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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O SERTÃO E O POTENCIAL ECONÔMICO DO NORDESTE

  O Sertão, uma das sub-regiões do Nordeste, compreende as áreas dominadas pelo clima semiárido, que apresenta temperaturas elevadas (entre 24°C e 28°C) e duas estações bem definidas: uma seca e outra chuvosa. As chuvas concentram-se em três ou quatro meses do ano, e a pluviosidade atinge a média de 750 mm anuais. Em algumas áreas chove menos de 500 mm ao ano.
Cabaceiras - PB, município que registra os menores índices pluviométricos do Brasil, em torno de 250 mm.
  A economia do Sertão nordestino baseia-se na agropecuária, atividade que sofre diretamente os impactos das condições climáticas, sobretudo na época das estiagens.
  A pecuária bovina é a principal atividade econômica do Sertão. Em geral essa atividade é praticada na forma extensiva, em grandes latifúndios, mas também em pequenas propriedades, nas quais o rebanho é pouco numeroso. Além da bovinocultura, destaca-se a criação de caprinos, que são mais resistentes ao clima semiárido. Em todo o Nordeste, os caprinos somam cerca de 6,5 milhões de cabeças, constituindo o maior rebanho do país.
Caprinocultura - uma das criações que mais crescem no Nordeste
  Em todo o Sertão desenvolve-se a chamada agricultura de subsistência, praticada, basicamente, em pequenas propriedades rurais por meio da utilização de técnicas tradicionais. Algumas áreas, como as encostas das serras e os vales fluviais, apresentam maior umidade, sendo, portanto, mais favoráveis à prática agrícola. Nessas áreas, também conhecidas como brejos, destacam-se lavouras como as de milho, feijão, arroz e mandioca. Entre as lavouras comerciais encontram-se as culturas do algodão arbóreo, destinado principalmente às indústrias, e de soja irrigada (no oeste da Bahia), cuja produção atende, principalmente, ao mercado externo.
Cultivo de soja em Barreiras - BA
A FALTA DE ÁGUA E A VIDA DO SERTANEJO
  A baixa pluviosidade e a ocorrência de estiagens no Sertão comprometem o desenvolvimento das atividades agropecuárias nessa sub-região nordestina, prejudicando principalmente os pequenos proprietários, que constituem a maioria dos produtores rurais.
  Com poucos recursos para investir em suas propriedades, esses agricultores geralmente cultivam apenas lavouras de subsistência (de feijão, mandioca, milho e alguns legumes), além de desenvolverem uma pequena criação de gado bovino e caprino, na forma extensiva. Em geral, essas atividades proporcionam renda muito baixa, insuficiente para suprir as necessidades básicas das famílias camponesas, que, em grande parte, vivem em condições precárias. Tal situação poderia ser amenizada por meio do aproveitamento dos recursos hídricos existentes na região.
Agricultura de subsistência - predomina no Sertão nordestino
  Estima-se que existam cerca de 2,1 bilhões de metros cúbicos de água em reservatórios subterrâneos, apenas no Polígono das Secas. No Brasil há tecnologia suficiente para explorar esses recursos na forma de sistemas de irrigação (para lavouras e pastagens) e de redes de abastecimento de água potável para a população. Já existem, em várias cidades do Polígono das Secas, centenas de poços perfurados que jorram mais de 1 milhão de metros cúbicos de água por ano; porém, não são utilizados em benefício da maioria dos agricultores.
Sistema de irrigação - uma das formas para tornar o solo do Sertão produtivo, porém grande parte dos pequenos agricultores não têm condições de utilizarem essa técnica
  Já para os grandes proprietários do Sertão, nem sempre o clima semiárido é um obstáculo. Para muitos deles, como os fruticultores, é até mesmo um aliado. Boa parte dos latifundiários que desenvolvem atividades agrícolas em suas terras utiliza sistema de irrigação abastecidos com água de poços e açudes construídos dentro das suas propriedades, muitas vezes com dinheiro do governo federal.
Cultivo de melão em Mossoró - RN. O clima semiárido é um grande aliado no cultivo desse produto.
SECAS: ONDE ESTÁ O PROBLEMA?
  Quando ocorrem grandes períodos de secas no Nordeste, o restante do país toma conhecimento pelos meios de comunicação (rádio, televisão, jornais, internet), das dificuldades por que passa a maioria das pessoas que vivem no Sertão. Sem recursos para enfrentar um longo período de estiagem, os camponeses perdem as pequenas lavouras e as poucas cabeças de gado que possuem, esgotando também suas limitadas reservas de água e alimento.
Com as secas que castigam constantemente o Sertão nordestino, grande parte do rebanho acaba morrendo por falta de água e alimento.
  Nessas ocasiões, o Nordeste geralmente recebe auxílio financeiro do governo federal para amenizar tais problemas. Entretanto, grande parte das verbas destinadas ao combate às secas acaba beneficiando apenas latifundiários e políticos influentes da região.
  Enquanto isso, os sertanejos que não têm acesso às verbas recorrem aos órgãos do governo responsáveis pelo combate às secas. Entre esses órgãos destaca-se o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), que coordena projetos de irrigação, construção de poços artesianos e açudes, bem como a formação de frentes de trabalho e outras atividades que visam a amenizar os problemas da população. Grande parte dessas ações, no entanto, pouco contribui para fixar o sertanejo em suas terras, e ainda hoje muitos deles migram para outros lugares, longe da seca e à procura de melhores condições de vida.
Com a seca, grande parte dos agricultores abandonam suas casas e fogem para as cidades, num processo denominado de êxodo rural
  O governo federal vem intervindo na região por meio da implementação do chamado Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco como forma de solucionar o problema da falta de água.
  O objetivo do governo com esse projeto é viabilizar o desenvolvimento socioeconômico do Sertão, captando 1% da água que o rio São Francisco lança no mar para abastecer açudes estratégicos nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Por meio desses açudes e também de uma rede de adutoras, a água deverá abastecer pequenas, médias e grandes cidades desses estados.
Projeto de transposição das águas do rio São Francisco
FONTE: Boligian, Levon. Geografia espaço e vivência, volume único / Levon Boligian, Andressa Turcatel Alves Boligian. -- 3. ed. -- São Paulo: Atual, 2011.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

FATORES QUE CONTRIBUEM PARA AS CHUVAS NO NORDESTE

  A Região Nordeste apresenta diferenças significativas de ordem natural e humana em relação aos demais complexos regionais do Brasil. Quanto aos aspectos naturais, os contrastes referem-se, sobretudo, às características climáticas e de vegetação. Os principais tipos de clima que atuam no Nordeste são o tropical úmido, o semiárido e o equatorial.
  Vários fatores contribuem para a formação de chuvas no Nordeste. Dentre eles, estão:
  • Zona de Convergência Intertropical (ZCIT): é o sistema meteorológico mais importante na determinação de como serão as chuvas no setor norte do Nordeste: abundantes ou deficientes. Normalmente, a ZCIT migra sazonalmente de sua posição mais ao norte, aproximadamente 12°N, em agosto-setembro, para posições mais ao sul, aproximadamente 4°S, em março-abril. A ZCIT é uma banda de nuvens que circunda a faixa equatorial do globo terrestre, formada principalmente pela confluência dos ventos alísios do Hemisfério Norte com os ventos alísios do Hemisfério Sul. A convergência desses ventos faz com que o ar quente e úmido ascenda, carregando umidade do oceano para os altos níveis da atmosfera, provocando a formação das nuvens. A ZCIT é mais significativa sobre os oceanos e, por isso, a Temperatura da Superfície do Mar (TSM), é um dos fatores determinantes na sua posição e intensidade.
LEGENDA: Cold Fronts - Frentes Frias; ITCZ - Zona de Convergência Intertropical; Trade Winds - Ventos Alísios; Spring Tide - Variação da Altura da Maré; Precipitation - Precipitação; Continental Shelf - Plataforma Continental.

  • Frente Fria: um outro fator importante no mecanismo causador de chuvas no Nordeste do Brasil, está ligado à penetração de Frentes Frias até as latitudes tropicais entre os meses de novembro e janeiro. As frentes frias são bandas de nuvens organizadas que se formam na região de confluência entre uma massa de ar frio (mais densa) com uma massa de ar quente (menos densa). A massa de ar frio penetra por baixo da quente, fazendo com que o ar quente e úmido suba, formando nuvens e, consequentemente, chuvas.
Frente Fria avançando sobre o Nordeste em junho de 2010
  • Vórtices Ciclônicos de Ar Superior (VCAS) - os Vórtices Ciclônicos de Ar Superior que atingem a Região Nordeste do Brasil, formam-se no Oceano Atlântico entre os meses de outubro e março e sua trajetória, normalmente, é de leste para oeste, com maior frequência entre os meses de janeiro e fevereiro. Os VCAS são um conjunto de nuvens que, observado pelas imagens de satélite, tem a forma aproximada de um círculo girando no sentido horário. Na sua periferia há formação de nuvens causadoras de chuva e no centro há movimentos de ar de cima para baixo (subsidiência), aumentando a pressão e inibindo a formação de nuvens.
Vótice Ciclônico atingindo o Nordeste em janeiro de 2012
  • Linhas de Instabilidade (LI) - as Linhas de Instabilidade que se formam principalmente nos meses de verão no hemisfério Sul (dezembro a março), encontram-se ao sul da Linha do Equador influenciando as chuvas no litoral norte do Nordeste e regiões adjacentes, ocorrendo geralmente no período da tarde e início da noite. As Linhas de Instabilidade são bandas de nuvens causadoras de chuva, normalmente do tipo cumulus, organizadas em forma de linha. Sua formação se dá basicamente pelo fato  de que, com a grande quantidade de radiação solar incidente sobre a região tropical, ocorre o desenvolvimento das nuvens cumulus, que atingem um número maior à tarde, quando a convecção é máxima, com consequentes chuvas. Outro fator que contribui para o incremento das Linhas de Instabilidade, principalmente nos meses de fevereiro e março, é a proximidade da ZCIT.
Linha de instabilidade sobre o Nordeste março de 1996
  • Complexos Convectivos de Mesoescala - os CCMs são aglomerados de nuvens que se formam devido à condições locais favoráveis (temperatura, relevo, pressão, entre outros) e provocam chuvas fortes de curta duração. Normalmente as chuvas associadas a este fenômeno meteorológico ocorrem de forma isolada.
Complexos Convectivos de Mesoescala no Nordeste em abril de 1998
  • Ondas de Leste - as Ondas de Leste são ondas que se formam no campo de pressão atmosférica, na faixa tropical do globo terrestre, na área de influência dos ventos alísios e se deslocam de oeste para leste, numa área que vai da costa da África até o litoral leste do Brasil. Esse sistema provoca chuvas principalmente na Zona da Mata, que vai do Recôncavo Baiano até o litoral do Rio Grande do Norte entre os meses de maio e agosto. Quando as condições oceânicas e atmosféricas estão favoráveis, as Ondas de Leste também provocam chuvas no Ceará, principalmente na parte centro-norte do Estado.
Nebulosidade associada às Ondas de Leste atingindo o Nordeste em 08/06/2011
Oscilação 30 - 60 dias - Sistema Atmosférico (onda de pressão) que se desloca de oeste para leste contornando o globo terrestre num período entre 30 a 60 dias, que pode favorecer ou inibir a chuva, dependendo de sua fase, sobre a Região Nordeste, quando de sua passagem.
FONTE: Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos)

domingo, 23 de dezembro de 2012

JAPÃO: UMA GRANDE POTÊNCIA EM CRISE

  O Japão é a terceira maior economia mundial, com um PIB de cerca de 5 trilhões de dólares, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. O país acumula saldos gigantescos no comércio exterior, graças à diversidade de seu parque industrial e ao fato de abrigar universidades e centros avançados de pesquisa e tecnologia. Além disso, a população japonesa usufrui de uma excelente qualidade de vida, com renda per capita média de 38 mil dólares anuais e uma alta expectativa de vida, de cerca de 82 anos, o que confere aos japoneses um elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,953.
O Japão é o país com o maior número de centenários do mundo
  A conquista dessa prosperidade econômica e social foi devida aos recursos financeiros concedidos pelos Estados Unidos, na década de 1950, como forma de compensar o governo japonês pelos danos causados durante a Segunda Guerra Mundial, além de impedir a expansão do socialismo soviético no Extremo Oriente.
Imagem de Hiroshima, no Japão, após o bombardeio norte-americano em 06/08/1945
  Com os recursos obtidos, o governo japonês investiu na reconstrução do país, direcionando bilhões de dólares para a criação de infraestrutura (estradas, ferrovias, portos, usinas elétricas, etc.), além de novas indústrias do setor de base (siderúrgicas, metalúrgicas, químicas, entre outras), intermediárias (sobretudo as navais) e, mais tarde, de bens de consumo (automóveis, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, etc.). O principal objetivo era colocar no mercado internacional produtos com tecnologia moderna, alta qualidade e preços baixos. Os esforços do governo japonês deram resultado: nas décadas seguintes, o mundo todo foi invadido pelos seus produtos manufaturados, o que levou o país à categoria de grande exportador mundial.
Mapa econômico do Japão
  O ritmo de crescimento econômico do Japão disparou, atingindo, nas décadas de 1950 e 1960, uma taxa média de 10,5% ao ano, o dobro das taxas das outras nações desenvolvidas. Além da ajuda financeira dos Estados Unidos, outros fatores contribuíram de maneira significativa para a retomada do desenvolvimento no país. Entre esses fatores, destacam-se:
  • Mão de obra barata e abundante para as indústrias: ao final da Segunda Guerra Mundial, houve no Japão um intenso êxodo rural. A maior parte do contingente de trabalhadores migrantes foi absorvida pelas indústrias que surgiam, sobretudo, nos grandes centros urbanos.
  • Longas jornadas de trabalho: desde o início do período de recuperação econômica, os empregados japoneses têm trabalhado, em média, durante 43 horas semanais, ao passo que, na maioria das outras nações desenvolvidas, como a França e os Estados Unidos, a jornada de trabalho é de 38 horas semanais.
  • Fidelidade dos trabalhadores à empresa: os trabalhadores japoneses são extremamente subordinados à hierarquia, às regras e à rotina de trabalho das empresas; muitas vezes eles veem a fábrica como uma extensão de sua casa. A obediência desses trabalhadores à classe patronal faz com que os sindicatos existentes no país atuem, na realidade, em consenso com os interesses econômicos das empresas.
  • Aplicação maciça de verbas na área educacional: a partir do pós-guerra, parcelas significativas das verbas públicas foram destinadas à educação, principalmente ao ensino técnico voltado para a qualificação de mão de obra. Os resultados desses investimentos são visíveis na atualidade: 98% dos estudantes japoneses cursam o 2° grau, e 51% destes seguem para o nível superior.
  • Criação e aprimoramento de novas tecnologias: governo e empresas realizaram grandes investimentos em pesquisas científicas, fazendo o país se destacar nos setores de tecnologia de ponta. A partir da década de 1970, o Japão tornou-se o maior fabricante e exportador mundial de microchips, de robôs de alta precisão e também de supercomputadores.
Fábrica da Toyota no Japão - uso intenso de tecnologia
  Assim, foi fundamental a participação ativa e integrada da população, das empresas e do governo na reconstrução econômica do Japão, o que provocou um acelerado crescimento das cidades do país logo após a Segunda Guerra Mundial.
O TERRITÓRIO JAPONÊS E AS ATIVIDADES ECONÔMICAS
  Com aproximadamente 373 mil km² de extensão (pouco maior que o estado de Goiás), o território do arquipélago japonês é constituído por 75% de montanhas, a maioria de origem vulcânica, e apenas 25% de planícies. Por isso, as regiões industriais japonesas encontram-se, de maneira geral, confinadas em estreitas faixas de terra, entre as montanhas e o oceano. São pequenas áreas de planícies, onde a declividade do terreno é pouco acentuada, permitindo a instalação de grandes indústrias.
Mapa topográfico do Japão
  Além do interior montanhoso, outro fator que contribui histórica e economicamente para a concentração das indústrias no litoral é a proximidade dos portos, locais de desembarque de matérias-primas e embarque de produtos manufaturados para exportação. Os portos japoneses de Yokohama, Kobe e Chiba são alguns dos mais movimentados do mundo.
  As áreas industriais e portuárias localizadas nas grande aglomerações urbanas de Tóquio, Nagoya e Osaka respondem por cerca de 70% da produção industrial japonesa. Nessas áreas destacam-se as indústrias automobilística, petroquímica, mecânica, de materiais elétricos e de aparelhos eletrônicos. Outro setor industrial de destaque no país é o naval: cerca de um terço dos navios construídos no mundo é de origem japonesa. Essa produção ocorre em imensos estaleiros localizados nas regiões de Kobe e Nagasaki.
Porto de Kobe no Japão
DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI
  Embora haja tanta prosperidade, o Japão enfrenta problemas financeiros. Como vem ocorrendo em vários países desenvolvidos, grandes desafios econômicos e sociais colocam-se à frente da nação japonesa no início do século XXI. O maior desses desafios é a crise econômica que o país atravessa, relacionada à estagnação do ritmo de crescimento econômico, que até o início da década de 1990 se mantinha bastante elevado. Essa desaceleração da economia tem gerado a falência de empresas e o aumento do desemprego no país.
  Entre as principais causas da estagnação econômica está o enorme déficit público, gerado, em grande parte, pelos altos gastos do governo com aposentadorias e outros benefícios sociais destinados ao crescente contingente de idosos. No Japão, cerca de 20% da população tem idade igual ou superior a 65 anos, o que representa cerca de 25 milhões de pessoas. A previsão é de que, em 2015, um em cada quatro japoneses seja idoso.
A cada ano aumenta o número de idosos no Japão, modificando a sua pirâmide etária
  Esse acelerado crescimento da população idosa, somado a outros fatores, contribui para a estagnação do consumo, outro dado relevante para entendermos a atual crise japonesa. Diferentemente dos países ocidentais desenvolvidos, onde os idosos consomem cada vez mais, no Japão há um hábito de poupar o máximo possível, como forma de garantir proventos para o futuro. Esse fato tem se acentuado nos últimos anos em razão da crise econômica que atinge o país.
O hábito de consumo do japonês é bem menor que o de muitos países desenvolvidos
  É importante saber que, apesar de ser um grande exportador de manufaturados, cerca de 85% dos produtos industrializados fabricados no Japão são consumidos no próprio país. Isso significa que a economia japonesa é extremamente dependente do consumo interno. Portanto, se os habitantes poupam mais do que consomem, a economia entra em recessão, ou seja, as fábricas, o comércio e os serviços passam a produzir menos e a demitir funcionários em massa. Essa é a principal causa da atual taxa de desemprego de aproximadamente 4%, a maior da história do país desde a Segunda Guerra Mundial.
  O desemprego dos últimos anos vem gerando uma nova realidade para os japoneses: a pobreza. Segundo fontes do governo, o número de pessoas vivendo como indigentes nas ruas das grandes metrópoles do país saltou de algumas centenas, na década de 1990, para uma legião de quase 20 mil. Talvez esse seja o maior desafio para a sociedade tecnologicamente mais avançada do planeta: saber lidar com problemas socioeconômicos típicos do mundo subdesenvolvido.
Com a crise econômica, aumenta o número de mendigos nas ruas japonesas
FONTE: Boligian, Levon. Geografia espaço e vivência, volume único / Levon Boligian, Andressa Turcatel Alves Boligian. -- 3. ed. -- São Paulo: Atual, 2011.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

RESPOSTA DO BLOG

  Recebi alguns comentários de um anônimo a respeito do meu blog. A pessoa comentou dizendo que eu só faço copiar e não sei escrever notícias feitas por mim mesmo. Anônimo, eu não sou blogueiro, o meu blog foi criado exclusivamente com o objetivo formar uma banca de estudo, e sempre que coloco uma matéria eu ponho a fonte. Artigos que crio eu publico nos blogs dos meus colegas. Se o anônimo, que tem medo de mostrar sua identidade, não gosta de fazer uma boa leitura ou está sentindo-se incomodado, é só não acessar o meu blog.
Professor Marciano Dantas

PARAÍBA

Ficheiro:PB Municipalities.svg
  A Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada a leste da região Nordeste e tem como limites o estado do Rio Grande do Norte, ao norte, o Oceano Atlântico, a leste, Pernambuco, ao sul e o Ceará, a oeste. O Estado ocupa uma área de 56.469,466 km² e, em 2010, segundo o censo do IBGE, contava com uma população de 3.766.528 habitantes.
  O Estado é o berço de vários notáveis poetas e escritores brasileiros como Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida, José Lins do Rêgo, Pedro Américo (este mais conhecido por suas pinturas de cenas da História nacional), Assis Chateaubriand (mais conhecido por ter fundado os Diários Associados, a TV Tupi e o MASP), entre muitos outros. O estado também deu origem a um dos economistas mais influentes da história latino-americana: Celso Furtado.

Celso Furtado
  Na Paraíba encontra-se o "ponto mais oriental das Américas", conhecido como a Ponta do Seixas, em João Pessoa. Devido à sua localização privilegiada (extremo oriental das Américas), a cidade de João Pessoa é conhecida turisticamente como a "cidade onde o sol nasce primeiro". Além disso, é palco de uma das maiores festas populares do Brasil, "O Maior São João do Mundo", na cidade de Campina Grande.

Ponta do Seixas - ponto mais oriental das Américas
HISTÓRIA
  A história da Paraíba começa antes do descobrimento do Brasil, quando o litoral do atual território do estado era povoado pelos índios tabajaras e potiguaras. No município de Ingá, agreste paraibano, encontra-se o sítio arqueológico mais visitado do estado, conhecido como Pedra do Ingá, onde estão gravadas, na dura rocha, no leito de um rio, dezenas de inscrições rupestres em baixo-relevo, formando painéis de incomparável beleza estética e uma composição gráfica única, com mensagens até hoje não decifradas. A Pedra do Ingá é um dos monumentos pictográficos mais estudados do mundo. Embora ainda fazendo parte do desconhecido, os achados da Pedra do Ingá estão já há bastante tempo catalogados por notáveis arqueólogos como um dos mais importantes documentos líticos, motivando permanentes e incessantes pesquisas, que buscam informações mais nítidas sobre a vida e os costumes de civilizações passadas.
Itacoatiaras na Pedra do Ingá
AS TRIBOS INDÍGENAS QUE HABITAVAM APARAÍBA
  Antes da chegada dos portugueses aqui na América e a consequente ocupação do território brasileiro, a Paraíba já era habitada por grupos indígenas que ocuparam primeiramente o litoral; pertenciam a grande tribo Cariri e vieram, provavelmente, da região amazônica.
  Devido à sua agressividade, foram chamados de tapuias por outros nativos, que significa inimigos. Por volta de 1500 chegaram novas famílias indígenas, pertencentes à Nação Tupi-Guarani: eram os Potiguaras, emigrados do litoral maranhense e que se situaram na parte norte do litoral paraibano, desde as proximidades da Baía da Traição até os contrafortes da Borborema, de onde moveram guerra aos Cariris. O resultado foi o deslocamento destes últimos para as regiões sertanejas.
Mapa dos povos indígenas do Brasil no século XVI
  Na época da conquista da Paraíba - segunda metade do século XVI - chegaram outros silvículas, dessa vez pertencenteà tribo Tabajara, também de origem Tupi-Guarani, mas logo tornaram-se inimigos tradicionais dos Potiguaras, fixando-se na várzea do rio Paraíba. Na segunda metade do século XVII, a maior parte da população ainda era constituída de índios.
   O nível de civilização do índio paraibano era considerável. Muitos sabiam ler e conheciam ofícios como a carpintaria. Esses índios tratavam bem os jesuítas e os missionários que lhes davam atenção.
  A maioria dos índios estavam de passagem do Período Paleolítico para o Neolítico. A língua falada por eles era o tupi-guarani, utilizados também pelos colonos na comunicação com os índios.
 OS CARIRIS
  Os índios Cariris se encontravam em maior número que os Tupis e ocupavam uma área que se estendia desde o planalto da Borborema até os limites do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Os Cariris eram índios que diziam ter vindo de um grande lago. Estudiosos acreditam que eles tenham vindo do Amazonas ou do Lago Maracaibo, na Venezuela.
  A Nação Cariri dividia-se em várias tribos. Os que habitavam a Paraíba e as áreas próximas do Estado eram: Paiacus, Icós, Sucurus, Ariús, Panatis, Canindés, Pegas, Janduís, Bultrins e Carnoiós. Destes, os Tapuias Pegas ficaram conhecidos nas lutas contra os bandeirantes.
Mapa das tribos indígenas que habitavam a Paraíba. Crédito: Estevão Palitot
TUPIS
  Os Tupis habitavam a zona mais próxima ao litoral e estavam divididos em Potiguaras e Tabajaras:
a) TABAJARAS - na época da fundação da Paraíba, os Tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil pessoas. O seu nome indicava que viviam em tabas ou aldeias. Eram sedentários e de fácil convívio. A aliança que firmaram com os portugueses foi de grande proveito para os índios quando da conquista da Paraíba e da fundação de João Pessoa.
  Todos os aldeamentos ao sul de Cabo Branco pertenciam aos indígenas dessa tribo e deram origem a muitas cidades e vilas, como Aratagui (Alhandra), Jacoca (Conde), Piragibe (João Pessoa), Tibiri (Santa Rita), Pindaúma (Gramame), Taquara, Jacaraú, Pitimbu.
Mapa das tribos Tupis. Crédito: Estevão Palitot
b) POTIGUARAS - eram mais numerosos que os Tabajaras e ocupavam uma pequena região nos limites do Rio Grande do Norte com a Paraíba. Estavam localizados na parte norte do rio Paraíba, curso do rio Mamanguape e Serra da Copaoba. Com esta constante locomoção os índios ocuparam áreas desabitadas. Da Serra da Copaoba, foram rechaçados para o Rio Grande do Norte e aldeamentos na Baía da Traição, onde ainda hoje se encontram seus remanescentes.
Índios da tribo Toré Potiguara de Baía da Traição - PB
  Esses índios locomoviam-se constantemente, deixando aldeias para trás e formando outra. Com esta constante locomoção, os índios ocuparam áreas desabitadas. Da Serra da Copaoba, para o Sul, excetuando-se as aldeias estabelecidas no litoral. Toda a região do Agreste Acatingado, que se estende de Guarabira a Pedras de Fogo, passando por Alagoa Grande, Alagoinha, Mulungu, Sapé, Gurinhém, foi ocupado pelos Potiguaras.
  Os Potiguaras eram uma das tribos mais populosas da Nação Tupi, e desempenharam importante papel na guerra holandesa com cujos povos se aliaram. Anos antes eles também foram aliados dos franceses, que mantinham feitorias no estuário do Paraíba e Baía da Traição (Acejutibiró) e de onde faziam incursões até a Serra da Copaoba (que compreende atualmente terras de Serra da Raiz, Duas Estradas, Caiçara e Belém) para a extração do pau-brasil. Esses índios resistiram ferozmente e bravamente, desde o início da conquista portuguesa.
Serra de Copaoba
  Ainda hoje, encontram-se tribos indígenas potiguaras localizados na Baía da Traição, mas apenas em uma aldeia, a São Francisco, onde não há miscigenados, pois a tribo não aceita a presença de caboclos, termo que eles utilizavam para com as pessoas que não pertencem a tribo.
  Atualmente, as aldeias constituem reservas indígenas mal administradas pelo governo, e suas terras, quase todas, foram griladas por grandes proprietários e usinas da região, mencionando-se a Companhia de Tecidos Rio Tinto, hoje desativada. A principal atividade desses índios é a pesca e em menor escala, a agricultura.
Índios Potiguras de Rio Tinto - PB
ANTECEDENTES DA CONQUISTA DA PARAÍBA
  Demorou um certo tempo para que Portugal começasse a explorar economicamente o Brasil, uma vez que os interesses lusitanos estavam voltados para o comércio de especiarias das Índias, e além disso, não havia nenhuma riqueza na costa brasileira que chamasse tanta atenção quanto o ouro, encontrado nas colônias espanholas, minério este que tornara a Espanha uma nação muito poderosa na época.
  Devido ao desinteresse lusitano, piratas e corsários começaram a extrair o pau-brasil, madeira muito encontrada no Brasil Colônia, e especial devido a extração de um pigmento usado para tingir tecidos na Europa. Esses invasores eram em sua maioria franceses, e logo que chegaram ao Brasil fizeram amizade com os índios, possibilitando entre eles uma relação comercial conhecida como "escambo", na qual o trabalho indígena era trocado por alguma manufatura sem valor.
Gravura de André Thevet, de 1575, em que retrata os índios trabalhando na extração do pau-brasil. O quadro encontra-se no Museu Histórico Nacional.
  Com o objetivo de povoá-la, a colônia portuguesa foi dividida em quinze capitanias distribuída para doze donatários. Entre elas destacou-se a capitania de Itamaracá, a qual se estendia do rio Santa Cruz até a Baía da Traição. Inicialmente, essa capitania foi doada à Pero Lopes de Sousa, que não pôde assumir, vindo em seu lugar o administrador Francisco Braga, que devido a uma rivalidade com Duarte Coelho, deixou a capitania em falência, dando lugar a João Gonçalves, que realizou algumas benfeitorias na capitania, como a fundação da Vila Conceição e a construção de engenhos.
Capitania de Itamara
  Após a morte de João Gonçalves, a capitania entrou em declínio, ficando à mercê de malfeitores e propiciando a continuidade do contrabando de madeira.
  Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual os índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém, em Pernambuco. Esse episódio ocorreu após o rapto e posterior desaparecimento de uma índia, filha do cacique potiguar, no Engenho de Tracunhaém. Após receber a comitiva constituída pela índia e seus irmãos, vindos de viagem para pernoite em sua casa, um senhor de engenho, Diogo Dias, provavelmente escondeu-a, de modo que quando amanheceu o dia a moça havia desaparecido e seus irmãos voltaram para sua tribo sem a índia. Seu pai ainda apelou para as autoridades, enviando emissários a Pernambuco sem o menor sucesso. Os franceses que se encontravam na Paraíba estimularam os potiguaras à luta. Pouco tempo depois, todos os chefes potiguaras se reuniram, movimentaram guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte e atacaram o engenho de Diogo Dias. Foram centenas de índios que, ardilosamente, se acercaram do engenho e realizaram uma verdadeira chacina, com a morte de todos que encontraram pela frente: proprietários, colonos e escravos, seguindo-se o incêndio do engenho.
Representação de um engenho da Paraíba no século XVII
  Após esta tragédia, D. João III, rei de Portugal, desmembrou Itamaracá, dando formação à Capitania do Rio Paraíba.
  Existia uma grande preocupação por parte dos lusitanos em conquistar a capitania que atualmente é a Paraíba, pois havia a garantia do progresso da capitania pernambucana, a quebrada aliança entre os Potiguaras e franceses, e ainda, estender sua colonização ao norte.
EXPEDIÇÕES PARA A CONQUISTA
  Quando o governador-geral D. Luís de Brito recebeu a ordem de separar Itamaracá, recebeu também do rei de Portugal a ordem de punir os índios responsáveis pelo massacre, expulsar os franceses e fundar uma cidade. Assim, começaram as cinco expedições para a conquista da Paraíba. Para isso, o rei D. Sebastião mandou primeiramente o ouvidor-geral D. Fernão da Silva.
Paisagem da Paraíba em 1665, por Frans Post
Primeira Expedição (1574): O comandante dessa expedição foi o ouvidor-geral D. Fernão da Silva. Ao chegar no Brasil, Fernão tomou posse das terras em nome do rei sem que houvesse nenhuma resistência, mas isso foi apenas uma armadilha. Sua tropa foi surpreendida por indígenas e teve que recuar para Pernambuco.
Segunda Expedição (1575): Quem comandou a segunda expedição foi o governador-geral D. Luís de Brito. Sua expedição foi prejudicada por ventos desfavoráveis e eles nem sequer chegaram às terras paraibanas. Três anos depois outro governador-geral, Lourenço Veiga, tenta conquistar o Rio Paraíba, não obtendo êxito.
Terceira Expedição (1579): Ainda sob forte domínio "de fato" dos franceses, foi concedida, por dez anos, ao capitão Frutuoso Barbosa, a capitania da Paraíba, desmembrada de Olinda. Essa ideia só lhe trouxe prejuízos, uma vez que quando estava vindo à Paraíba, caiu sobre sua frota uma forte tormenta e, além de ter de recuar até Portugal, ele perdeu sua esposa.
Quarta Expedição (1582): Com a mesma proposta imposta por ele na expedição anterior, Frutuoso Barbosa volta decidido a conquistar a Paraíba, mas cai na armadilha dos índios e dos franceses. Barbosa desiste, após perder um filho em combate.
Quinta Expedição (1584): Após a sua chegada à Paraíba, Frutuoso Barbosa capturou cinco navios de traficantes franceses, solicitando mais tropas de Pernambuco e da Bahia para assegurar os interesses portugueses na região. Nesse mesmo ano, da Bahia vieram reforços através de uma esquadra comandada por Diogo Flores de Valdés, e de Pernambuco, tropas sob o comando de D. Filipe de Moura. Conseguiram finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba. Após a conquista, eles construíram os fortes de Santiago e São Filipe.
Centro histórico de João Pessoa - marco zero da colonização da Paraíba
CONQUISTA DA PARAÍBA
  Para as jornadas, o ouvidor-geral Martim Leitão, formou uma tropa constituída por brancos, índios, escravos e até religiosos. Quando aqui chegaram se depararam com índios que, sem defesa, fogem e são aprisionados. Ao saber que eram índios tabajaras, Martim Leitão manda soltá-los, afirmando que sua luta era contra os potiguaras (rivais dos tabajaras). Após o incidente, Leitão procurou formar uma aliança com os tabajaras que, por temer outra traição, a rejeitaram.
  Depois de um certo tempo Leitão e sua tropa finalmente chegaram aos fortes de São Filipe e Santiago, ambos em decadência e miséria devido as intrigas entre os espanhóis e portugueses. Com isso, Martim Leitão nomeou o espanhol conhecido como Francisco Castrejón para o cargo de Frutuoso Barbosa. A troca só fez piorar a situação. Ao saber que Castrejón havia abandonado, destruído o Forte e jogado toda a sua artilharia no mar, Leitão o prendeu e o enviou de volta à Espanha.
  Quando ninguém esperava, os portugueses unem-se aos tabajaras, fazendo com que os potiguaras recuassem. Isto se deu no início de agosto de 1585. A conquista da Paraíba se deu através da união de um português e um chefe indígena chamado Pirajibe, palavra que significa "Braço de Peixe".
Igreja de São Francisco - sua construção iniciou-se por volta de 1585
A CONQUISTA DO INTERIOR DA PARAÍBA

OS PRIMEIROS  MOVIMENTOS DA INTERIORIZAÇÃO
  Durante o século XVI e início do século XVII, a ocupação do interior paraibano, assim como em todo o Brasil, concentrou-se predominantemente no litoral. Depois da invasão holandesa foi que começou a intensificar-se a conquista para o interior, por meio das missões de catequese, entradas e bandeiras.
  De uma maneira geral as causas para as entradas no Brasil foram as seguintes:
  • busca de metais preciosos (ouro e prata);
  • captura de índios para vendê-los como escravos, uma vez que o negro se tornava uma peça muito cara;
  • o espírito aventureiro de alguns portugueses, que se sentiam atraídos pelo desconhecido e certos de que seriam compensados;
  • a possibilidade de obter sesmarias (terras não ocupadas que o rei concedia a quem quisesse desbravá-las e povoá-las à sua custa);
  • o desenvolvimento da criação de gado.
  Na Paraíba, essas três últimas causas foram responsáveis pelo desbravamento do interior, sendo a criação do gado a principal.
Pecuária - atividade que contribuiu para o povoamento do interior da Paraíba
AS MISSÕES DE CATEQUESE
  As missões de catequese foram as primeiras formas de conquista do interior da Paraíba. Os missionários pregavam o cristianismo nas suas missões, alfabetizavam e ensinavam ofícios aos índios e construíam colégios para os colonos.
  Em 1670 foi fundada pelo padre Martim de Nantes, a Missão do Pilar. Esta missão deu origem à vila do Pilar.
Pilar - PB
  Avançaram ainda mais os padres missionários pelas margens do rio Ingá. Chegaram, enfim, a um planalto com uma campina verde e um clima agradável. Organizaram neste local um segundo aldeamento de índios Cariris, às margens do Paraíba, em Pilar e Boqueirão.
  Descrita pelo missionário Martim de Nantes, que sobre elas produziu importante Relação, essas missões funcionaram como bases, a partir dos quais os Oliveira Ledo alcançou o Sertão.
Boqueirão - PB
FRANCISCO DIAS D'ÁVILA E A CASA DA TORRE
  A famosa Casa da Torre tinha sede na Bahia. Seu proprietário - o coronel Francisco Dias D'Ávila - estabeleceu, de início, os seus currais na Bahia. Depois suas fazendas se espalharam em torno do rio São Francisco e chegaram até o Piauí.
  Era um imenso território, a origem do sistema latifundiário que marcaria o sertão nordestino. Para adquirir suas imensas propriedades gastara apenas papel e tinta em requerimento de sesmaria. Ao falecer, em 1695, legou o patrimônio da Casa da Torre à sua esposa, dona Leonor Pereira Marinho - como colonos, foreiros daquele potentado. Esses colonos eram arrendatários da Casa da Torre, já então sesmaria do vale do Piancó, Piranhas de Cima e Rio do Peixe. Só na ribeira desses rios, as propriedades de Dias D'Ávila ascendiam a vinte e oito.
São João do Rio do Peixe - PB
  Quando Antônio de Oliveira Ledo, cuja sesmaria localizava atrás da de Vidal de Negreiros, no vale do Paraíba, chegou a missão indígena Cariri de Boqueirão, na Serra do Carnoió, no curso médio daquele rio, em 1670, o Sertão da Capitania já se encontrava parcialmente ocupado pela Casa da Torre. Nesse sentido, a presença desta nos sertões paraibanos dataria de 1663. Os Senhores da Torre foram os pioneiros na parte ocidental da Capitania da Paraíba. Mas não se fixaram nessa região. Arrendaram ou doaram suas terras nas ribeiras dos rios Piancó, Peixe e Piranhas de Cima.
Rio Piancó no município de Piancó - PB
BANDEIRANTES E OS OLIVEIRA LEDO, NA CONQUISTA DA PARAÍBA
  Houve duas linhas de penetração no Sertão paraibano. Uma, vertical, do sul para o norte, que partiu do Rio São Francisco e, através de afluentes deste, penetrou na Paraíba, através da fronteira com Pernambuco. Percorreram-na bandeirantes paulistas, baianos e pernambucanos. A essa corrente incorporou-se o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, que após esmagar o Quilombo dos Palmares, marchou sobre a Paraíba para fazer o mesmo com os índios da Confederação dos Cariris.
Domingos Jorge Velho e Domingos Afonso Sertão
  Os bandeirantes, todavia, não ocuparam a terra no sentido de fazê-la render economicamente. Apenas a devassaram, sufocando, onde foi o caso, a resistência indígena. A ocupação produtiva, isto é, a colonização do sertão da Paraíba, coube, além dos colonos que seguiram os bandeirantes, à família Oliveira Ledo e os sesmeiros articulados a estes desbravadores. Esses dois últimos ingressaram nos sertões da Paraíba, no sentido horizontal, de leste para oeste, com a maioria operando por conta própria  e alguns sob o patrocínio do governo (as entradas). Os responsáveis por expedições denominadas entradas tornaram-se conhecidos como entradistas.
  Os Oliveira Ledo, situados na origem de tantos municípios paraibanos, a partir de Campina Grande, e região do Cariri, tanto levaram para o interior seus cabedais como se responsabilizaram pelas entradas. O patriarca do grupo, Antônio de Oliveira Ledo, estabeleceu vias de penetração sertanejas, através de duas direções:
  • A primeira, partindo, da missão de Boqueirão, pelo curso do Paraíba até o Rio Taperoá, cruzou o pequeno Rio Farinha e subindo o curso do Espinharas, nas vizinhanças de Patos, lançou-se para o nordeste, a fim de, através do Rio Piranhas, alcançar a região do atual município de Brejo do Cruz e penetrar no Rio Grande do Norte, cuja zona do Seridó pertencia, então, a jurisdição da Paraíba.
  • A segunda via de penetração de Antônio de Oliveira Ledo desviou-se para o sul, desde Boqueirão, a fim de, pelas nascentes do Rio Paraíba, ingressar em território pernambucano, onde chegando ao Pajeú, encontrou os colonos da Casa da Torre que por ali subiam, rumo ao alto sertão da Paraíba e do Ceará.
  Dois outros Oliveira Ledo, Custódio, irmão de Antônio, e Constantino, filho de Custódio, também participaram da conquista do sertão da Paraíba. Quem, todavia, exerceu essa função com maior veemência, foi outro filho de Custódio, Teodósio de Oliveira Ledo.
Teodósio de Oliveira Ledo
  A penetração de Teodósio partiu do aldeamento Cariri, de Pilar, no sentido noroeste e, virando para o sul, alcançou o Rio Taperoá. Seguindo em frente, atravessou o Planalto da Borborema até Pau Ferrado, sobre o Rio Piancó, de onde penetrando para o nordeste, alcançou o vale do Rio do Peixe, na localidade de Jardim, atual Sousa. Descrevendo longo círculo, penetrou o Seridó norte-rio-grandense pela Serra de Luís Gomes e, desviando-se para o sul, alcançou a confluência do Rio Piancó com o Piranhas onde, em 1698, fundou o Arraial de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó. Esse povoado, do qual deriva a atual cidade de Pombal, constituiu o centro de irradiação de povoamento que compreenderam, não apenas o sertão da Paraíba, mas territórios do Rio Grande do Norte e Ceará.
Pombal - PB
A RESISTÊNCIA INDÍGENA (GUERRA DOS BÁRBAROS)
  A presença de entradistas e bandeirantes pelo sertão da Paraíba, dispunha de outra motivação, além de espalhar o gado pelos campos do criatório: capturar índios para venderem no litoral. Entradistas e bandeirantes, como Teodósio de Oliveira Ledo, Domingos Jorge Velho, Domingos Afonso Sertão e Bernardo Vieira de Melo encontravam-se, confessadamente, comprometidos com essa empreitada. Ao tentar defender suas terras e com o apoio dos franceses, os índios decidiram reagir. Essa reação, que gerou a chamada Guerra dos Bárbaros, vigentes nos sertões nordestinos, de 1680 a 1730, recebeu a denominação de Confederação dos Cariris, apesar de que na Paraíba, os Cariris não foram responsáveis por esse procedimento, mas sim os Tarairiús.
Principais conflitos envolvendo os bandeirantes e os indígenas no Brasil
  Três fases experimentou a Guerra dos Bárbaros. A primeira ocorreu no Rio Grande do Norte, na região do Vale do Açu, onde os índios se apresentaram com armas de fogo e munições contrabandeadas pelos franceses. A segunda, de maior duração, teve lugar na Paraíba, ao longo de toda a povoação de Bom Sucesso do Piancó. Expulsos da área, os índios refugiaram-se no Ceará, onde ocorreu a última fase da Guerra dos Bárbaros.
Bom Sucesso - PB
  A crueldade com que essa guerra foi travada fez-se tão acentuada que, a certa altura, as autoridades portuguesas dirigiram-se ao governador da Paraíba pedindo explicações sobre o que aí acontecia. Aldeias inteiras estavam sendo incendiadas e seus habitantes massacrados, sem constituir exceção crianças e mulheres. Quanto aos adultos que se recusavam à escravidão, eram assassinados.
O POVOAMENTO DO SERTÃO
  Com os índios  pacificados e dominados, os sertanistas puderam continuar a fundar suas fazendas de gado, que se tornariam mais tarde núcleos de povoamento. Esses núcleos surgiram, primeiramente por meio da criação de gado para abastecer as regiões vizinhas, depois através das feiras, onde surigam as pousadas, que foram progredindo a ponto de irem tornando-se vilas.
  Com os bandeirantes percorrendo o curso dos rios e o deslocamento do gado ao longo destes, foram surgindo os currais e os campos cercados de rústicas habitações, geralmente de pau-a-pique. Assim, formavam-se as primitivas fazendas, que eram dotadas de capelas que lhes asseguravam a posse das terras. Dentre essas capelas estão a de Nossa Senhora do Rosário, erguida entre 1701 e 1721, no Arraial de Piranhas, onde hoje e a cidade de Pombal, as capelas de Cabaceiras em 1730, Jardim do Rio do Peixe (Sousa), Piancó em 1748, Patos em 1772, Catolé do Rocha e Santa Luzia em 1773, e Monteiro em 1880, que significaram o elemento gerador dessas cidades.
Santa Luzia - PB
  Outro elemento formador dos arraiais que se converteram com o tempo em povoados, vilas e cidades, foram os sítios. Na qualidade de "maior figura patriarcal do sertão da Paraíba",  o capitão-mor José Gomes de Sá possuía fazendas arrendadas à Casa da Torre, como Acauã e Riachão, atuais distritos da região de Sousa. A cidade de Conceição fez-se, originalmente, data de terra pertencente a Pedro Monteiro, no vale do Piancó, em cujos sertões, fazendas como São Gonçalo, Lagoa Tapada e Santo Antônio (atual Piancó), também originaram sedes de distritos e municípios da Paraíba.
Conceição - PB
  A disputa pela terra gerou, no sertão, uma sociedade violenta que se prolongou no cangaço e lutas de famílias, até bem pouco visíveis em municípios como Catolé do Rocha, Teixeira, Miseridórdia (atual Itaporanga) e Piancó.
  O povoamento da região ficou a cargo dos colonos que eram mamelucos, resultantes de cruzamento do branco com o índio, mais amplo que o cafuzo, proveniente da mistura do índio com o negro e também aí encontrado.
 FUNDAÇÃO DA PARAÍBA
  Martim Leitão trouxe pedreiros, carpinteiros, engenheiros e outros para edificar a cidade de Nossa Senhora das Neves. Com o início das obras, Leitão foi a Baía da Traição expulsar o resto dos franceses que permaneciam na Paraíba. Leitão nomeou João Tavares para ser capitão do Forte. Na Paraíba teve-se a terceira cidade a ser fundada no Brasil e a última do século XVI.
POVOADO DE NOSSA SENHORA DAS NEVES
  Por escolha de Martim Leitão, João Tavares e Frutuoso Barbosa que percorreram a planície situada entre o oceano Atlântico e o Rio Paraíba, a nova cidade foi edificada a partir de 4 de novembro de 1585 na parte mais alta da colina, a reduzida distância do rio intitulada Povoado de Nossa Senhora das Neves. Posteriormente, essa denominação foi alterada para Cidade de Nossa Senhora das Neves, depois Felipéia de Nossa Senhora das Neves, durante o domínio holandês, Frederica de Nossa Senhora das Neves,  quando acaba o domínio holandês, volta a se chamar Felipéia de Nossa Senhora das Neves e, por fim, em 1930, João Pessoa, em homenagem ao ex-presidente assassinado.
Casa de Pólvora - construída em 1710, é um dos pontos turísticos de João Pessoa
  A localização da cidade situada na parte mais alta da colina, visava assegurar-lhe a defesa e, a proximidade do rio, possibilitaria, através desse, a exportação de produtos que viriam a ser elaborados ou encontrados (âmbar, madeiras, algodão etc.). A capitania integraria o sistema econômico mercantilista, e sua capital, por tratar-se de sede da capitania real, desconheceu o estágio de vila, já nascendo como cidade.
  A elevada quantidade de água, pedra e cal favoreceram as primeiras edificações, quase todas religiosas: a capela de Nossa Senhora das Neves, a Igreja Barroca de São Francisco, Mosteiro de São Bento, Igreja/Convento de Nossa Senhora do Carmo.
Matriz de Nossa Senhora das Neves - sua construção iniciou-se por volta de 1586
  Em sua história, a capital da Paraíba recebe várias intitulações diferentes, cada uma dessas é decorrente de acontecimentos históricos em que a capital estava inserida.
  • Povoado de Nossa Senhora das Neves - encontrava-se a formação da cidade com um contingente de pessoas relativamente pequeno.
  • Cidade de Nossa Senhora das Neves - a quantidade de pessoas que havia na cidade em seus primórdios havia aumentado.
  • Felipéia de Nossa Senhora das Neves - decorrente da União das Coroas Ibéricas, onde a denominação Felipéia se deu em homenagem a Felipe II, então rei de Portugal e Espanha.
  • Frederica de Nossa Senhora das Neves - decorrente do domínio holandês, onde a denominação Frederica se deu em homenagem ao Príncipe Frederido de Orange.
  • João Pessoa - decorrente do assassinato do ex-presidente da Paraíba, João Pessoa, onde tal assassinato influenciou fortemente a revolução de 1930.
Centro urbano de João Pessoa em 1934, tendo ao centro a Lagoa Solon de Lucena
  Logo após a fundação de João Pessoa, inicia-se o cultivo da cana-de-açúcar. Os canaviais, que se espalharam pela Zona da Mata e dependia da mão de obra escravista, atraem o interesse dos holandeses no século XVII. No mesmo século, o interior do Estado, começa a ser ocupado pelas fazendas de gado.
  No século XVIII, a mineração de ouro e diamantes no centro-sul acelera o declínio da economia canavieira. O fracasso da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, criada pelo Marquês de Pombal, em 1759, acentua essas dificuldades. Depois de se envolver nas lutas de independência, na Revolução Pernambucana de 1817 e na Confederação do Equador, em 1824, a Paraíba atravessa uma etapa de relativa estabilidade política. Mas, o empobrecimento de toda a região nordestina afeta a província. Em 1874 estoura o Quebra-Quilos, uma insurreição popular contra a fome, a pobreza e o aumento dos impostos. A revolta recebe esse nome por protestar também contra a adoção do novo sistema de pesos e medidas implantado no país: o métrico decimal.
Foto do Movimento Quebra Quilos em Fagundes - PB, em 1875
ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA
  Durante a República Velha (1889/1930), a agricultura permanece estagnada e as oligarquias rurais mantêm amplo poder político. A Paraíba tem participação especial na Revolução de 1930. O assassinato de João Pessoa, presidente do estado e candidato a vice-presidente da República na chapa de Getúlio Vargas, precipita o movimento que põe fim ao primeiro período republicano brasileiro.
Funeral de João Pessoa, em 1930
  Os incentivos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) a partir da década de 1960 pouco ajudou na industrialização do estado, que permanece entre os mais pobres do país e um dos que mais alimentam o movimento migratório regional.
ASPECTOS FÍSICOS
1. CLIMA
  O clima da Paraíba varia de acordo com o relevo. Na Baixada Litorânea e na encosta leste do Planalto da Borborema, predomina o clima tropical úmido, com chuvas de outono-inverno e estação seca durante o verão. As chuvas no litoral atingem índices de 1.700 mm anuais e temperaturas na casa dos 24°C. Seguindo para o interior, as chuvas diminuem (800 mm - encosta leste da Borborema), voltando a aumentar o índice pluviométrico no topo do planalto para 1.400 mm.
  Dominando o planalto da Borborema, exceto a encosta leste, está o clima semiárido quente. O índice pluviométrico nesta região pode ser considerado baixo, chegando a 500-600 mm anuais. O menor índice pluviométrico anual do Brasil é registrado no município de Cabaceiras (279 mm).
Cabaceiras - município que registra os menores índices pluviométricos do Brasil
  Uma terceira tipologia climática ocorre a oeste do Estado, no planalto do rio Piranhas. Nessa região, o clima predominante é o tropical úmido, caracterizado por apresentar chuvas de verão e inverno seco, com temperaturas médias anuais elevadas, marcando 26°C. O índice pluviométrico é de 600 a 800 mm/ano. A leste do planalto do rio Piranhas, as chuvas são irregulares, resultando em secas prolongadas.
Mapa dos índices de chuvas da Paraíba
RELEVO
  A maior parte do território paraibano é constituído por rochas resistentes e bastante antigas, que remontam a Era Pré-Cambriana, com mais de 2,5 bilhões de anos. Elas formam um complexo cristalino que favorecem a ocorrência de minerais metálicos, não metálicos e gemas. Os sítios arqueológicos e paleontológicos, também resultam da idade geológica desses terrenos.
Mapa do relevo da Paraíba
  • No litoral paraibano aparece a Planície Litorânea, que é formada pelas praias e por terras arenosas.
  •  Na região da Mata, surgem os tabuleiros, que são formados por acúmulos de terras que descem de lugares altos.
  • No Agreste e no Brejo, aparecem algumas depressões que ficam entre os tabuleiros e o Planalto da Borborema, onde se encontram muitas serras, como a Serra da Araruna, Serra de Cuité, Serra da Jurema, Serra do Bodopitá e a Serra de Teixeira. Encontra-se no município de Araruna o Parque Estadual da Pedra da Boca.
Pedra da Boca em Araruna - PB
  •  No Sertão surge a Depressão Sertaneja, que se estende do município de Patos até após a Serra da Viração.
 O Planalto da Borborema ou Chapada da Borborema, é o mais marcante acidente do relevo no Estado. Na Paraíba ele tem um papel fundamental no conjunto do relevo, na rede hidrográfica e nos climas. As serras e chapadas atingem altitudes que variam de 300 a 800 metros de altitude.
Serra de Teixeira
  A Serra de Teixeira é uma das mais conhecidas, possuindo uma altitude média de 700 metros, onde se encontra o ponto culminante da Paraíba, a saliência do Pico do Jabre, que tem uma altitude de 1.197 metros e fica localizado no município de Matureia.
  No geral, o relevo paraibano é modesto, mas não muito baixo: 66% do território encontra-se entre 300 e 900 metros de altitude.
Pico do Jabre - ponto culminante da Paraíba
HIDROGRAFIA
  Na hidrografia da Paraíba, os rios fazem parte de dois setores: os rios Litorâneos e os rios Sertanejos. O estado encontra-se com 97,78% de seu território dentro do Polígono das Secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
Mapa das bacias hidrográficas da Paraíba
  Na Paraíba existem muitos açudes, o maior deles é o Açude Coremas/Mãe D'Água, que tem capacidade para armazenar 1.358.000.000 m³, e está localizado na cidade de Coremas, abastecendo várias cidades do Sertão paraibano.
Mapa da Paraíba
  Por ordem, os cindo maiores açudes da Paraíba são: 1º Coremas/Mãe D'Água - Coremas (1.358.000.000 m³); 2º Epitácio Pessoa - Boqueirão (411.686.287 m³); 3º Engenheiro Ávidos - Cajazeiras (255.000.000 m³); 4º Argemiro de Figueiredo (Acauã) - Itatuba (253.000.000 m³); 5º Saco - Nova Olinda (97.488.089 m³). 
Açude Coremas/Mãe D'Água - maior reservatório de água doce da Paraíba
Rios Litorâneos - são rios que nascem na Serra da Borborema e vão em busca do litoral paraibano, desaguando no Oceano Atlântico. Dentre esses rios se destacam:
a) Rio Paraíba - nasce na Serra de Jabitacá, no município de Monteiro, divisa com Pernambuco. Com uma extensão de 380 km, é o maior rio paraibano. É um rio parcialmente intermediário, já que parte de seu leito desaparece em épocas de seca, embora a partir do seu médio curso ele se torna perene. Deságua no oceano, entre os municípios de Cabedelo, Lucena, Santa Rita, Bayeux e João Pessoa, formando uma foz do tipo mista. Em seu estuário encontram-se dezenas de desembocaduras de outros rios, manguezais, o Porto de Cabedelo - escoadouro da capital paraibana - e também diversas ilhas, como Restinga, Stuart e Tiriri. No alto curso, recebe, entre outros afluentes, o rio Taperoá, antes de formar o Açude Boqueirão. No médio curso, tem como principal afluente o rio Paraibinha, que forma a Represa Acauã, e o Rio Gurinhém, a partir da qual passa a correr em seu baixo curso, onde seus principais tributários são o rio Paroeira e o rio Sanhauá, que separa as cidades de João Pessoa e Bayeux.
Rio Paraíba próximo à cidade de Itabaiana - PB
b) Rio Mamanguape - perene durante o ano todo, nasce no município de Montadas e deságua numa foz do tipo mista entre os municípios de Rio Tinto e Marcação, numa região denominada de Barra do Mamanguape, litoral setentrional paraibano, onde há um projeto que visa proteger o peixe-boi-marinho.
Rio Mamanguape próximo à BR-101, no município de Mamanguape - PB
c) Rio Curimataú - nasce no município de Barra de Santa Rosa, na serra do Cariri Velho, pertencente ao complexo do Planalto da Borborema, e é um rio de domínio federal que banha os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Sua bacia ocupa uma área total de 3.346 km², entrando no estado do Rio Grande do Norte pelo município de Nova Cruz e desaguando no oceano Atlântico através do estuário denominado de Barra do Cunhaú, no município de Canguaretama.
Rio Curimataú na divisa dos municípios paraibanos de Belém e Campo de Santana
Rios Setanejos - são rios que vão em direção ao norte em busca de terras baixas e desaguando no litoral do Rio Grande do Norte. O rio mais importante deste grupo é o Rio Piranhas, que nasce na Serra de Bongá, próximo à divisa com o Ceará. Esse rio é muito importante para o Sertão da Paraíba, pois através dele é feita a irrigação de grandes extensões de terras no sertão. Há ainda outros rios, como o Rio do Peixe, Rio Piancó e Rio Espinhara, todos afluentes do Rio Piranhas. Os rios da Paraíba estão incluídos na Bacia do Atlântico Nordeste Oriental e apenas os rios que nascem na Serra da Borborema e na Planície Litorânea são perenes. Os outros rios são temporários e correm em direção ao norte, desaguando no litoral do Rio Grande do Norte.
Rio Piranhas em São Bento - PB
VEGETAÇÃO
  A vegetação litorânea do estado da Paraíba apresenta matas, manguezais e cerrados, que recebem a denominação de "tabuleiro", e é formado por gramíneas e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies, por batiputás e mangabeiras. Formados pela Floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a peroba e a sucupira. Nos estuários predominam os manguezais, os quais apresentam árvores com raízes suporte, adaptados à sobrevivência neste tipo de ambiente natural pantanoso.
  A vegetação nativa do Planalto da Borborema e do Sertão caracteriza-se pela presença da caatinga, devido ao clima seco e quente, característico da região. A caatinga pode ser do tipo arbóreo, com espécies como a baraúna, ou arbustivo, representado, entre outras espécies, pelo xique-xique e o mandacaru.
Mapa da vegetação da Paraíba
1. Vegetação Litorânea -  Localizada bem junto ao litoral, nas partes mais próximas às praias, caracterizando-se pela presença de mangues, dunas, tabuleiros, vegetação rasteira, arbusto e matas de restinga. As principais plantas dessa formação vegetal são os coqueiros, o pinheiro-da-praia, a salsa-da-praia, entre outros. Em Cabedelo, há a mata de restinga, onde encontram-se árvores de porte médio, troncos com diâmetros pequenos pequenos, copas largas e irregulares. As espécies principais são o cajueiro, a maçaranduba e a aroeira-da-praia.
Mata de restinga em Cabedelo - PB
  Na foz dos rios e até onde existe a influência das marés, os solos são lamacentos, salinos e instáveis com alto teor de matéria orgânica em decomposição. Nesse local aparece a vegetação de mangues, caracterizada pela por possuírem raízes suportes e respiratórias. Algumas espécies como mangue vermelho, mangue de botão, mangue branco e siriúba vivem nas áreas alagadiças, e outras, como a samambaia-assu e a guaxuma, ocorrem nos setores marginais do solo, com características mais estáveis.
Manguezal em Mamanguape - PB
Mata Atlântica - corresponde a área da zona da mata, os tabuleiros e as várzeas que antes eram ocupados pela Mata Atlântica e hoje são ocupadas pela cana-de-açúcar e pelas cidades. Essa formação vegetal encontra-se bastante alterada ou mesmo inexistente na maior parte do litoral devido à expansão da monocultura canavieira. Hoje, a Mata Atlântica na Paraíba está reduzida em cerca de 5%, em áreas de preservação ambiental, como a Mata do Buraquinho e a Mata de Pacatuba. As principais espécies dessa vegetação são o pau-brasil, o jatobá, o jacarandá, entre outras. Essas plantas possuem porte alto, copas largas, troncos com grande diâmetro e folhas perenes. Há também plantas de pequeno porte, como as orquídeas, as bromélias e os cipós.
Jardim Botânico Benjamim Maranhão, mais conhecido como Mata do Buraquinho em João Pessoa - PB
Cerrado - tipo de vegetação canpestre, é formado por árvores e arbustos distanciados entre si, com árvores tortuosas e vegetação de campos encontrados nos tabuleiros. Localiza-se nos baixos planaltos costeiros, onde predominam a mangaba, a lixeira, o cajueiro-do-cerrado e o batiputá.
Vegetação de Cerrado em Sapé - PB
Agreste - na faixa de transição entre o clima tropical úmido e o clima semiárido, surge o agreste. Trata-se de uma vegetação intermediária entre a caatinga e a floresta tropical, com espécies das duas formações. Sua vegetação é constituída por espécies que se misturam. A formação Agreste também ocorre em faixas entre o brejo úmido e o Cariri semiárido. Algumas espécies que não ocorrem ou são raras na depressão aparecem no chamado Agreste da Borborema, como o umbuzeiro, a catingueira, a aroeira, o facheiro, entre outras.
Vegetação Agreste em Serra da Raiz - PB
Mata Serrana - vegetação das encostas úmidas das serras isoladas da região semiárida e semiúmida (Serra de Teixeira, Monte Horeb, Araruna, Cuité, entre outras). São formadas por espécies de mata úmida e arbustos da caatinga (baraúna, jurema, angico) e algumas espécies de Mata Atlântica como o pau-d'óleo, jatobá, a massaranduba, entre outras.
Vegetação Serrana em Areia - PB
Caatinga - área de domínio do clima semiárido, ocorre no Sertão, Cariri, Curimataú e Seridó, recobrindo 65% do território paraibano. É formada por plantas xerófilas, cactáceas, caducifólias e aciculifoliadas. Divide-se em Caatinga Hiperxerófila - áreas mais secas (Cariri, Seridó e Curimataú) -, ou Hipoxerófila - áreas mais úmidas (proximidades do Agreste e do Sertão). As plantas mais comuns são o xique-xique, o mandacaru, a coroa-de-frade, macambira, baraúna, angico, umbuzeiro, entre outras. Os solos são rasos e pedregosos.
Vegetação da Caatinga em Picuí - PB
SUBDIVISÕES
  Uma mesorregião é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins estatísticos, não constituindo uma unidade política ou administrativa. Oficialmente, a Paraíba está dividida em quatro mesorregiões, que são:
  • Sertão Paraibano - é a terceira mais populosa do estado, dividida em sete microrregiões que juntas, abrigam oitenta e três municípios, sendo a mesorregião com maior número de municípios. As microrregiões são: Cajazeiras, Catolé do Rocha, Itaporanga, Patos, Piancó, Serra do Teixeira e Sousa. Atualmente, a mesorregião do Sertão Paraibano conta com três regiões metropolitanas: as Regiões Metropolitanas de Patos, Cajazeiras e do Vale do Piancó.
  • Borborema - é a menos populosa do estado, formada pela união de quatro microrregiões que compartilham quarenta e quatro municípios. As microrregiões são: Cariri Ocidental, Cariri Oriental, Seridó Ocidental Paraibano e Seridó Oriental Paraibano.
  • Agreste Paraibano - é a segunda mais populosa do estado formado pela união de sessenta e seis municípios agrupados em oito microrregiões. As microrregiões são: Brejo Paraibano, Campina Grande, Curimataú Ocidental, Curimataú Oriental, Esperança, Guarabira, Itabaiana e Umbuzeiro. Engloba quatro regiões metropolitanas: as Regiões Metropolitanas de Campina Grande, de Esperança, de Barra de Santa Rosa e de Guarabira.
  • Mata Paraibana - é a mesorregião mais importante do estado, formada pela união de trinta municípios agrupados em quatro microrregiões. Pelo fato de nela estar localizada a capital do estado, é a mais populosa e reúne mais de um terço da população da Paraíba. É a única mesorregião litorânea do estado. As microrregiões são: João Pessoa, Litoral Norte, Litoral Sul e Sapé. Engloba a Região Metropolitana de João Pessoa.
MICRORREGIÕES
  Além da mesorregião, existe a microrregião, que é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um agrupamento de municípios limítrofes, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesses comuns, definidas por lei complementar estadual. A Paraíba é dividida em 23 microrregiões.
1.  Microrregião do Litoral Sul
Microrregião do Litoral Sul
  Pertence à mesorregião da Zona da Mata Paraibana. Compreende os municípios de Alhandra, Caaporã, Pedras de Fogo e Pitimbu. Possui uma área de 869,657 km² e, segundo o censo do IBGE 2010, a população dessa microrregião era 82.425 habitantes.
Pedras de Fogo
2. Microrregião de João Pessoa
Microrregião de João Pessoa
  Pertencente a mesorregião da Zona da Mata Paraibana, é formada pelos municípios de Bayeux, Cabedelo, Conde, João Pessoa, Lucena e Santa Rita. Possui uma área de 1.264,08 km² e, segundo o censo do IBGE 2010, sua população é de 1.034.615 habitantes, sendo a mais populosa e a mais economicamente importante microrregião do estado.
Cabedelo - PB
3. Microrregião Litoral Norte
Microrregião Litoral Norte
  Pertencente à Zona da Mata Paraibana, é formada pelos municípios de Baía da Traição, Capim, Cuité de Mamanguape, Curral de Cima, Itapororoca, Jacaraú, Mamanguape, Marcação, Mataraca, Pedro Régis e Rio Tinto. Sua área é de 1.959,331 km² e, segundo o censo do IBGE 2010, sua população era de 142.023 habitantes.
Rio Tinto - PB
4. Microrregião de Sapé
Microrregião de Sapé
 Pertencente à mesorregião da Zona da Mata Paraibana, sua população, segundo o censo do IBGE 2010 de 132.745 habitantes, dividida em nove municípios, possuindo uma área de 1.139,588 km². Os municípios são: Cruz do Espírito Santo, Juripiranga, Mari, Pilar, Riachão do Poço, São José dos Ramos, São Miguel de Taipu, Sapé e Sobrado.
Cruz do Espírito Santo - PB
5. Microrregião de Itabaiana
Microrregião de Itabaiana
  Pertencente à mesorregião Agreste Paraibano, é composta pelos seguintes municípios: Caldas Brandão, Gurinhém, Ingá, Itabaiana, Itatuba, Juarez Távora, Mogeiro, Riachão do Bacamarte e Salgado de São Félix. A área total dessa microrregião é de 1.657,991 km² e a população, segundo o censo do IBGE 2010, é de 108.561 habitantes.
Gurinhém - PB
6. Microrregião de Guarabira
Microrregião de Guarabira
  Pertencente à mesorregião Agreste Paraibano, é composta por Alagoinha, Araçagi, Belém, Caiçara, Cuitegi, Duas Estradas, Guarabira, Lagoa de Dentro, Logradouro, Mulungu, Pilõezinhos, Pirpirituba, Serra da Raiz e Sertãozinho. A área total dessa microrregião é de 1.290,953 km² e a população, de acordo com o censo do IBGE 2010, é de 164.827 habitantes.
Duas Estradas - PB
7. Microrregião de Umbuzeiro
Microrregião de Umbuzeiro
  Pertencente à mesorregião do Agreste Paraibano, é formada pelos municípios de Aroeiras, Gado Bravo, Natuba, Santa Cecília e Umbuzeiro. Possui uma área de 1.181,347 km² e, segundo o censo do IBGE 2010, sua população era de 53.980 habitantes.
Aroeiras - PB
8. Microrregião de Campina Grande

Microrregião de Campina Grande
  Pertencente à mesorregião do Agreste Paraibano, é composta pelos seguintes municípios: Boa Vista, Campina Grande, Fagundes, Lagoa Seca, Massaranduba, Puxinanã, Queimadas e Serra Redonda. A área total dessa microrregião é de 2.103,656 km² e a sua população é, segundo o censo do IBGE 2010, de 502.669 habitantes.
Lagoa Seca - PB
9. Brejo Paraibano

Microrregião do Brejo Paraibano
  Pertence à mesorregião Agreste Paraibano, é formado pelos seguintes municípios: Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Bananeiras, Borborema, Matinhas, Pilões e Serraria, distribuídos em uma área de 1.164,091 km² e, segundo o censo do IBGE 2010, sua população é de 116.488 habitantes.
Bananeiras - PB

10. Curimataú Oriental
Microrregião Curimataú Oriental
  Pertence à mesorregião Agreste Paraibano. É formada pelos seguintes municípios: Araruna, Cacimba de Dentro, Tacima (Campo de Santana), Casserengue, Dona Inês, Riachão e Solânea. A área total dessa microrregião é de 1.345,867 km², possuindo uma população, de acordo com o censo do IBGE 2010, de 93.423 habitantes.
Casserengue - PB
11. Curimataú Ocidental
Microrregião do Curimataú Ocidental
  Pertence à mesorregião Agreste Paraibano e é formada pelos seguintes municípios: Algodão de Jandaíra, Arara, Barra de Santa Rosa, Cuité, Damião, Nova Floresta, Olivedos, Pocinhos, Remígio, Soledade e Sossêgo. A área dessa microrregião é de 3.908,711 km² e a sua população é, de acordo com o censo do IBGE 2010, de 119.735 habitantes.
Pocinhos - PB
 12. Microrregião de Esperança
Microrregião de Esperança
  Pertence à mesorregião Agreste Paraibano e é formado pelos seguintes municípios: Areial, Esperança, Montadas e São Sebastião de Lagoa de Roça, sendo a microrregião com a menor área e a menos populosa. Sua área é de 278,434 km² e no censo do IBGE 2010, sua população era de 53.596 habitantes. 
Esperança - PB
13. Cariri Oriental
Microrregião do Cariri Oriental
  Pertencente à mesorregião Borborema Paraibano, é formado pelos seguintes municípios: Alcantil, Barra de Santana, Barra de São Miguel, Boqueirão, Cabaceiras, Caraúbas, Caturité, Gurjão, Riacho de Santo Antônio, Santo André, São Domingos do Cariri e São João do Cariri. A área dessa microrregião é de 4.249,802 km², possuindo uma população, de acordo com o censo do IBGE 2010, de 63.704 habitantes.
São João do Cariri - PB
14. Cariri Ocidental
Microrregião do Cariri Ocidental
  Pertence à mesorregião Borborema e é formada por Amparo, Assunção, Camalaú, Congo, Coxixola, Livramento, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Prata, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé, Taperoá e Zabelê. A área total dessa microrregião é de 6.983,364 km², abrigando uma população, segundo o censo do IBGE 2010, de 121.531 habitantes.
Taperoá - PB
15. Seridó Oriental Paraibano
Microrregião do Seridó Oriental
  Pertence à mesorregião Borborema. É composta por: Baraúna, Cubati, Frei Martinho, Juazeirinho, Nova Palmeira, Pedra Lavrada, Picuí, Seridó e Tenório. A área dessa microrregião é de 2.604,824 km² e sua população é, segundo o censo do IBGE 2010, de 73.896 habitantes.
Pedra Lavrada - PB
16. Seridó Ocidental Paraibano
Microrregião do Seridó Ocidental
  Pertence à mesorregião Borborema e é formada pelos seguintes municípios: Junco do Seridó, Salgadinho, Santa Luzia, São José do Sabugi, São Mamede e Várzea, distribuídos numa área de 1.738,452 km², possuindo uma população de 39.132 habitantes, segundo o censo do IBGE 2010.
Junco do Seridó - PB
17. Patos
Microrregião de Patos
  Pertence à mesorregião Sertão Paraibano, sendo composta pelos seguintes municípios: Areia de Baraúnas, Cacimba de Areia, Mãe d'Água, Passagem, Patos, Quixabá, Santa Teresinha, São José de Espinharas e São José do Bonfim. A população dessa microrregião é, de acordo com o censo do IBGE 2010, de 126.683 habitantes, que vivem em uma área de 2.520,425 km².
Patos - PB
18. Serra do Teixeira
Microrregião da Serra do Teixeira
  Pertence à mesorregião Sertão Paraibano, é formada pelos seguintes municípios: Água Branca, Cacimbas, Desterro, Imaculada, Juru, Manaíra, Matureia, Princesa Isabel, São José de Princesa, Tavares e Teixeira. A área total dessa microrregião é de 2.623,256 km², abrigando uma população de 115.888 habitantes.
Tavares - PB
19. Piancó
Microrregião de Piancó
  Pertence à mesorregião Sertão Paraibano e é formado pelos seguintes municípios: Aguiar, Catingueira, Coremas, Emas, Igaracy, Nova Olinda, Olho d'Água, Piancó e Santana dos Garrotes. Sua área é de 3.285,748 km² e sua população é, de acordo com o censo do IBGE 2010, de 70.696 habitantes.
Olho d'Água - PB
20. Sousa
Microrregião de Sousa
  Pertence à mesorregião Sertão Paraibano, é formado por: Aparecida, Cajazeirinhas, Condado, Lastro, Malta, Marizópolis, Nazarezinho, Paulista, Pombal, Santa Cruz, São Bentinho, São Domingos de Pombal, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Sousa, Vieirópolis e Vista Serrana. A área dessa microrregião é de 4.803,013 km², abrigando uma população, segundo o censo do IBGE 2010, de 181.850 habitantes.
Vista Serrana - PB
21. Catolé do Rocha
Microrregião de Catolé do Rocha
  Pertence à mesorregião Sertão Paraibano, sendo composto pelos seguintes municípios: Belém do Brejo do Cruz, Bom Sucesso, Brejo do Cruz, Brejo dos Santos, Catolé do Rocha, Jericó, Lagoa, Mato Grosso, Riacho dos Cavalos, São Bento e São José do Brejo do Cruz. A área dessa microrregião é de 3.038,004 km² e sua população é, de acordo com o censo do IBGE 2010, de 116.056 habitantes.
Catolé do Rocha - PB
22. Itaporanga
Microrregião de Itaporanga
  Pertence à mesorregião Sertão Paraibano, sendo composta por: Boa Ventura, Conceição, Curral Velho, Diamante, Ibiara, Itaporanga, Pedra Branca, Santa Inês, Santana de Mangueira, São José de Caiana e Serra Grande. A população dessa microrregião é de 84.034 habitantes, distribuídos em uma área de 3.053,939 km².
Pedra Branca - PB
23. Cajazeiras
Microrregião de Cajazeiras
  Pertence à mesorregião Sertão Paraibano, é formada pelos seguintes municípios: Bernardino Batista, Bom Jesus, Bonito de Santa Fé, Cachoeira dos Índios, Cajazeiras, Carrapateira, Joca Claudino, Monte Horebe, Poço Dantas, Poço de José de Moura, Santa Helena, São João do Rio do Peixe, São José de Piranhas, Triunfo e Uiraúna. Abriga uma população, segundo o censo do IBGE 2010, de 167.971 habitantes, distribuídos por uma área de 3.404,900 km².
Uiraúna - PB
ECONOMIA
  A economia é bastante diversificada. O PIB da Paraíba em 2010, segundo dados do IBGE, era de R$ 31,947 milhões, ocupando a 19ª colocação entre os estados brasileiros. Os municípios com os maiores PIBs do Estado são, por ordem: João Pessoa (R$ 9,805 milhões), Campina Grande (R$ 4,336 milhões), Cabedelo (R$ 2,460 milhões), Santa Rita (R$1,246 milhão) e Patos (R$ 692.747,00). A agropecuária responde por cerca de 5,6% , enquanto que a indústria é responsável por 22,4% e o setor de serviços por 72% do PIB.
  Na agricultura, os principais produtos cultivados são: cana-de-açúcar, abacaxi (o estado é o maior produtor do Brasil), mandioca, sisal, milho, fumo, graviola, juta, umbu, cajú, manga, acerola, mangaba, tamarindo, sorgo, urucum, pimenta-do-reino, arroz  e feijão.
Produção de abacaxi em Sapé - PB. O município é o maior produtor nacional desse produto
  Os principais rebanhos do estado são o bovino, suíno, ovinos e caprinos (destacando-se a região do Cariri), equinos e aves.
  No setor de mineração, destaca-se a produção de calcário, tantalita, barita, scheelita, bentonita, água mineral, entre outros. A principal área de exploração mineral da Paraíba é o Sertão do Seridó, destacando-se os municípios de Junco do Seridó, Picuí, Pedra Lavrada, Nova Palmeira e Juazeirinho.
Garimpo de pedras em Pedra Lavrada - PB
  O setor de serviços é responsável pela maior arrecadação de receitas no Estado. O turismo é um dos elementos que fortalecem esse setor. João Pessoa apresenta uma excelente estrutura hoteleira para receber visitantes, destacando-se como principais atrativos o seu centro histórico, as praias de Tambaú e a Ponta do Seixas, entre outros. Outras atrações turísticas do Estado são: as itacoatiaras de Ingá, o Vale dos Dinossauros em Sousa, o Lajedo do Pai Mateus em Cabaceiras, o São João em Campina Grande, a Praia de Tambaba, a Pedra da Boca em Araruna, os festivais de inverno nas regiões serranas, entre outros. Há também o Porto de Cabedelo, que é um dos principais geradores de renda do setor de serviços da Paraíba.
Lajedo do Pai Mateus em Cabaceiras - PB
  A indústria é pouco diversificada na Paraíba. Os principais ramos desse setor são o têxtil, alimentício, metalúrgico e produtos de couro. As indústrias do Estado concentram-se basicamente na Grande João Pessoa e em Campina Grande. O Distrito Industrial de João Pessoa localiza-se na Zona Sul da capital, destacando-se a produção de alimentos e de confecções e calçados. Já no Distrito Industrial de Campina Grande destaca-se o setor de informática, onde o município é um dos principais tecnopolos do Nordeste.
Distrito Industrial de João Pessoa

DADOS SOBRE A PARAÍBA
LOCALIZAÇÃO: Região Nordeste
LIMITES: Rio Grande do Norte (norte), Oceano Atlântico (leste), Pernambuco (sul) e Ceará (oeste).
CAPITAL: João Pessoa
Orla marítima de João Pessoa
ÁREA: 56.469,466 km² (21º)
POPULAÇÃO (IBGE - 2010):
3.766.528  habitantes (13º)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA (IBGE): 66,70 hab./km² (8°)
CIDADES MAIS POPULOSAS (IBGE 2010):
João Pessoa: 723.515 habitantes
João Pessoa
Campina Grande: 385.213 habitantes
Campina Grande
Santa Rita: 120.310 habitantes
Santa Rita
IDH (PNUD - 2005): 0,718 (24°)
PIB (IBGE - 2009): R$ 31.947.000 (19°)
EXPECTATIVA DE VIDA (IBGE - 2010): 69,8 anos (23º)
TAXA DE NATALIDADE (IBGE - 2009): 17,4 / mil (13°)
MORTALIDADE INFANTIL (IBGE - 2009): 35,2/ mil (24°)
TAXA DE URBANIZAÇÃO (IBGE - 2010): 75,37% (18°)
TAXA DE ANALFABETISMO (IBGE - 2010): 20,20% (25°)
PIB PER CAPITA (IBGE - 2010): R$ 8.481,00 (24°)
RELIGIÃO (IBGE - 2010): católicos (76,8%), protestantes (12,4%), sem religião (5,7%), outros (5,1%).
FONTE: Fernandes, Irene Rodrigues da Silva. História: Paraíba, volume único / Irene Rodrigues da Silva Fernandes. João Pessoa, PB: Editora Grafset, 2011.
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