eventos, como shows, eventos turísticos e Réveillon, além da realização de competições esportivas, como vôlei de praia, ciclismo e futebol de areia.
  Existe no bairro uma importante formação geológica, o Cabo Branco, que já foi considerado o ponto mais oriental das Américas, mas devido ao processo de erosão marinha, perdeu esse título para a Ponta do Seixas. Acima da falésia do Cabo Branco, situa-se o Farol do Cabo Branco.
Orla de Cabo Branco, em João Pessoa - PB
Pôr do Sol do Jacaré
  O Pôr do Sol na Praia do Jacaré é o programa mais tradicional da Grande João Pessoa. Todos os dias, uma pequena multidão se amontoa nos deques dos restaurantes da praia fluvial para acompanhar o pôr do sol ao som do Bolero de Ravel. Quem sempre toca a música é Jurandy do Sax, que entra em um barco a remo que desliza pelas águas do rio Paraíba por cerca de 15 minutos. Em um momento de muita paz, o sol se despede do dia, num dos mais belos espetáculos da natureza.
  A praia fluvial do Jacaré fica localizada no município de Cabedelo, litoral norte de João Pessoa. Tem uma estrutura dotada de restaurantes, bares, praça, lojas e barracas de artesanato, que ficam localizados às margens do rio Paraíba. A praia é também um local de pescaria e de desportos como o remo e a vela. Por ser uma praia fluviomarinha, às vezes fica imprópria para o banho.
Pôr do sol do Jacaré, em Cabedelo - PB
Praia de Tambaba
  A praia de Tambaba está localizada no município de Conde, litoral sul da Paraíba, distante cerca de 30 quilômetros de João Pessoa e é conhecida principalmente pela área naturista, sendo a primeira praia do Brasil a permitir o naturismo por lei municipal. A praia é dividida em duas: de um lado, ficam os naturistas; do outro os que preferem ficarem vestidos.
  O naturismo de Tambaba é gerido pela Associação Tambaba Nua, que tem a incumbência de organizar uma série de normas de conduta ética como meio de garantir um padrão de comportamento na praia. Tais regras incluem proibição de filmagens ou fotografias sem autorização, a obrigação de nudez total para permanecer no local, proibição de qualquer comportamento ou práticas sexuais, assim como o consumo de drogas.
Praia de Tambaba, em Conde - PB
Praia de Tambaú
  A praia de Tambaú está localizada na capital paraibana, João Pessoa, e é uma praia tranquila de mediana extensão. Em termos turísticos, Tambaú é o local onde tudo acontece. Em suas areias está o Hotel Tropical Tambaú, que foi construído em forma circular e é considerado o hotel mais pitoresco de João Pessoa. Esse hotel foi inaugurado em 1971 e possui quadra de tênis, bar, restaurante, salão de convenções e uma galeria com cinema e lojas. Próximo ao Hotel Tropical Tambaú, situa-se o Mercado de Artesanato Paraibano (MAP), construído em estilo colonial na década de 1990.
Praia de Tambaú, em João Pessoa - PB
Ponta do Seixas
  A Ponta do Seixas é o ponto mais oriental do continente americano e, consequentemente, da parte continental do Brasil. Localiza-se na parte leste de João Pessoa, a 14 quilômetros do Centro da cidade e três quilômetros da praia de Cabo Branco. Ao lado da Ponta do Seixas, sobre uma falésia constantemente erodida pelas ondas, encontra-se o farol de Cabo Branco, construído na era militar e cujo formato em pé de sisal (triangular) apresenta 40 metros. Dele se tem a mais bela vista da orla de João Pessoa, do oceano Atlântico, e de toda a região.
  A designação da Ponta do Seixas provém de uma tradicional família paraibana, os Seixas, cujo patriarca possuía junto ao local uma propriedade rural. Esse ancestral, de origem portuguesa e de sobrenome Rodrigues Seixas, estabeleceu-se na Paraíba no século XVII.
  Por muitos anos, a Ponta do Seixas, na Paraíba, e a Ponta de Pedras, em Pernambuco, disputaram a categoria de ponto mais oriental das Américas. A questão só foi resolvida quando uma comissão do Ministério da Marinha, através de estudos com azimutes, definiram realmente que a Ponta do Seixas era o local mais oriental do continente americano.
Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB
Baía da Traição
  A Baía da Traição é um dos núcleos de povoamento europeu mais antigos da Paraíba. Começou a ser ocupada pelos franceses, que ali fundaram uma feitoria visando o comércio do pau-brasil, abundante na região, além de um fortim, sendo combatidos por uma expedição guarda-costas portuguesa liderada pelo navegador Cristóvão Jaques.
  O litoral da Baía da Traição é um dos mais belos do Nordeste, tendo a configuração de uma meia-lua, onde se destacam praias sinuosas, falésias multicoloridas, dunas e uma linha de arrecifes, formando um conjunto harmonioso de rara beleza paisagística. Dentre as principais praias de Baía da Traição, destacam-se as praias de: Cardosas, Tambá, Forte, Coqueirinho, Giz Branco, Campina e Trincheira.
Baía da Traição - PB
Praia de Carapibus
  A praia de Carapibus está localizada no município de Conde e possui falésias em toda a sua extensão. Praia de grande beleza e tranquilidade, é considerada um dos refúgios da cidade. Costuma receber um bom número de turistas durante a alta temporada, que aproveitam para relaxar, tomar um delicioso banho de mar e se distanciar do cotidiano agitado das grandes cidades. Com uma boa faixa de areia clara, o mar é levemente agitado, e suas águas cristalinas são muito convidativas para um mergulho. A praia é propícia também para a prática de esportes náuticos, como kitesurf e windsurf.
Praia de Carapibus, em Conde - PB
Praias de Lucena
  O município de Lucena está localizado no litoral norte da Paraíba, estando cerca de 45 quilômetros de João Pessoa. São sete praias no município (Bonsucesso, Fagundes, Ponta do Lucena, Lucena, Costinha, Gameleira e Camaçari), uma bem pertinho da outra, ornamentada por coqueirais e vilas de pescadores. A mais visitada delas é a de Lucena, que durante o Carnaval a população quase que quadruplica. Todas as praias de Lucena são calmas e destinadas ao banho e à pesca. Em Bonsucesso, que é uma extensão da praia de Lucena, pode-se conhecer as ruínas da Igreja do Bonsucesso, erguida no século XVI e que hoje está sustentada por uma gameleira. Outra atração bastante visitada é a Igreja de Nossa Senhora da Guia.
  Em Lucena há também os mangues e manguezais e as lagoas naturais, como as do Mangue da Capivara e dos Homens. Outros atrativos muito procurado pelos admiradores de esportes e aventura são as trilhas ecológicas, muitas delas com Mata Atlântica natural e lagoas com águas transparentes.
Praia de Lucena, em Lucena - PB
Praia de Tabatinga
  A praia de Tabatinga está localizada no município de Conde, há cerca de 25 quilômetros de João Pessoa. É uma praia extensa e bastante bonita, com falésias, ondas fortes e suaves e com uma boa faixa de areia dourada. Suas águas são cristalinas e conta com uma vegetação nativa e alguns coqueiros, que sombreiam parte da areia.
Praia de Tabatinga, em Conde - PB
Praia do Coqueirinho
  Localizada no município de Conde, a praia do Coqueirinho está relacionada entre as praias mais belas do Brasil. É uma praia tranquila e conhecida como um dos refúgios da cidade. Sua beleza natural e o clima agradável costuma atrair diversos turistas durante a alta temporada, que aproveitam para relaxar, tomar um delicioso banho de mar e se distanciar do cotidiano agitado das cidades. A praia conta com uma boa faixa de areia clara, o mar é levemente agitado, formando boas ondas. A enseada, ao norte, acolhe mais visitantes em função da grande piscina protegida por arrecifes. O lado sul possui ondas fortes, que motivam a pesca, o surf e o camping, além de uma das grandes atrações da praia, o Cânyon do Coqueirinho, que é muito procurado para o passeio entre as escarpas coloridas e por causa da argila medicinal utilizada para tratamento da pele.
Praia e Cânyon do Coqueirinho, em Conde - PB
Barra de Camaratuba
  Barra de Camaratuba é a versão mais selvagem da Paraíba. Localizada no município de Mataraca, a cerca de 110 quilômetros de João Pessoa e próximo à divisa com o Rio Grande do Norte, é uma vila de pescadores, considerada o último distrito do litoral norte da Paraíba, que se orgulha de possuir como atrações, praias com faixas de areia que marca os limites entre o mar e o rio, passeios por lagoas, trilhas no interior de um mangue e visita a comunidade indígenas.
  Encravada entre duas grandes reservas ecológicas, a "Barra", como os nativos a denominam, é um verdadeiro paraíso tropical. Com uma população de pouco menos de mil habitantes, o vilarejo vem despertando o interesse de visitantes e investidores estrangeiros, que planejam transformar o local em um ícone de desenvolvimento turístico, sustentável e preservacionista, com foco no ecoturismo, no turismo rural e no turismo de aventura.
Barra de Camaratuba, em Mataraca - PB
Cachoeira do Roncador
  Encravada entre os municípios de Pirpirituba, Bananeiras e Borborema, a Cachoeira do Roncador é um lençol d'água que desce de uma altura de 45 metros a uma depressão formada no curso médio do rio Bananeiras, que nasce na mata da UFPB de Bananeiras, e promove uma grande beleza natural na região em que se localiza, sendo muito procurada para a prática do rapel.
  O nome "Roncador" se deve ao barulho semelhante a um ronco, que a cachoeira, junto com os ventos, faz ao passar pelas pedras. A cachoeira tem sua beleza realçada durante o inverno, quando aumenta seu volume e sua intensidade de água. Além de banhos relaxantes, a cachoeira promove caminhadas ecológicas, prática de camping selvagem e inúmeras piscinas naturais que se formam entre as rochas.
Cachoeira do Roncador, localizada entre os municípios de Borborema, Pirpirituba e Bananeiras
Cachoeira do Pinga
  A Cachoeira do Pinga está localizada no município de Lagoa Seca. É uma queda d'água de pequenas dimensões (entre 3 e 10 metros), situada no leito do rio Mamanguape. O local atrai amantes do ecoturismo e do turismo de aventura, e apresenta um paredão com duas vias de escalada em construção, a Via dos Maribondos e a Via da Raposa. Também tem ancoragens para a prática de tirolesa e grampos para facilitar a descida até a cachoeira. Nas imediações da cachoeira encontram-se inscrições rupestres do costume "Itacoatiaras", chamadas de "Furnas do Amaragi".
Cachoeira do Pinga, em Lagoa Seca - PB
Praias de Pitimbu
  Pitimbu é a cidade mais ao sul do litoral paraibano, fazendo divisa com o estado de Pernambuco na margem direita do rio Goiana. A pesca do camarão é a principal fonte de renda da população, seguida do turismo. Pitimbu é o município paraibano que possui a maior faixa litorânea, contabilizando treze praias (Pitimbu, Acaú, Bela, Azul, dos Mariscos, Pontal, Guarita, Ponta de Coqueiros, Pontinhas, Barra do Abiaí, Graú, Santa Rita e e do Farol), um farol, duas barras e duas ilhotas.
  A praia de Pitimbu é a mais urbanizada e movimentada do município, pois encontra-se no centro da cidade. O rio conhecido como Maceió corta a praia e a divide, dando início à Praia da Guarita. A praia da Acaú é muito procurada principalmente por turistas pernambucanos. Já quem prefere desfrutar de um bom banho de rio e degustar deliciosas iguarias sem sair da água, a Praia Bela é a ideal, além de ser bastante procurada por praticantes de esportes aquáticos, pois o mar é bem agitado. Já quem busca o sossego, a praia ideal é a dos Mariscos, pois se distancia dos grandes centros e apresenta um ambiente bastante familiar. A principal referência da Praia Bela é a imensa piscina formada pelo rio Mucatu, em conjunto com o movimento das marés.
Praia de Barra do Abiaí, em Pitimbu - PB
Praia do Sol
  A Praia do Sol está localizada em João Pessoa e é delimitada pelos rios Mangabeira, ao norte, e Gramame, ao sul. É considerada uma das praias mais movimentadas da cidade. Essa praia apresenta recifes de corais, ondas fracas e areia fina e batida. É emoldurada por falésias e apresenta uma boa área preservada de mangues. O entorno da praia é composta por muitas chácaras, pertencentes principalmente pessoenses, que a utilizam para passar os finais de semana e curtir as férias.
Praia do Sol, em João Pessoa - PB
Picãozinho
  Picãozinho é uma formação de recifes, que fica localizada a cerca de 1.500 metros da praia de Tambaú, em João Pessoa. Durante o período de baixa-mar uma grande porção de recife fica exposto, originando uma paisagem espetacular. Os recifes são um dos mais importantes pontos turísticos de João Pessoa, e é bastante procurado por apresentar águas claras e uma diversificada fauna e flora marinha. Diversas pesquisas científicas sobre a fauna e a flora marinha são conduzidas no recife de Picãozinho, graças às boas condições de mergulho livre e ao seu fácil acesso.
Recife de Picãozinho, em João Pessoa - PB
Balneário Rabo do Pavão
  O balneário Rabo do Pavão fica localizado no município de Congo. É um balneário que por muito tempo atraiu pessoas de várias localidades, que vinham em busca daquele banho maravilhoso com água doce e fresquinha. É uma espécie de chuveirão gigante localizado no açude Cordeiro (maior reservatório de água potável do Cariri Paraibano), e representa a garantia de sobrevivência para a população de diversas cidades da região. O Rabo do Pavão é um dos destinos turísticos mais visitados do Cariri Paraibano, principalmente por pernambucanos.
Balneário Rabo do Pavão, em Congo - PB
Balneário Recanto do Lazer
  O balneário Recanto do Lazer está localizado no município de Santa Rita. É um local privilegiado, que proporciona momentos agradáveis e inesquecíveis para as pessoas de todas as idades. É conhecido como "Piscinão", sendo banhado pelo rio Tibirizinho, oferecendo piscinas naturais com água mineral corrente, toboágua, áreas de pesca, recreação e descanso, salão de jogos, mini-campo, bar, restaurante, trilhas ecológicas e áreas de muito verde coberto por resquícios da Mata Atlântica.
Balneário Recanto do Lazer, o Piscinão, em Santa Rita - PB
Serra do Espinho
  Os ambientes naturais que se formaram na Serra do Espinho, localizados entre os municípios de Pilões e Cuitegi, têm contribuído para a exploração de suas trilhas, onde se desenvolvem várias atividades econômicas e de lazer. Nessa serra foram identificadas três comunidades que possuem um grande potencial turístico: Veneza, Ouricuri e Poço Escuro. É uma região cercada de serras, clima frio e natureza deslumbrante, sendo cortada por um rio de águas límpidas, algumas corredeiras que formam deliciosas quedas d'água, formações rochosas, trilhas ecológicas, bastante verde e um agradável balneário, além de algumas marmitas (cavidades esculpida pela água nos leitos rochosos dos rios).
Cachoeira do Poço Escuro, em Pilões - PB
Açude Presidente Epitácio Pessoa
  O açude Presidente Epitácio Pessoa, mais conhecido como Açude Boqueirão, localiza-se no município de Boqueirão e tem uma bacia que se estende pelos municípios de Boqueirão, Cabaceiras e São Miguel de Taipu. Abastece as cidades de Campina Grande, Boqueirão, Queimadas, Pocinhos, Caturité, Riacho de Santo Antônio e Barra de São Miguel. Está situado na bacia do Alto Paraíba, e é abastecido pelo rios Paraíba e Taperoá e seus afluentes, sendo o terceiro maior reservatório de água doce da Paraíba (se unir o Coremas/Mãe d'Água passa a ser o segundo), possuindo uma capacidade de armazenamento de 411.686.287 m³.
Açude Presidente Epitácio Pessoa (Boqueirão), em Boqueirão - PB
Açude Coremas/Mãe d'Água
  A Barragem Dr. Estevam Marinho, mais conhecido como Açude Coremas/Mãe d'Água é o maior reservatório de água doce da Paraíba (o Coremas possui uma capacidade de armazenamento de 591.646.222 m³ e o Mãe d'Água uma capacidade de armazenamento de 567.999.136 m³), e beneficia 112 municípios espalhados pela mesorregião do Sertão Paraibano.
  O açude Coremas é abastecido pelo rio Piancó e o açude Mãe d'Água pelo rio Aguiar, mas, devido a proximidade dos dois reservatórios, ambos formam um único espelho d'água com mais de 1,15 bilhão de m³.
Sistema Coremas/Mãe d'Água, em Coremas - PB
Açude Velho
  O Açude Velho está localizado no centro de Campina Grande, tendo sido o primeiro açude construído na cidade devido a seca ocorrida entre os anos de 1824 e 1828. Inicialmente, era a principal fonte de abastecimento da cidade de Campina Grande e região. Hoje, o açude se tornou o cartão postal e é denominado Patrimônio Histórico da cidade. Antes de sua construção, havia um curso d'água denominado "Riacho das Piabas".
A cidade de Campina Grande, tendo ao centro o Açude Velho
Centro Histórico de João Pessoa
  O Centro Histórico de João Pessoa foi reconhecido como Patrimônio Nacional do Brasil no dia 6 de dezembro de 2007. Foram tombados 37 hectares de área e cerca de 700 edificações, além de ruas, praças e parques históricos que integrem esse conjunto, compreendendo a maior parte dos bairros do Varadouro e do Centro da cidade. Suas edificações compõem um cenário de diferentes estilos e épocas cheio de sobrados, praças, casarios coloniais e igrejas seculares, sendo considerado o principal acervo arquitetônico da Paraíba, relatando as diversas fases da história local, e um dos maiores e mais importantes sítios históricos do Brasil.
Centro Histórico de João Pessoa
  Dentre as principais atrações do Centro Histórico de João Pessoa, destacam-se:
  • Praça Antenor Navarro
  A praça Antenor Navarro surgiu de urbanizações promovidas na área durante o final do século XIX e início do século XX, quando um conjunto de sobrados de dois e três pavimentos onde funcionavam uma farmácia, uma pensão e outros estabelecimentos comerciais e residenciais foram demolidos, dando lugar a uma área livre a ser concebida como praça com jambeiros, bancos e curtos passeios para encontros e interação dos moradores das residências locais, sendo entregue a população em 1933. É da mesma época o casario que compõe as suas laterais. Nestes casarios instalavam-se casas comerciais no seu pavimento térreo e escritórios dos melhores profissionais liberais no seu pavimento superior.
Praça Antenor Navarro, em João Pessoa - PB
  • Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo
  O Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo é um conjunto arquitetônico construído pelos carmelitas, que compreende a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o Palácio Episcopal (antigo Convento Carmelitano e atual sede da Arquidiocese da Paraíba) - ambos construídos no século XVI, mais precisamente no ano de 1592 - e pela Igreja de Santa Teresa de Jesus da Ordem Terceira do Carmo, datada do século XVIII. Possuem um estilo barroco romano. A Igreja  do Carmo possui uma única torre. Sua fachada e a torre são todas em pedra, assim como as talhas e os relevos dos altares. O exterior apresenta linhas austeras, desenhos e arabescos barrocos. A nave é ampla e majestosa, com motivos florais esculpidos em calcário.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em João Pessoa - PB
  • Centro Cultural São Francisco
  O Centro Cultural São Francisco funciona em um complexo arquitetônico formado pela Igreja e Convento de Santo Antônio, Capela da Ordem Terceira de São Francisco, Capela de São Benedito, Casa de Oração dos Terceiros (chamada de Capela Dourada), o Claustro da Ordem Terceira, uma fonte e um grande adro com um cruzeiro, constituindo um dos mais notáveis testemunhos do Barroco no Brasil. Ao ser fundada, a Igreja era dedicada a Santo Antônio e, aparentemente, a troca de nome ocorreu no início do século XX, por força de um costume popular, mas ainda é conhecida também pela antiga denominação.
Centro Cultural São Francisco
  Suas origens remontam à chegada ao local, em 1588, do Frei Melchior de Santa Catarina, que veio com a missão de instalar uma missão franciscana. O convento foi fundado em 1589, com projeto do Frei Francisco dos Santos, quatro anos após a ocupação da região pelos portugueses, tendo sido concluído no ano de 1591 pelo guardião Frei Antônio do Campo Maior.
  O conjunto arquitetônico foi considerado pelo historiador de artes, curador e restaurador francês, Germain Bazin, como o mais perfeito representante da escola franciscana de arquitetura do nordeste brasileiro. Seu estilo é o Barroco-Rococó. O teto da igreja é decorado como uma das mais importantes pinturas de arquitetura ilusionística do Barroco brasileiro, mostrando a cena da Glorificação dos Santos Franciscanos.
Interior da Igreja São Francisco
  • Mosteiro de São Bento
  O Mosteiro de São Bento é um conjunto em estilo barroco construído pelos monges Beneditinos, formado pelo mosteiro e pela igreja de São Bento, sendo considerado um dos mais importantes do Brasil. A construção do mosteiro data do século XVII, e da igreja do século XVIII. O conjunto arquitetônico foi construído sob invocação de Nossa Senhora do Monte Serrat, e seu início ocorreu com a chegada dos beneditinos em João Pessoa, quando esta era denominada Capitania Real da Paraíba, por volta de 1590, tendo sido um dos primeiros e principais locais para cultos religiosos estabelecidos na capital paraibana.
Igreja e Mosteiro São Bento, em João Pessoa - PB
  • Praça Venâncio Neiva
  A Praça Venâncio Neiva foi construída pelo então governador paraibano Francisco Camilo de Holanda, em 1917. Originalmente, foi destinada à prática da patinação, e era lá que um grande número de pessoas dedicava as tardes de domingos e feriados para correr sobre os patins. Na década de 1920, o então governador João Pessoa demoliu a pista de patinação e ergueu o pavilhão central, para o serviço dos chás das cinco, em estilo britânico. A partir daí, passou a se chamar "Pavilhão do Chá", embora a praça - uma das mais expressivas de João Pessoa - tenha o nome oficial Venâncio Neiva, outro governante paraibano.
  A praça constituiu-se também em ponto de reunião de intelectuais e jovens namorados. Seus canteiros de plantas datam de sua inauguração, embora já tenham passado por algumas modificações.
Praça Venâncio Neiva, em João Pessoa - PB
  • Igreja de São Frei Pedro Gonçalves
  A igreja de São Frei Pedro Gonçalves é uma das mais tradicionais da cidade, e sua construção teve início em 1843, tendo sido concluída 73 anos depois. Sua fachada e seu interior são simples, quando comparados ao conjunto arquitetônico do Centro Cultural São Francisco. Foi construída sob as ruínas de outra igreja, datada do século XVII. Possui um estilo neoclássico e seu altar maior foi todo esculpido em pedra calcária.
Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, em João Pessoa - PB
  • Igreja de Nossa Senhora das Neves
  A Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves foi construída numa elevação pelos primeiros colonizadores da Paraíba, em 1586. Era uma edificação simples, de taipa, que foi reconstruída no início do século XVII. Em 1639, durante a ocupação holandesa, um cronista holandês, Elias Herckmans, referiu-se à ela como ainda inacabada na sua Descrição Geral da Capitania da Paraíba. As obras e reformas seguiram ao longo dos séculos XVII e XVIII.
  Em 1881, a igreja foi reconstruída pela última vez, ganhando a forma em estilo eclético que possui atualmente. No dia 1º de agosto de 1894, a Igreja de Nossa Senhora das Neves recebeu o título de Catedral e, em 1914, foi elevada ao título de Arquidiocese e Sede Metropolitana. Entre 1995 e 2004, a Catedral de Nossa Senhora das Neves passou por uma grande reforma, recebendo, em 1997, o título de Basílica.
Basílica de Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa - PB
  • Casa da Pólvora
  Em João Pessoa existiram três Casas da Pólvora: uma na rua Nova (atual rua General Osório), outra no Passeio Geral (rua Rodrigues Chaves) e a terceira a Casa da Pólvora da Ladeira de São Francisco, que é a primeira rua da cidade. Com exceção da terceira, as demais foram completamente destruídas pela ação do tempo. A Casa da Pólvora constitui um marco histórico, além de um símbolo do esforço colonizador português no Brasil.
  Denominada Casa da Pólvora e dos Armamentos, fora construída por ordem de Carta Régia do Capitão-Mor governador Fernando de Barros e Vasconcelos, em 10 de agosto de 1704, tendo sido concluída em 1710. Depois de tombada pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), atual IPHAN, em 24 de maio de 1938, sofreu uma restauração e atualmente abriga o Museu Fotográfico Walfredo Rodrigues, um bar turístico (o "Paiol"), entre outras atrações.
Casa da Pólvora, em João Pessoa - PB
  • Praça João Pessoa
  A Praça Presidente João Pessoa, popularmente conhecida como Praça João Pessoa e Praça dos Três Poderes, está localizada entre as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em seu centro está localizado um monumento póstumo ao presidente paraibano João Pessoa, assassinado em Recife no ano de 1930, fato este que foi considerado como o estopim para a Revolução de 30.
Praça Presidente João Pessoa, em João Pessoa - PB
  • Casarão dos Azulejos
  O Casarão dos Azulejos, também conhecido como Sobrado dos Azulejos, pertenceu ao comendador Antônio dos Santos Coelho, servindo de residência para sua família e, posteriormente, como repartição pública e escola. Construído no século XIX, é um exemplar da arquitetura civil da época, constituindo um patrimônio histórico de importância significativa e um dos últimos prédios remanescentes que apresenta revestimento exterior em azulejaria portuguesa. Sua parte externa é toda revestida de azulejos portugueses em tons de azul, trazidos da cidade de Porto, Portugal.
Casarão dos Azulejos, em João Pessoa - PB
  • Palácio da Redenção
  O Palácio da Redenção abriga a sede do poder Executivo estadual. O prédio foi construído em 1586 pelos jesuítas, que foram os primeiros missionários a chegar à Paraíba junto com Martim Leitão, e servia inicialmente como residência desses inacianos (como eram chamados os jesuítas da Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola em 1540). Já abrigou o Liceu Paraibano e a Escola Normal de João Pessoa, além da sede provisória do governo e suas repartições, e atualmente abriga também a Faculdade de Direito da UFPB (Universidade Federal da Paraíba).
  A casa dos jesuítas fazia parte do conjunto formado pelo convento, colégio e capela, e veio a ser depois residência oficial dos capitães-mores, a partir de 1771. A antiga Capela de São Gonçalo se transformou em Igreja de Nossa Senhora da Conceição, demolida em 1929 para dar lugar aos atuais jardins. No colégio dos jesuítas, atual Faculdade de Direito da UFPB, esses missionários lecionavam latim, filosofia e letras.
Palácio da Redenção, em João Pessoa - PB
Praça da Independência
  A Praça da Independência está localizada no bairro de Tambiá, em João Pessoa, e é uma das mais tradicionais áreas de lazer da cidade. Nela estão plantadas árvores raras, como o pau-brasil, o ipê e o abricó-de-macaco. O coreto e o obelisco são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1980.
  Projetada pelo arquiteto ítalo-paraibano Hermenegildo di Lascio a pedido do então prefeito Guedes Pereira, a praça apresenta em seu centro um monumento histórico e a bandeira do Brasil. Nessa praça todos os anos no dia 7 de Setembro é realizado o desfile cívico, e possui um grande valor simbólico para a capital paraibana, pois representa a urbanização de João Pessoa em direção à orla marítima.
Praça da Independência, em João Pessoa - PB
Parque Solon de Lucena
  O Parque Solon de Lucena, também conhecido como Lagoa, está localizada no centro de João Pessoa, e é um dos principais símbolos da cidade, apresentando belos jardins e uma lagoa no centro com um grande espelho d'água cercado por palmeiras imperiais.
  O parque apresenta uma grande área verde, com árvores frondosas e barraquinhas de alimentação. Em sua volta há lojas e supermercados de grande porte. Em razão de sua centralidade, o parque é um dos principais pontos do pessoense para a realização de movimentos sociais, eventos culturais, campanhas educativas e de saúde, entre outras atividades correlatas, além de ser bastante utilizada para a prática de atividades esportivas e de lazer, como caminhadas, ciclismo, atletismo e skatismo.
  Atualmente, o parque sofre em virtude da intensa poluição de suas águas por dejetos e esgotos provenientes de galerias pluviais da área central da cidade.
Parque Solon de Lucena, em João Pessoa - PB
Igreja de Nossa Senhora da Guia
  A Igreja de Nossa Senhora da Guia está localizada no município de Lucena e foi construída por frades Carmelitas (religiosos que pertenciam à Ordem de Nossa Senhora do Carmo) que chegaram à Paraíba em 1591. Sua Construção foi iniciada no final do século XVI.  No local realiza-se anualmente a Festa da Guia, um festejo com parte profana e religiosa, envolvendo toda a comunidade local.
  A Igreja localiza-se estrategicamente em cima de um platô a menos de um quilômetro de distância da foz do rio Sapé, e foi construída em estilo denominado barroco tropical, apresentando desenhos extravagantes, como as figuras popularmente conhecidas como "anjos deformados", e contém o maior altar construído em pedra calcária do Brasil.
Igreja de Nossa Senhora da Guia, em Lucena - PB
Memorial Frei Damião
  O Santuário de Frei Damião está situado na cidade de Guarabira e é um projeto arquitetônico feito pelo arquiteto Alexandre Azevedo de Lacerda, sendo composto de um museu e uma estátua em homenagem ao frade capuchinho Frei Damião Bozzano. Atualmente é considerada a terceira maior estátua do Brasil, possuindo uma altura de 34 metros, perdendo apenas para a de Santa Rita de Cássia, localizada no município de em Santa Cruz - RN, e para o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
  O santuário foi inaugurado em 19 de dezembro 2004 e transformado em santuário através de um decreto emitido pelo então administrador apostólico Dom Jaime Vieira Rocha, em 2007. Em 2013 passou a ser administrado pela Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, do qual Frei Damião fazia parte.
Santuário de Frei Damião, em Guarabira - PB
Santuário de Padre Ibiapina
    Localizado no povoado de Santa Fé, no município de Solânea, o Santuário de Padre Ibiapina é um memorial religioso e turístico que foi inaugurado em 2000. O local foi construído e idealizado pelo padre José Antônio Maria Ibiapina, e aí encontra-se uma das primeiras casas de caridade que o padre fundou e que recolhia meninas abandonadas. O santuário é composto pela casa onde o padre viveu e morreu, por uma igreja, um cemitério, uma casa de farinha e um museu, sendo administrado por Religiosas Franciscanas.
  O padre Ibiapina, como é mais conhecido, nasceu no dia 5 de agosto de 1806, em Sobral, no Ceará, ordenando-se padre em 13 de julho de 1853, aos 47 anos. Após se ordenar padre, começou seu trabalho missionário pelo interior do Nordeste, peregrinando por Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Paraíba. Em cada lugar ele pregava, orientava, promovia reconciliações, construía açudes, igrejas, cemitérios, cacimbas, dentre diversas outras obras.
  Em diversas vilas, padre Ibiapina construiu Casas de Caridade, destinadas a moças pobres. Elas eram educadas para fé, para o exercício dos trabalhos domésticos e para o casamento. Faleceu no dia 19 de fevereiro de 1883 na cidade de Solânea.
Santuário de Padre Ibiapina, em Solânea - PB
Ruínas da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré-Almagre
  A Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, também conhecida como Igreja do Almagre ou Ruínas do Almagre, localiza-se na praia de Ponta de Campina, no município de Cabedelo. A igreja foi erguida no início do século XVII, no contexto de conquista do território e de catequização dos indígenas da Paraíba. O templo apresentava planta no formato retangular, com apenas uma nave, medindo 26 metros de comprimento por 12 de largura, erguendo-se a uma altura de 12 metros. A fachada principal era em pedra calcária, orientada para o norte. No alto da portada central há um medalhão no qual está esculpido um cavaleiro à beira de um penhasco, atingindo um monstro com a sua lança. As ruínas encontram-se tombadas desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Ruínas da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré-Almagre, em Cabedelo - PB
Praça da Bandeira
  A Praça da Bandeira está localizada no Centro de Campina Grande, possui uma área de 3.550 m² e seu nome foi dado em homenagem a um dos símbolos nacionais: a Bandeira, e é considerada a principal praça da cidade. É conhecida como "praça dos pombos" devido à grande quantidade de pombos que vivem no lugar. Atualmente, a praça serve de área de lazer e eventos políticos e sociais. Durante o Maior São João do Mundo e o Festival de Inverno de Campina Grande, a Praça da Bandeira é utilizada como um local para shows e eventos.
Praça da Bandeira, em Campina Grande - PB
Forte de Cabedelo
  O Forte de Santa Catarina do Cabedelo, popularmente conhecido como Fortaleza de Santa Catarina, localiza-se sobre uma elevação arenosa à margem direita da barra do rio Paraíba, no município de Cabedelo. Esse forte apresenta um testemunho vivo das lutas entre os portugueses e os invasores holandeses no século XVII, durante o Brasil Colônia. Sua construção data de 1586, quando o governo português reconheceu a necessidade urgente de se construir um forte para a defesa da cidade de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa.
  Em 1591, o forte fora destruído pelos índios potiguaras e reconstruído em 1592. Em 1597, uma armada francesa composta por 13 navios, tentou tomar o forte das mãos dos portugueses, que resistiram e expulsaram os invasores. Em 1631 houve uma grande batalha entre os portugueses e holandeses, mas os portugueses conseguiram evitar a tomada do forte. Em 1634, após várias outras tentativas, os holandeses finalmente conseguiram se apoderar do forte, ficando sob o domínio holandês até 1654, quando os portugueses conseguiram retomar e expulsar os neerlandeses da Paraíba.
Forte de Santa Catarina, em Cabedelo - PB
Ruínas da Igreja do Bonsucesso
  As ruínas da Igreja do Bonsucesso está localizada no município de Lucena, e foi construída em 1789. A construção da Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso foi uma iniciativa do senhor Bernardo Pereira, tendo como construtores os padres da Ordem Carmelita. As ruínas destacam-se pelo seu estilo barroco tardio ou tropical, edificado em alvenaria de pedra calcária e de arenito.
  As ruínas da igreja são sustentadas pelas raízes de uma gameleira, que abraçou as ruínas por dentro e por fora, ameaçando e ao mesmo tempo conservando o que restou desta antiga edificação.
    Ruínas da Igreja do Bonsucesso, em Lucena - PB
Caminhos do Frio
  A rota cultural "Caminhos do Frio" é realizada em sete cidades paraibanas situadas em área serrana onde os termômetros, durante a estação do inverno, chegam a marcar 12ºC: Bananeiras, Serraria, Pilões, Alagoa Nova, Alagoa Grande, Areia e Solânea. O objetivo dessa rota, além de alavancar o turismo nessas cidades, é apresentar aos visitantes, as atividades criativas de cada cidade, que envolvem gastronomia, artesanato, hospedagem, música, história, economia entre outras atrações. Cada cidade sedia o evento por uma semana, apresentando o melhor que há na sua cultura.
Alagoa Nova - PB. Uma das cidades que sedia a rota cultural Caminhos do Frio
Estação Ciência
  A Estação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes, está localizada no bairro Altiplano, em João Pessoa, e foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurada em 3 de julho de 2008. A estação tem como objetivo levar cultura, arte, ciência e tecnologia à população de forma gratuita. O complexo possui uma área construída de 8.510 m², e é composto por um conjunto de cinco edifícios que contêm: uma torre, um auditório com capacidade para 500 pessoas, um anfiteatro com capacidade para 300 pessoas, lojas, lanchonete, bloco administrativo e estacionamento.
Estação Ciência, em João Pessoa - PB
Memorial Jackson do Pandeiro
  O Memorial Jackson do Pandeiro está localizado na cidade de Alagoa Grande e reúne discos, objetos, documentos, fotografias, vestuários e peças selecionadas por familiares, amigos, colecionadores e pesquisadores sobre Jackson do Pandeiro, cantor e compositor de forró e samba, além de outros ritmos, que nasceu nesta cidade paraibana em 1919 e faleceu em Brasília no ano de 1982. O casarão onde se encontra o memorial foi construído em 1898 e também abriga os restos mortais do cantor, que foi um dos maiores gêneros do samba no Brasil. A cidade de Alagoa Grande também abriga um pórtico em forma de pandeiro, circundado por uma placa proporcional ao monumento com os dizeres "Alagoa Grande - Terra de Jackson do Pandeiro".
Memorial Jackson do Pandeiro, em Alagoa Grande - PB
São João em Campina Grande
  O Maior São João do Mundo é um evento anual realizado pela prefeitura de Campina Grande durante o mês de junho. Desde sua primeira edição, em 1983, o evento é realizado no Parque do Povo. O evento atrai milhares de pessoas à cidade, que tem como principais atrações artistas renomados do Brasil, além de comidas típicas, feiras de artesanatos, apresentação de quadrilhas, ilhas de forró, cenários cinematográficos, casamento coletivo, trem do forró, entre várias outras atrações.
Maior São João do Mundo, edição 2015, em Campina Grande - PB
Museu de Arte Assis Chateaubriand
  O Museu de Artes Assis Chateaubriand (MAC) está localizado na cidade de Campina Grande, e foi inaugurado em 20 de outubro de 1967. Funcionava inicialmente no prédio da reitoria da Fundação Universidade Regional do Nordeste (Furne), atual Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Antes de ser efetivamente conhecido por Museu de Artes Assis Chateaubriand, o museu já teve vários outros nomes, como: Museu de Artes Pedro Américo, Museu Regional Pedro Américo, dentre outros.
  O acervo museológico é composto por 474 obras de artes, como desenhos, pinturas, esculturas, gravuras, colagens e outros métodos de artes, além de uma coleção de Assis Chateaubriand composto por 120 obras. Dentre as obras de artistas famosos do museu, estão algumas obras de arte de Pedro Américo, Cândido Portinari, Anita Malfatti, Ismael Nery e Antônio Dias.
Museu de Artes Assis Chateaubriand, em Campina Grande - PB
Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande
  O Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande está localizado na Avenida Floriano Peixoto, em Campina Grande. O prédio onde funciona o museu teve sua construção iniciada em 1812 e foi inaugurado em 1814. A princípio, o prédio foi construído para abrigar a primeira cadeia de Campina Grande, 24 anos após esta se tornar vila, sendo chamada de Vila Nova da Rainha. Em 1824, a Vila Nova da Rainha participou da Confederação do Equador, dando auxílio com a "hospedagem" de presos trazidos do Ceará. Dentre os presos que ficaram nesse prédio durante a Revolução, estava Frei Caneca, um dos líderes da revolta. Desde 1983, o prédio abriga o museu.
  O acervo do museu dedica-se ao desenvolvimento histórico, social e cultural de Campina Grande, possuindo fotografias, artigos, mapas, móveis, armas, veículos, jóias, bonecos e ferramentas organizados de forma a contar a história da cidade.
Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande
Museu de História e Tecnologia do Algodão
  O Museu de História e Tecnologia do Algodão, ou simplesmente Museu do Algodão, está localizado na cidade de Campina Grande, e tem como principal objetivo guardar a memória da cultura do algodão no estado da Paraíba. O museu foi fundado na década de 1970 no prédio onde funcionava a velha Estação Ferroviária de Campina Grande. Além de retratar as memórias do Ciclo do Algodão, o museu também guarda o Memorial do Trem e a Galeria de Artes Isaías do Ó.
Museu do Algodão, em Campina Grande - PB
Casa Museu Pedro Américo
  Situado na cidade de Areia, no local onde nasceu o pintor, romancista e poeta Pedro Américo de Figueiredo Melo, a Casa Museu Pedro Américo é considerada um Patrimônio Cultural da cidade. O prédio é uma casa simples, cuja construção data do início do século XIX, conjugada com uma porta e duas janelas na frente. Transformada em museu, guarda as mesmas características de quando Pedro Américo nela residia, reunindo mobiliário original da época, obras de arte, objetos de uso pessoal, comendas, assim como a biblioteca e o arquivo fotográfico.
Casa Museu Pedro Américo, em Areia - PB
Museu Luiz Gonzaga
  O Museu Fonográfico Luiz Gonzaga está localizado na cidade de Campina Grande e foi organizado pelo professor e pesquisador José Nobre de Medeiros. Este museu reúne uma coleção de recortes de jornal, discos de vinil, CDs, fitas cassetes, discos de cera de carnaúba (antecessora dos discos de vinil) instrumentos e roupas, alguns pertencentes à Luiz Gonzaga.
Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, em Campina Grande - PB
Teatro Minerva
  O Teatro Minerva foi o primeiro teatro construído na Paraíba, e está localizado na cidade de Areia. Inaugurado em 1859 com o nome de Teatro Recreio Dramático, possui uma capacidade para 250 pessoas. Foi erguido pelas famílias mais ricas da cidade com o objetivo de arrecadar fundos para a libertação dos escravos.
  O nome Teatro Minerva foi dado pelo areiense Horácio de Almeida em homenagem à deusa das artes, Minerva. Nos seus tempos áureos foi palco de grandes apresentações. Atualmente, se apresentam no teatro os grupos teatrais locais, os grupos de tradições folclóricas e peças de todo o Estado. O teatro é um dos responsáveis direto pela influência cultural que sempre existiu em Areia, e ainda mantém preservada sua arquitetura original.
Teatro Minerva, em Areia - PB
Museu de Arte Popular da Paraíba
  O Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), também conhecido como Museu dos Três Pandeiros, está localizado às margens do Açude Velho, em Campina Grande. Foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 13 de dezembro de 2013, sendo a última obra do arquiteto, e faz parte da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). O museu acolhe trabalhos dos mais talentosos artistas paraibanos, como Sivuca, Jackson do Pandeiro, Marinês, Elba Ramalho, entre outros.
Museu de Arte Popular da Paraíba, em Campina Grande - PB
Museu do Brejo Paraibano
  O Museu do Brejo Paraibano está localizado na cidade de Areia. Também conhecido como Museu da Cachaça e da Rapadura, é um conjunto composto por dois prédios: o engenho e a casa-grande, sendo um patrimônio cultural de grande importância para a região, pois retrata como funcionava os engenhos brejeiros nos séculos passados. O objetivo do museu é pesquisar, preservar e difundir para as gerações presentes e futuras, as referências da história do Brejo Paraibano, com ênfase na cultura da cana-de-açúcar e na produção tradicional de seus derivados, em especial a rapadura e a cachaça brejeira. A construção que abriga o museu data do século XIX.
Museu do Brejo Paraibano, em Areia - PB
Memorial Augusto dos Anjos
  O Memorial Augusto dos Anjos está localizado na cidade de Sapé, no local onde residiu sua ama de leite, Guilhermina, e foi inaugurado em 11 de maio de 2006. Desde sua abertura, o museu tem uma administração conjunta entre a Prefeitura  Municipal de Sapé e o Governo do Estado. O museu retrata o ambiente onde o poeta passou a infância e parte de sua vida adulta, e conta com painéis, videoteca, biblioteca com vários livros sobre a obra do poeta paraibano e edições do livro Eu, além de documentos e raridades do autor, conhecido como o "Poeta do Século da Paraíba".
Memorial Augusto dos Anjos, em Sapé - PB
Pedra de Santo Antônio
  A Pedra de Santo Antônio está localizada na Serra do Bodopitá, no município de Fagundes, e tem esse nome em homenagem a Santo Antônio de Lisboa, conhecido como o santo casamenteiro, sendo famosa pela tradição que diz: "quem passar por debaixo da pedra consegue pretendentes para o casamento".
  A Serra do Bodopitá é um recanto preservado com matas e fontes de água doce e constitui um roteiro atraente para quem gosta de praticar esportes de aventura. Além das belezas naturais, a região transformou-se num dos mais disputados pontos de peregrinação religiosa do Nordeste, graças à presença da Pedra de Santo Antônio. A peregrinação tem início quando os devotos sobem a serra a pé para obter curas de enfermidades, fazer pedidos e retribuir as graças alcançadas.
Pedra de Santo Antônio, em Fagundes - PB
Serra da Raiz e a Loca da Nega
  Serra da Raiz é considerada uma das mais antigas povoações da então Capitania da Paraíba. Logo após a tragédia do Engenho de Tracunhaém - um ataque de índios potiguaras dirigido ao engenho, próximo à Goiana, Pernambuco, ocorrido em 1534, onde toda a população colonizadora da região foi dizimada - os colonizadores portugueses junto com os índios Tabajaras derrotaram a tribo Potiguara do então aldeamento Copaoba, região que atualmente compreende os municípios de Serra da Raiz, Belém, Caiçara, Duas Estradas e Sertãozinho, e avançaram na colonização da Paraíba. No município encontra-se uma formação rochosa denominada Loca da Nega, onde até a década de 1980 existiam formações rupestres, e que para alguns estudiosos é considerada o primeiro sítio arqueológico do Brasil.
Loca da Nega, em Serra da Raiz - PB
Represa de Acauã
  O Açude Argemiro de Figueiredo, mais conhecido como Represa de Acauã está localizado no município de Itatuba e foi implementado pelo governo da Paraíba com o objetivo de reforçar o suprimento de abastecimento de água da cidade de Campina Grande e municípios vizinhos. Possui uma capacidade de armazenamento de 250 milhões de m³, sendo represado pelas águas do rio Paraíba em seu curso médio.
Represa de Acauã, em Itatuba - PB
Pedra do Ingá
  A Pedra do Ingá é um monumento arqueológico, identificado como "itacoatiara", constituído por um terreno rochoso que possui inscrições rupestres entalhadas na rocha, localizado no município de Ingá. O termo "itacoatiara" vem da língua tupi: itá (pedra) e kûatiara (riscada ou pintada). Quando os colonizadores portugueses chegaram à região, indagaram aos índios potiguaras - que habitavam a área - o que significavam os sinais inscritos na rocha, e os indígenas usaram o termo "itacoatiara" para se referir aos mesmos.
  A formação rochosa em gnaisse cobre uma área de cerca de 250 m², onde no seu conjunto principal, existe um paredão vertical de 50 metros de comprimento por 3 de altura, e nas áreas adjacentes, há inúmeras inscrições cujos significados ainda são desconhecidos. Neste conjunto estão entalhadas figuras diversas, que sugerem a representação de animais, frutas, humanos e constelações como a de Órion.
  Não se sabe por quem ou com que motivações foram feitas as inscrições nas pedras que compõem o conjunto rochoso. Têm sido apontadas por diversas origens, e alguns defendem que a Pedra do Ingá tenha origem fenícia. Alguns também defendem que os sinais de Ingá foram obra de engenharia extraterrestre. Porém, até hoje não foi possível afirmar de forma conclusiva quem foram os autores dos sinais e quais seriam as motivações de o monumento ter sido produzido.
Pedra do Ingá, em Ingá - PB
Lajedo de Pai Mateus
  O Lajedo do Pai Mateus é uma formação rochosa localizada no município de Cabaceiras, sendo composto por grandes pedras arredondadas que destacam-se sobre o chão de pedras e a vegetação escassa da região.
  Segundo estudos, a formação rochosa peculiar é fruto do desgaste do solo ao longo de milhões de anos em função de fissuras naturais e grandes variações de temperaturas. Em algumas pedras são encontradas pinturas rupestres atribuídas aos índios cariris, que viveram na região e que datam de cerca de 12 mil anos.
  Conta a lenda, que um ermitão curandeiro viveu naquela região por volta do século XVIII, o qual habitava neste lajedo, e muitas pessoas o procuravam para se consultarem. Pai Mateus não cobrava dinheiro em troca de suas curas, apenas comida. Por causa deste ermitão é que o Lajedo de Pai Mateus tem esse nome.
Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras - PB
Vale dos Dinossauros
  O Vale dos Dinossauros é uma Unidade de Conservação criada em 27 de dezembro de 2002, pelo Decreto Estadual Nº 23.832, e é um dos mais importantes sítios paleontológicos existentes, não só no Brasil, como também no mundo. Compreende uma área de mais de 1.739 km², e abrange mais de 30 comunidades distribuídos por vários municípios do Alto Sertão Paraibano, entre eles Sousa, Aparecida, Marizópolis, Vieirópolis, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Santa Cruz, Santa Helena, Nazarezinho, Triunfo, Uiraúna e Cajazeiras.
 Os registros mais importantes estão localizados na Bacia do Rio do Peixe, no município de Sousa. Lá, encontram-se rastros e trilhas fossilizadas de mais de 80 espécies de animais pré-históricos. Destacam-se as trilhas da Passagem das Pedras, onde foram descobertos os primeiros indícios de dinossauros brasileiros, no final do século XIX.
Pegadas fossilizadas de animais pré-históricos no Vale dos Dinossauros, em Sousa - PB
Pedra da Boca
  O Parque Estadual da Pedra da Boca foi criado pelo Decreto Governamental nº 20.889, de 7 de fevereiro de 2000, e está localizado no município de Araruna. O parque possui uma área de 157,25 hectares e é formado por um conjunto rochoso de composição granítica porfirítica, com vestígios de gnaisses e quartzitos, que representam  faces arredondadas e extensas caneluras que vão do cume ao chão. A Pedra da Boca encontra-se encrustado nos contrafortes da Serra da Araruna e da Serra da Confusão, ambas pertencentes ao Planalto da Borborema.
  A denominação "Pedra da Boca" advém da existência de uma formação rochosa de aproximadamente 336 metros de altura, a qual apresenta uma cavidade provocada por séculos de erosão, cuja configuração lembra uma boca gigante prestes a abocanhar algo.
Pedra da Boca, em Araruna - PB
Parque Turístico-Religioso Cruz da Menina
  O Parque Turístico-Religioso Cruz da Menina está localizado no município de Patos, e é composto de um anfiteatro, uma sala de velas, duas salas de milagres, dois Cristos, um Cruzeiro, um restaurante, uma Cruz, uma capela, uma igreja, um museu e várias lojas.
  No ano de 1923, um casal de retirantes estava de passagem por Patos, e deram uma de suas filhas a uma tradicional família da cidade. A criança sofria maus-tratos e espancamentos constantes por parte dos seus pais adotivos, até que veio a falecer. O pai adotivo, resolveu ocultar o cadáver em um local ermo, próximo à sede da cidade. Descoberto o crime, a população construiu uma cruz no local onde a menina foi enterrada.
  Conta a história, que um agricultor fez uma promessa à menina, para que fosse encontrada água no chão de sua propriedade, a fim de matar a sede dos animais, já que a região na época passava por uma grande seca. Após as suas orações, a água jorrou na sua propriedade, acontecimento este tido como um milagre. Em agradecimento, o agricultor construiu uma capela, que hoje serve de templo de orações à menina Francisca. Atualmente, esse local é um dos principais centros de romaria do Sertão Paraibano.
Santuário Cruz da Menina, em Patos - PB
FONTE: Terra, Lygia
Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil / Lygia Terra, Regina Araújo, Raul Borges Guimarães. - 2. ed. - São Paulo: Moderna, 2013

ADSENSE

Pesquisar este blog